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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 778 / 2014

10/07/2014 - 12:00:00

PEDRO OLIVEIRA

Vamos fazer uma nova política?

Estamos caminhando para o inicio de uma campanha eleitoral que promete ser bastante acirrada, mesmo com um eleitorado completamente desmotivado. Liaum texto de Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa, no qual dizia algo real e preocupante: ”Assiste-se, de ano a ano, ou de eleição em eleição, a rejeição cada vez maior aos políticos. Não será por falta de motivos,  é claro, em especial  depois que o PT, no governo, mostrou-se igual aos demais, empenhados em aproveitar-se do poder para praticar nepotismo, ilegalidades e corrupção generalizada. Saída não há para esse impasse, pois ruim com eleições, pior sem elas. A registrar, porém, emerge um fato novo: não há mais candidatos-salvadores, aqueles falsos heróis que no passado despertaram multidões entusiasmadas e ilusões desmedidas.  Hoje são todos iguais, nivelados pela ausência de expectativas populares”.

 O pleito aqui em Alagoas não será diferente, com um eleitorado desmotivado para o voto que será disputado por três candidaturas de peso e outros tantos de “poca-urnas” que de nada servem a não ser encher nossa paciência no detestável Horário Eleitoral e terminar com meia dúzia de votos para se vender eventualmente a qualquer preço. Dos candidatos pra valer: Benedito de Lira, Eduardo Tavares e Renan Filho, por conhecê-los, ainda acredito em uma campanha propositiva, sem os ataques chulos, as “munhecadas” e a falta de propostas para o eleitorado. Que não se rendam aos marqueteiros da maldade e da podridão eleitoral, para os quais o que conta é a ofensa ao adversário, a baixaria e o ridículo de exibições fantasiosas e os erros passados decada um.Aqui eu farei a minha parte.

Já conversei com as assessorias dos principais candidatos e expus a linha de ação da coluna. Desejaria receber de cada um todas as semanas pelo menos uma proposta positiva para Alagoas e me comprometo a publicar. Quero aqui criar um “debate propositivo”, para que assim o eleitor conheça o pensamento e os projetos daqueles que desejam nos governar e fazer suas conclusões de quem é o melhor. Creio que ainda há tempo para se motivar o eleitor tão descrente dos nossos políticos e não tenho dúvidas de que o caminho serão propostas que possam trazer um sopro de esperança depois de tantos e tantos desenganos no voto de cada um.

A despedida: Joaquim Barbosa

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, 59 anos, declarou na terça-feira (1º) que se aposentava com “alma leve” e que não tem interesse em seguir carreira na política. Ele participou da última sessão como ministro do STF. Saiu antes do fim da sessão e não fez pronunciamento de despedida em plenário.“A partir do dia em que for publicado o decreto da minha aposentadoria, serei um cidadão como outro qualquer, livre para tomar as posições que eu entender necessárias e apropriadas. A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudos e reflexões. Eu não tenho esse apreço todo pela política no dia a dia. Isso não tem grande interesse para mim”..Joaquim Barbosa disse deixar o STF com a sensação de “cumprimento do dever”. Segundo ele, é importante que os brasileiros se conscientizem da importância do cumprimento da legislação. “Esse é o norte principal da minha atuação: pouca condescendência com desvios, com essa inclinação natural a se contornar os ditames da lei, da Constituição”.


Álvaro Machado

Na última edição da revista “Folha da Barra” a matéria de capa é uma interessante entrevista com o secretário chefe do Gabinete Civil, Álvaro Machado, falando sobre o desenvolvimento de Alagoas nos últimos anos e dizendo muita coisa que muita gente desconhece. Homem sensato, administrador com alta competência, “conhece o caminho das pedras” e tem sido o grande articulador e condutor da máquina estatal. Quando Álvaro fala deve ser ouvido e anotado. Entre outras anotei esta suas palavras: “Como médico especialista em Saúde Pública (deixou sua marca em Brasília),orgulho-me de muito em ver que o governador Teotônio Vilela foi o que mais investiu em saneamento básico. Se a gente não fala ninguém lembra, porque é subterrâneo. Investir em saneamento é investir na preservação da vida.. Quem é da área de saúde pública sabe da importância disso para a saúde do povo. Maceió não chegava a 25 por cento a cobertura. Vamos deixar a cidade mais de 60 por cento saneada”. É assim que se faz!


Com a palavra os candidatos

Benedito de LiraÉ preciso buscar alternativas para a economia alagoana. Como Senador, Benedito de Lira destinou recursos e a Codevasf já está desenvolvendo o projeto de cultivo de 4 milhões de pés de caju em diversas regiões do Estado. Ele destinou recursos, por meio de emendas parlamentares, para a sede da Embrapa em Marechal Deodoro, até porque ele acredita que a Embrapa terá condições de, uma vez instalada em Alagoas, desenvolver novos cultivares mais adequados à regiãoA região dos Vales Úmidos (Boacica e Marituba) também necessita de atenção do poder público. Benedito acredita que nessa região pode ser criada uma nova Bacia Leiteira. Cooperativismo. A experiência de Pindorama é uma das mais bem sucedidas. Benedito tem ideias para apoiar o cooperativismoEduardo Tavares“Quem me conhece sabe que eu não sou de negar desafios. Assumo agora a missão mais importante da minha vida: me candidatar ao cargo de governador de Alagoas. É uma honra, e ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade.Vamos fazer de Alagoas um Estado cada vez mais digno de se viver. Vamos nos unir a esse novo jeito de fazer política”Precisamos pensar na agricultura familiar, na profissionalização da agricultura. Arapiraca merece um olhar especial. É um grande polo industrial, de serviços, fica no centro do Estado. O Agreste pode se tornar um celeiro para o Brasil e para o exterior. Potencial para isso nós temos. Projetamos para Alagoas um novo horizonte. Um horizonte de crescimento. Mas quero fazer uma gestão notabilizada pelo desenvolvimento humano. Quero focar no povo, acabar com a pobreza extrema. Temos que traçar o nosso próprio caminho. É necessário uma nova forma de ser, um novo jeito de fazer”.


Renan Filho 

“Investir na Capital é uma necessidade estratégica para o governo do Estado, pois a Grande Maceió abriga não só a maior concentração demográfica de Alagoas, como funciona como centro de acolhimento de moradores vindos de todos os municípios em busca dos serviços ofertados na cidade. Estabelecer uma parceria objetiva, transparente e proativa com a prefeitura maceioense é uma atitude que ajuda a todos os alagoanos e não apenas aos moradores locais.Sem equacionamento dos desafios acumulados em Maceió não será possível um processo sustentável de interiorização do crescimento econômico e inclusão social. A Capital reflete o potencial e os problemas de todo Estado.Ao mesmo tempo, além dos recursos próprios, o governo estadual deve estabelecer parcerias com o governo federal no sentido de interiorizar serviços, ampliar a infraestrutura em todas as regiões alagoanas, num esforço a médio e longo prazo voltado para redução das disparidades econômicas e sociais, espalhando projetos de urbanidade, desenvolvimento econômico e inclusão social para todos os municípios”.


Ainda pode acontecer tudo

Inclusive nadaAmanhã (sábado) é o último dia para o fechamento das atas das convenções partidárias que estabelecem coligações e candidaturas de todos os partidos. Até lá prosseguem as confabulações, as tratativas de alcovas e negócios nos gabinetes, corredores e nas estradas do poder político. Mudanças inesperadas podem ocorrer, surpresas agradáveis para alguns e muito desagradáveis para outros podem surgir, Amanhã será outro dia e tudo pode acontecer. Inclusive nada.

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