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Edição nº 778 / 2014

09/07/2014 - 22:00:00

A meia liberdade de José Dirceu

DA REDAÇÃO

Solto pela nova administração do STF - Seguido pelos jornalistas, Zé Dirceu mostra que o castigo da cadeia vincou sua expressão, embranqueceu os cabelos e produziu perda de peso, mas agudizou o olhar normalmente mau e vingativo. O subchefe do Mensalão, ex-presidente nacional do PT, José Dirceu, deixou a cadeia na manhã desta quinta-feira, 3,  para o primeiro dia de trabalho externo. Ele foi autorizado a trabalhar durante o regime semiaberto por decisão do STF, agora sob nova administração. 

Dirceu deixou a cadeia por volta de 7h20, sem falar com a imprensa. Visivelmente mais magro e com uma pasta na mão, ele aguardou poucos segundos na calçada até a chegada do carro preto que o levou ao escritório. Ele vai atuar como auxiliar de biblioteca no escritório do advogado José Gerardo Grossi, que já foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A proposta de emprego prevê jornada de 8h às 18h e salário de R$ 2,1 mil.

Pelas regras do trabalho externo, o preso não pode dar entrevistas. Na hora do almoço, ele  pode se deslocar 100 metros do local de trabalho. Ao terminar o expediente, o preso tem duas horas para voltar para o centro de dentenção, mas não pode passar em nenhum outro local no caminho.

O patrão de Dirceu disse ao site G que ele terá intervalo de uma hora para o almoço. A empresa fica na região central de Brasília, no Setor Bancário Sul.O advogado ressaltou que já se informou sobre as regras do trabalho de Dirceu e que assinou compromisso com a Vara de Execuções Penais. “Entrevistar José Dirceu em hipótese alguma, nem sonhando. Mas a gente vai acompanhar e as coisas serão resolvidas com o juiz de execuções na medida em que forem acontecendo”.

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