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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 777 / 2014

01/07/2014 - 16:19:00

MP descobre folha de pagamento ‘fantasma’ na Assembleia

Nova edição da ‘folha 108’ pode conter novas mordomias na Casa de Tavares Bastos

Odilon Rios especial para o EXTRA

Investigações do Ministério Público Estadual indicam que a Assembleia Legislativa de Alagoas tinha duas folhas de pagamento, uma delas legal, impressa pela empresa Elógica. A outra- paralela- incluía mordomias distantes dos cidadãos mais comuns. E ficava escondida nas gavetas da Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos.

Era uma espécie de segunda edição da folha 108, bastante famosa durante a Operação Taturana.Na folha 108 original, servidores recebiam salário mas não constavam na folha de pagamento “legalizada”. A nova 108 - segundo vem apurando o MP- segue a mesma metodologia. “No mês de julho teremos surpresas”, disse um integrante da instituição, sem adiantar os procedimentos.

O EXTRA não conseguiu contato com o presidente da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB).A folha “de verdade” da Assembleia detectou o bizarro como natural. Há servidores aposentados por invalidez que recebem salário como se trabalhassem, mortos, sem-terra e beneficiários do Bolsa Família- voltado a famílias em condições de miséria.

Há ainda pessoas que possuem uma jornada de trabalho, impossibilitando cumprir expediente na Casa. Um dos aposentados por invalidez consta como funcionário da Casa há 34 anos, recebe R$ 622,06 de aposentadoria e entre janeiro de 2011 e outubro do ano passado, ganhou quase R$ 400 mil em salário.

Os aposentados por invalidez receberam R$ 2,9 milhões.As investigações também apontam para indícios de que servidores mortos ainda recebem salários na Assembleia. Um prejuízo estimado de R$ 292,9 mil.No sertão de Alagoas, na cidade de Delmiro Gouveia, um sem-terra ganha R$ 541,00 por mês da ALE, apesar de constar como beneficiário do Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária (Sipra).

Sessenta e seis funcionários, entre janeiro de 2010 e julho de 2013 receberam R$ 7 milhões da Assembleia e, ao mesmo tempo, tiveram depósitos do Bolsa-Família de R$ 118,9 mil.No gabinete do presidente da Assembleia trabalhava uma família inteira que recebeu R$ 1,6 milhão de salário e ainda o Bolsa Família. Além disso, o MP levanta 100 mil depósitos suspeitos, realizados em quatro anos, e que podem representar um desvio de R$ 70 milhões.

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