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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 777 / 2014

01/07/2014 - 12:00:00

Unidade de saúde no Ouricuri vira ponto de drogas e prostituição

Há sete meses posto foi fechado para reforma e ainda não há previsão de entrega da obra

Maria Salésia [email protected]

A Unidade de Saúde da Família Professor Durval Cortez, no Ouricuri- São Sebastião, em Maceió, que foi fechado para reforma em  7 de novembro de 2013 se transformou em ponto de drogas e prostituição. O posto deveria ter sido entregue em 7 de abril desse ano, mas há cerca de dois meses os trabalhos foram paralisados e apenas na semana passada seis funcionários retomaram o serviço. Abandonado, tem servido de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas.

 A obra de reforma e ampliação da Unidade de Saúde está orçada em R$ 199.493,50, mas os sete meses de espera têm causado problemas e gerado  muitas reclamações por parte da população e também dos comerciantes da região, que têm medo de passar pelo local devido aos vândalos, além da falta de assistência médica. “Estamos desassistidos de médicos, além dos marginais que não respeitam ninguém, agridem, pegam a bolsa e se reagir eles ameaçam”, relatou um morador do bairro que preferiu não se identificar.

A dona de casa Luciene Maria da Silva, que é diabética e hipertensa, disse que com o fechamento da unidade de saúde tem vivido uma verdadeira via-crúcis a ponto de recorrer a uma sobrinha que mora no Conjunto Salvador Lyra que consegue o seu receituário na unidade de saúde daquele bairro.

Segundo ela, os usuários do Durval Cortez  foram orientados a procurar o posto de saúde Roland Simon, no Bairro do Vergel, mas como a demanda é grande sempre acontece atrito entre os pacientes. “A gente vive abandonado. Dizem que até faca já puxaram lá no Vergel porque  as pessoas de lá não querem dividir as fichas para médicos com o povo daqui e nem querem se misturar. O certo mesmo era a gente ter o nosso”, desabafou Luciene. Além do descaso e atraso na entrega do prédio, os usuários da unidade de saúde denunciam que até os agentes de saúde sumiram do bairro, o que agrava ainda mais o problema.

“Isso aqui já foi bom.  Agora, a gente tem que ir para outro bairro se quiser se consultar. Enquanto isso, o poder público fecha os olhos para a situação e quem sofre é a população”, criticou Maria Rita Lima.A reportagem do EXTRA esteve no local na quarta-feira, 25, e poucos funcionários trabalhavam na obra. A informação é que uma sede provisória foi colocada na Igreja de São Sebastião para atender a população. Mas uma dona de casa que mora próximo ao local disse que apenas dois médicos estão credenciados.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que a primeira etapa das obras na Unidade de Saúde Durval Cortez está sendo finalizada com a realização de serviços de pintura, reparos nas redes elétrica e hidráulica, além da ampliação da unidade, com a construção de mais salas.

Na segunda etapa da obra, que deve ser iniciada até o próximo mês, a unidade também será contemplada com mais uma reforma, desta vez, no prédio mais antigo. Os pacientes foram informados sobre a suspensão temporária do funcionamento e orientados a buscar atendimento no Posto de Saúde Roland Simon (Vergel), unidade de referência do II Distrito Sanitário.

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