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Edição nº 777 / 2014

01/07/2014 - 11:49:00

Decisão nacional do PTB não deve mudar alianças feitas em Alagoas

DA REDAÇÃO

A decisão aprovada na convenção do PTB alagoano, no último dia 19, de apoiar a candidatura da presidente Dilma Roussef à reeleição, não deverá ser afetada pela decisão anunciada pelo diretório nacional do partido, de apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) para presidente da República. Essa é a avaliação do diretório estadual, com base em nota emitida pelo presidente nacional do partido, Benito Gama, segundo a qual “os estados ficam liberados para manter os acordos locais”.

De acordo com o advogado Eraldo Firmino, dirigente estadual do PTB, a posição política já manifestada pelo diretório nacional do PTB deve ser homologada no próximo dia 27, na convenção nacional do partido, em Salvador. Mas na mesma nota em que torna público esse encaminhamento, o PTB deixa claro que a decisão de apoiar Aécio foi em função da situação de alguns diretórios do Sul e Sudeste, onde ficou inviável a aliança com o PT, e deixa claro que as decisões dos diretórios estaduais serão preservadas. Portanto, segundo ele, a leitura que os dirigentes locais fazem sobre a nota emitida pelo presidente nacional do partido, é que os diretórios estaduais estão livres para apoiar os seus candidatos, considerando as peculiaridades regionais.

Em Alagoas, a convenção do partido decidiu pela composição com a coligação “Aliança com o Povo para Mudar Alagoas”, encabeçada por Renan Filho e Luciano Barbosa (ambos do PMDB) como candidatos a governador e vice-governador, com  Fernando Collor (PTB) como candidato ao Senado.

 A coligação agrega 14 partidos políticos, todos da base aliada do governo federal - entre eles o próprio PT - e será o palanque de Dilma em Alagoas. Além disso, na sua convenção, o PTB alagoano aprovou por unanimidade não só o apoio à pré-candidatura de Dilma Rousseff à reeleição, como também moções de apoio ao seu governo e de repúdio aos ataques que vem sofrendo a governante petista.Essa situação - de tomar rumo diferente do diretório nacional - não é novidade dentro do partido.

Em 2010, quando o PTB apoiou a candidatura de José Serra (PSDB), Collor marchou com Dilma, para quem pediu voto, inclusive, no guia eleitoral, sem que isso caracterizasse infidelidade partidária. Ele, assim como dirigentes de outros estados, foi liberado para apoiar quem quisesse. Este ano a história se repete e não só em Alagoas como em outros estados.

O senador Armando Monteiro, por exemplo, líder nas pesquisas para o governo de Pernambuco, também já manifestou que apóia a candidatura de Dilma.Na avaliação de Firmino, não há incoerência na posição de Collor e do diretório do PTB em Alagoas. Pelo contrário. Ainda na época de Lula, o senador alagoano tornou-se aliado do governo petista e tem sido defensor do governo e da reeleição de Dilma Rousseff para presidente, destacando os investimentos que o governo federal tem feito em Alagoas, e a situação do Estado, que ostenta os piores indicadores sociais. 

O senador alagoano tem repetido que, por ser um Estado pequeno e carente, Alagoas não pode se isolar do governo federal, até porque, como tem demonstrado, mais de 90% das obras que se consolidaram em Alagoas, durante o governo Téo Vilela, foram feitas com recursos federais.  

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