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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 777 / 2014

01/07/2014 - 10:57:00

Homenagem ao monsenhor Pedro Teixeira

Juarez Miguel Advogado

Impulsionado pelo coração, sede das afeições humanas e guiado pelo elevado senso de justiça, registro que a leal homenagem ao monsenhor Pedro Teixeira não se cinge a mero formalismo social ou doutoral, mas traduz o reconhecimento àquele que, ao longo do consagrado viver nos sagrados ofícios presbiteral, acadêmico e militar, sempre incorpora o inafastável papel, dentre outros, de sacerdote dos aflitos. Desde a infância vocacionado para a árdua e sublime missão, concluiu sua formação filosófico-teológica na Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma.

Lá, foi elevado à plenitude sacerdotal o jovem seminarista Pedro Teixeira.A Igreja, continuação, no tempo, da magnífica obra de Cristo, estabeleceu – como uma das primícias – o magistério divino a seguir enunciado:“DAR-VOS-EI PASTORES SEGUNDO O MEU CORAÇÃO”(JR.3,15).Com este anúncio do profeta Jeremias, Deus promete ao seu povo que jamais o deixará privado de pastores que o reúnam e guiem: “EU ESTABELECEREI PARA MINHAS OVELHAS PASTORES QUE AS APASCENTARÃO, DE SORTE QUE NÃO MAIS DEVERÃO AMEDRONTAR-SE”(JR.23,4).

Aderindo à máxima evangélica, Hélder Câmara, o grande arcebispo, ministrava: “A Igreja é inovadora através de seus membros na busca incessante do primado da santificação de suas ovelhas”.Na Paróquia do Divino Espírito Santo e demais igrejas da bela Maceió, exerce o múnus sacerdotal em prol do rebanho santo e pecador.

Mas, não é só: ornado de virtudes, o obediente servo de Deus sempre optou pela magna causa dos pobres. Sentindo o seu cruel estado de indigência material, continuamente os assiste nas crônicas e vitais necessidades, lenindo os problemas mais cruciais desses excluídos da sociedade que, mercê das permanentes e inadiáveis políticas públicas e da gélida sensibilidade humana, vêm, irremediavelmente, perecendo pela ausência de uma realidade social mais justa e fraterna.

Decerto, esses flagelos antropológicos não degradam a suprema dimensão sobrenatural.Caridoso –, ao longo de vários anos –, cuidou dos idosos abrigados na Casa do Pobre de Maceió com inexcedível acolhimento inerente ao pastor solícito.Seguindo sempre a trilha do BELÍSSIMO AMOR, com autoridade pastoral e sensibilidade social entranhadas na alma, delineia nas homilias os irrepreensíveis conceitos relativos aos deploráveis “modus vivendi, faciendi e operandi” do ser humano afastado dos ensinamentos do PAI ETERNO.

De melhor sorte, segue à risca as lições de decência, cultura e apego obsessivo ao PAI ETERNO, cujos paradigmas assimilados em quaisquer das estratificações sociais –, não raras vezes –, são relativizados em detrimento do bem coletivo.Fazê-lo é um imperativo de quem clama pela plenitude do valor justiça –, irmã da paz –, bradando ao céu por um viver harmônico e pacífico essencial aos sedentos do Sermão da Montanha:

BEM AVENTURADOS OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA!  Nesse perfil, o filósofo Kant apregoava:“O homem deve ser tratado como um fim em si mesmo e nunca como um meio”. Perscrutando a hermenêutica bíblica, não é inútil refletir: resignado com o peso das pedras que carregou construiu o monumental edifício do homem justo. Se por algo dói a alma, a cura é DEUS ministrando o remédio de sua infinita misericórdia.

Assim, é saudável a interface que as comunidades cristãs da Jatiúca, São Lucas, Virgem dos Pobres e do Carmelo interagem com o seu pastor, nas alegrias e tristezas. Plagiando o apóstolo Paulo, convém proclamar: “Combati o bom combate e guardei a fé”.

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