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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 777 / 2014

01/07/2014 - 10:53:00

Do medo à alegria

JORGE MORAIS Jornalista

A copa do medo acabou se transformando na copa da alegria. Muitas ameaças foram feitas por movimentos de esquerda, partidos políticos pequenos em particular, mas esses falsos líderes se esqueceram de uma coisa muito importante para esse tipo de manifestação: combinar a presença do povo ou de um motivo muito especial para que as ruas fossem tomadas novamente.Há um ano, quando da realização da Copa das Confederações, o país vivia o movimento arquitetado pelos estudantes, que reclamavam do aumento das passagens dos coletivos urbanos, exigiam o passe livre; ônibus novos.

Na mesma linha de cobrança, os professores queriam aumento em seus salários, e o funcionário público também entrou na onda, e passou a exigir mais de seus governantes.Naquela oportunidade, os partidos políticos passavam longe dos movimentos de ruas. Quem entrasse era convidado a se retirar e deixava o ambiente sobre vaias.

Não se via bandeiras, mas, apenas, a resposta dos estudantes e professores, fechando ruas, de braços dados, cobrando uma política voltada para eles e os trabalhadores. Mas o movimento pacífico do início terminou em conflitos, e o país viveu momentos de terror, quase de guerra.

Daí para frente, todo mundo já sabe o que aconteceu. Apareceram os Black blocs e as bandeiras daqueles que apostam no quanto pior, melhor. Mesmo que esses movimentos tenham acordado o Congresso Nacional, que passou a aprovar projetos de lei adormecidos, guardados a sete chaves, sem o menor interesse da classe política sobre eles.

De repente, da noite para o dia, nunca se viu tantas leis sendo aprovadas. Mesmo assim, a turma da bagunça não se dava por satisfeita e as manifestações continuavam com depredações; conflitos com os policiais; pessoas sendo presas; gente morrendo, como o cinegrafista da Rede Bandeirante de Televisão; além das promessas de medidas duras contra os baderneiros por parte das autoridades federais e policiais.

O tempo passou e, aos poucos, os movimentos foram diminuindo, até parar por completo. Mesmo que as ameaças existissem para o período da Copa do Mundo, o governo prometia endurecer e que nada atrapalharia a realização do evento. Medidas punitivas foram baixadas pela Presidência da República e o próprio Congresso Nacional para os manifestantes que fossem as ruas e criassem problemas para a copa. A segurança do país foi reforçada, inclusive com a presença da policia do Exército nas ruas.

O que está se vendo até agora é uma Copa do Mundo sem problemas, e que se não é a Copa das Copas, como apregoa a Presidenta Dilma Rousseff, pelo menos, é um evento com os estádios lotados, o torcedor chegando e saindo dos estádios sem problemas, sem confusão nas ruas, e os torcedores estrangeiros sendo muito bem recebidos pelos brasileiros anfitriões.

Os poucos “gatos-pingados” que foram as ruas no jogo do Brasil na abertura da copa, passaram despercebidos, e em nada atrapalharam o espetáculo.O Brasil saiu da copa do medo para a copa da alegria, e deverá ser assim até o seu final.

O que se espera, no entanto, é que a Seleção Brasileira faça a sua parte e conquiste o título do hexa tão esperado. As questões políticas que temos deverão ser resolvidas depois, pois vivemos um ano eleitoral, e não tenha dúvida que muita coisa vai acontecer depois, até a volta das passeatas e manifestações por interesses eleitorais.

Agora, é só futebol. A Copa do Mundo que já garantiu a classificação do Brasil na primeira fase, a partir de agora, começa a fase mais difícil, o momento dos jogos no sistema de eliminação. Neste sábado, 28, o adversário é o Chile, seleção que vem jogando um melhor futebol do que a nossa, mas o que vale mesmo é a camisa e a força da nossa torcida. Brasil neles!   

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