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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 776 / 2014

25/06/2014 - 10:02:00

Presidente de sindicato acusa diretor do IFAL de pensar apenas na reeleição

Alexandre Fleming afirma que falta de estrutura no Instituto dificulta atividades dos professores

Carlos Victor Costa [email protected]

A briga entre professores, pais de alunos e dos próprios estudantes do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), vem ganhando contornos políticos. Segundo informações apuradas pelo EXTRA, o motivo por toda essa confusão, seria uma disputa interna entra a direção do Instituto e integrantes do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional de Alagoas (Sintietfal). 

Na semana passada, integrantes do sindicato foram à Polícia Federal para entregar um ‘dossiê’ com imagens e vídeos para provar que as agressões do dia 9 no Campus de Satuba contra os professores ligados ao sindicato teriam partido de dois alunos e dos pais deles. De acordo com informações passadas ao EXTRA, a briga teria sido organizada pela Direção do IFAL. 

A reportagem conversou com o presidente do Sintietfal, Alexandre Fleming, que falou sobre a confusão, que, para ele, foi iniciada pelos pais de alguns alunos.  “As agressões partiram de dois pais dos alunos que chegaram no Instituto ao final da manifestação e foram agredir verbal e fisicamente os servidores em greve. Não é admissível pais e alunos agredirem educadores em seu livre exercício de manifestação, principalmente em Satuba que possui um grave histórico de violência contra educadores, como o caso do professor Paulo Bandeira em 2003”.

Questionado se estaria havendo uma briga política entre a direção do IFAL e o sindicato, Fleming alegou que  a greve era nacional, mas evidente que existia uma pauta local que buscava abrir diálogo para garantir melhores condições de trabalho e respeito aos servidores. “Esse conflito de interesses entre gestão e sindicato deveria ser tratado de forma dialogada, sem que fosse necessário a utilização de subterfúgios para atrapalhar o direito de greve dos servidores.

Infelizmente, o diretor de Satuba (Anselmo Lúcio), preocupado unicamente com sua reeleição e tentando a todo custo evitar uma intervenção federal, pressionou os trabalhadores cotidianamente para voltarem ao trabalho sem atender a nossa pauta e sem respeitar a dinâmica da greve nacional”.

O presidente do sindicato  foi indagado sobre o foco da greve que no ínicio era o reajuste salarial e acabou se tornando uma disputa que gerou agressões. Para ele o foco segue sendo melhores condições de trabalho, reposição das perdas salariais, data-base, por uma expansão e interiorização de qualidade. “Alagoas representa a pior expansão da rede federal da EBTT, são 7 novos campi e apenas 2 em prédios próprios.

Desde 2010 quando foram abertos, 5 seguem funcionando em espaços improvisados como é o caso de Arapiraca, Murici, Maragogi, São Miguel dos Campos e Santana do Ipanema. É uma vergonha. Sem laboratórios, sem bibliotecas, sem extintores de incêndio e sem condições de desenvolver aulas práticas”. 

O EXTRA conversou também com Paulo Felisberto, professor do IFAL e que esteve no Campus no dia da confusão. Ele comentou o fato: “Estive no campus, dando aulas, até por volta das 11 horas quando me retirei a fim de vir para casa para almoçar. Posso dizer que um grupo de 38 professores de um total de 64 (em efetivo exercício profissional em sala de aula) manifestaram seu interesse em voltar às atividades letivas para não haver mais prejuízos a nossos alunos. Não éramos, nem somos, contra greve, apenas não queríamos que, como já disse, o ano letivo de nossos alunos fosse mais prejudicado”. 


REITOR E DIRETOR

A reportagem entrou em contato com o reitor do Instituto, Sergio Teixeira, que também comentou sobre as informações de que a Direção do Campus de Satuba seria a responsável por ter convocado os pais dos alunos naquele dia. “Quem fez essa acusação terá de provar na sindicância; para mim não passa de acusação leviana.

Na semana passada abrimos a sindicância que vai apurar toda a confusão, todos os envolvidos serão ouvidos e depois disso é que teremos uma posição concreta de quem iniciou toda a briga”. Citado na matéria pelo presidente do sindicato, o diretor do Campus onde ocorreu a confusão, Anselmo Lúcio, foi procurado pela reportagem através de contato telefônico, mas o mesmo não atendeu as ligações até o fechamento desta edição. 


STJ 

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) vai entrar com recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar revogar a decisão pelo fim da greve dos servidores dos Institutos Federais de Educação Tecnológica. A categoria está parada há três meses e não vai retornar às atividades enquanto não houver acordo entre os sindicatos e fóruns. Em Alagoas, o sindicato vai seguir a orientação nacional e manter a paralisação.A greve hoje conta com participação em 19 estados e mais de 160 unidades de ensino.

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