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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 775 / 2014

17/06/2014 - 08:14:00

Gabriel Mousinho

Marcação cerrada

O senador Biu de Lira tem enfrentado marcação cerrada de lideranças do Chapão para viabilizar sua aliança com partidos já comprometidos com as eleições majoritárias e proporcionais.Ultimamente o deputado federal Maurício Quintela, presidente regional do PR sofreu várias investidas, algumas com promessas miraculosas, para que deixasse o Biu a ver navios. Não adiantou, mas até as Convenções, o jogo pesado deverá continuar, principalmente quando o mentor e idealizador do Chapão, o senador Renan Calheiros, trabalha freneticamente para fazer seu filho governador de Alagoas. E usa seu poder de persuasão, sua influência no Congresso Nacional e naturalmente no governo da presidente Dilma Rousseff. O Biu, por sua vez, confia mais no seu taco, na sua história de nunca ter perdido uma eleição em Alagoas e por manter uma base política de fazer inveja há muitos neste Estado. Sabe, entretanto, que a barra é pesada, mas que o povo, segundo diz ele, saberá escolher quem é o melhor para o Estado de Alagoas.

A herança

Os grandes redutos eleitorais do deputado federal Renan Filho, candidato ao governo pelo Chapão, já foram praticamente loteados. Alguns municípios ficam com o candidato Marx Beltrão, outros com o ex-governador Ronaldo Lessa, inclusive Murici e outros com o Paulão, do PT, candidato à reeleição para deputado federal.


Herança duvidosa

Ronaldo Lessa está com um pé em Arapiraca, mas há de se perguntar se Célia Rocha, na situação administrativa que está, transfere mesmo votos para o candidato do Chapão. Rogério Teófilo e outras lideranças da região também devem dividir o bolo eleitoral.


Arrastão

Pelo que está sendo comentado nas rodas políticas, o ex-governador Ronaldo Lessa, porta voz do Chapão, deverá ser o deputado federal mais bem votado nas eleições de outubro. Além da herança de votos que está recebendo, muita gente já chegou para ajudar financeiramente o ex-governador.


Rachado

Pelo andar da carruagem quem deve se sair bem em Arapiraca na candidatura para governador é o Senador Biu de Lira. Com Luciano Barbosa na chapa de Renan Filho e Rogério Teófilo na de Eduardo Tavares, Biu pode correr solto como a terceira opção, já que tem também uma base sólida na mais importante cidade do agreste.

Pegou mal

As informações publicadas no blog do jornalista Ricardo Mota de que o deputado-empresário João Lyra atribuiu a solução de seus problemas ao senador Renan e ao deputado Renan Filho, não repercutiram bem na Justiça alagoana. Foi dado a entender que o senador Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, tudo podia, até mesmo influir diretamente nas decisões judiciais. Ilações é verdade, porque Calheiros sabe perfeitamente até onde pode atuar para ajudar seus aliados.


Proibido

Os integrantes do Chapão, na semana passada, receberam orientações de não comentar a adesão do PSD do deputado João Lyra ao grupo de oposição. Ninguém sabe por quê. 


Proibido 2

Mesmo anunciando seu apoio ao grupo do senador Renan Calheiros, em nenhum momento João Lyra foi convidado para a reunião da última segunda-feira no Hotel Ritz, para a apresentação do candidato a vice, também do PMDB, Luciano Barbosa. 


Coligação pesada

Ninguém sabe mesmo se o deputado federal João Lyra é candidato à reeleição. Pela sua posição de apoiar o Chapão, certamente Lyra não embarcará em campanha eleitoral. Afinal de contas, no bloco de oposição candidatos a deputado federal começa com Ronaldo Lessa, Marx Beltrão e Givaldo Carimbão, além de outros com potencial suficiente para fazer mais um deputado.


Aumenta a dificuldade

Até o fechamento da coluna o Supremo Tribunal Federal ainda não havia decidido se mantinha a resolução do Tribunal Superior Eleitoral para oito vagas de deputado para o Estado de Alagoas, ou se permanecia os nove. Se decidir pela opinião do TSE, a briga para vagas de deputado federal será grande e a coligação precisa, de pronto, ter pelo menos 190 mil votos para fazer o primeiro deputado. Já a Assembleia Legislativa, que perde três vagas, vai precisar fazer 130 mil votos para eleger o primeiro deputado da coligação.

Sozinho

Se o PRTB não acertar os ponteiros até as Convenções, dificilmente o ex-prefeito Cícero Almeida se elegerá deputado federal. Pode jogar sozinho, tentando o mandato com o eleitorado de Maceió. Almeida trabalhou mal na construção de futuras candidaturas, já que não fez sequer um vereador em Maceió.

Perguntar não ofende

Para onde irão mesmo o PRTB e o PMN sem coligações aparentes? Defenestrado do Chapão o PRTB corre o risco de fazer fiasco nas eleições de outubro, caso não integre uma coligação que ampare as candidaturas proporcionais. Já o PMN, do deputado Francisco Tenório, está tentando encontrar uma solução para o grave problema. O senador Fernando Collor é um dos poucos aliados do PMN.


Goela abaixo

Ninguém pode negar o poder de fogo do senador Renan Calheiros, principalmente agora com a candidatura do seu filho. Se Renan já trabalhava muito e profissionalmente para garantir suas eleições, imaginem agora com Renanzinho. O esforço é dobrado, dizem amigos do presidente do Congresso Nacional.


Reavaliando

Se não houver mesmo por baixo dos panos algum acordo entre o governador Téo Vilela e o senador Renan Calheiros, a situação política de composições e alianças poderá sofrer uma reviravolta. Téo poderia capitular da ideia de lançar Eduardo Tavares candidato ao governo e fazer uma aliança com o Biu.  

Coisa de satanás

Num discurso eloqüente quando do lançamento da pré-candidatura de Biu de Lira ao governo, o deputado federal João Lyra disse que ficaria com o PP por que não gostaria de se abraçar com o diabo. Parece que terminou caindo na tentação do cão.


Convenções

O PP já definiu que fará sua Convenção nesse sábado, dia 14, enquanto o Chapão marcou para o dia 19. Até lá os alagoanos irão saber quem está com quem nas eleições de outubro. A briga, agora, é aumentar o poder de fogo no Guia Eleitoral e alcançar os minutos suficientes para fazer um bom programa no rádio e na televisão.

Arrumação

Integrantes do Chapão têm avaliado que mesmo com quatorze partidos na coligação, não terá compromissos num provável  governo de Renan Filho. Para quem conhece os bastidores das negociações, este é um fato quase impossível.

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