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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 775 / 2014

17/06/2014 - 08:12:00

JORGE OLIVEIRA

Brasileiros: vergonha do Brasil

Brasília - O brasileiro  nunca teve tanta vergonha de ser brasileiro, como mostram as últimas pesquisas de opinião. A dias do primeiro jogo da seleção na Copa do Mundo, o povo está frio, desencantado e frustrado com a decadência moral do governo do PT, motivo de chacota dos jornais estrangeiros e dos turistas que chegam para os jogos.

O trânsito caótico de São Paulo deixou a delegação da FIFA presa nos engarrafamentos durante três horas,  o saguão de desembarque do aeroporto de Brasília virou um lago depois de um chuvisco sobre a cidade e os dois últimos amistosos da Seleção Brasileira não empolgaram os torcedores que continuam sem sair de casa por dois motivos: a violência que se alastra por todo o país e a vergonha de torcer pela sua seleção.

Nunca na história desse país a Seleção Brasileira foi tão enxovalhada. Os jogadores e a comissão técnica preferem o silêncio a fazer declarações de amor ao evento e ao governo que tentou organizar os jogos mas se mostrou incompetente. Deixou que as empreiteiras superfaturassem nas obras dos estádios e nas de infraestrutura.

Mesmo assim, com toda essa bandalheira, aos trancos e barranco, os jogadores vão tentar fazer o melhor. Alguns deles, contudo, criticam discretamente os organizadores nomeados pelo governo para realizar a Copa do Mundo.

Diariamente as cidades são ocupadas por manifestantes que cobram do governo mais saúde, mais educação e transporte público mais eficiente. O discurso da Dilma – que ignora solenemente a insatisfação do povo – é sempre o mesmo: “Quando acabar os jogos  ninguém vai levar no bolso os estádios e as obras de infraestrutura”. Que me desculpem os fãs da presidente, mas esse discurso beira a debilidade mental.

Ao ser questionado sobre as obras meia-sola  nas cidades que vão receber os jogos da Copa, a presidente saiu-se com mais uma de suas aberrações verbais: “O nosso padrão é brasileiro, não é padrão FIFA”. Meus Deus, quanta bobagem em só personagem.Se realmente o nosso padrão de qualidade é esse que o Brasil assiste, é de se perguntar o que a presidente pensa de qualidade, de eficiência e de competência numa administração.

Padrão de qualidade é deixar os hospitais a mingua, com gente morrendo nas portas, com macas nos corredores e os doentes deitados no chão? É parar as obras de transposição do Rio São Francisco – que nunca deveriam ter começado? É gastar mais de um bilhão de reais com a construção do Itaquerão do Corinthians do Lula com dinheiro do BNDES e da Caixa Econômica? É comprar refinarias de petróleo superfaturada? É deixar de investir na segurança pública e provocar a maior epidemia de droga no país deixando uma geração se acabar no crack ? É fazer vista grossa para a quadrilha que se formou dentro da Petrobrás? É esse, senhoras e senhores, o padrão Dilma de qualidade. 

Rejeição alta

Não á toa, os brasileiros estão respondendo a esse desmantelo nas pesquisas . De fevereiro para cá, Dilma perdeu 10 pontos percentuais. Hoje já se confirma eleições no segundo turno. E no segundo turno tanto Aécio como Eduardo Campos encostam na Dilma nas intenções de voto. É claro que ainda é muito cedo para se falar em vitórias de candidatos antes do início dos programas eleitorais, mas um fato dificulta a Dilma: a rejeição. Cada dia que passa, os brasileiros dizem não a reeleição da presidente. Vira pó, portanto, nesse momento, todas as pretensões dos petistas que achavam ser mole ganhar as eleições já no primeiro turno. E não se engane, eleitor, muita alga ainda vai rolar sob essa ponte de água podre por onde escorre os acordos fétidos desse governo com as empreiteiras e empresários espúrios, como os doleiros do André Vargas, que continuam roubando o dinheiro público.

 
O mágico

Guido Mantega, o nosso Coopperfield da economia, já tem emprego garantido quando sair do governo: gerente de vendas da indústria automobilísticapara quem hoje presta relevantes serviços à frente do Ministério da Fazenda. Agora mesmo zerou o IOF para os bancos que pegarem dinheiro emprestado lá fora para facilitar o crédito da compra de carros novos porque a produção caiu 0,3% de março para abril e acumula baixa de 5,8% em relação ao mesmo período de 2013, o pior desempenho desde 2009.


Mais carros

A insensibilidade desse governo para conviver com a população é cruel. Não se conhece uma medida do Mantega para beneficiar o povo brasileiro.  Ele reduziu de 6% para zero  o IOF  (Imposto sobre Operações Financeiras) dos empréstimos externos, mas  aumentou no início do ano, na mesma proporção, as taxas nos cartões dos brasileiros que viajam para o exterior. Com a economia em frangalhos, com a recessão econômica batendo à porta, Mantega age com a absoluta irresponsabilidade, desumanidade e frieza quando anuncia mais incentivos, além do IPI, para compra de carros.

Dívidas

Com as obras de infraestrutura do governo paralisadas no país, as ruas das cidades abarrotadas de carros em um trânsito caótico e infernal, principalmente em São Paulo, o governo quer que o brasileiro compre mais veículos. Mantega ignora a inadimplência cavalar do consumidor  induzido a fazer dívidas comprando carros a prestações elásticas de até 60 meses. Hoje, com o trambolho parado na porta, não tem como pagar e corre o risco de perder o bem e o dinheiro das prestações. Para conter a inflação, debruçado sobre os números frios da economia, Mantega quer porque quer depenar mais ainda o consumidor.


Lobistas

Tudo que se faz no Brasil nesse governo é para ajudar a indústria automobilística. Mesmo assim, com todos esses benefícios fiscais generosos, as exportações de carros brasileiros para a Argentina já caíram 25%. Tanto lá como aqui a comida começa a desaparecer das mesa dos brasileiros e dos nossos hermanos, também vítimas de um governo corrupto. Não se conhece, pelo menos nesses últimos quatro anos de Dilma, uma medida do Ministério da Fazenda que vise a beneficiar à população. Ao contrário, tudo é feito para penalizar o contribuinte, encharcado de impostos.


O matador

Imagine você que foi o Mantega que tentou invalidar uma decisão dele próprio para a instalação dos airbags em carros populares que sairiam da fábrica este ano. Preferia ver as pessoas mortas em acidentes do que mexer na planilha de custos da indústria. Tudo, mas tudo mesmo, para atender os lobistas e limpar o pátio das montadoras dos estoques  de automóveis. 


Manipulação

É lamentável que esse governo destorce a economia, sacrifique a população e ainda tente permanecer no poder com um ministro desacreditado, mentiroso e manipulador de números igualzinho ao professor Delfim Neto, ex-ministro da ditadura, que auxilia o governo petista em consultorias. Encher mais ainda as ruas de carro é de uma violência sem limite. As cidades estão sufocadas, não existe transporte público de qualidade, a construção de linhas de metrô atrasada há uma década, as rodovias em péssimo estado, o gás carbônico contaminando o meio ambiente, as passagens de ônibus caras e o governo sem planejamento para tirar o país do caos urbano.Gente, do jeito que as coisas caminham  no Brasil, o último que sair, por favor, não esqueça de apagar a luz...do carro.

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