Acompanhe nas redes sociais:

14 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 774 / 2014

11/06/2014 - 09:55:00

Redução de eleitores ameaça candidatura de caciques alagoanos

Em 2010 Alagoas tinha 2 milhões e 33 mil eleitores, e em 2014 terá um decréscimo de mais de 40 mil, segundo informações de analistas políticos

Carlos Victor Costa [email protected]

Nos bastidores da política a mais nova preocupação dos candidatos é com a diminuição do número de eleitores. Em 2010, Alagoas tinha 2 milhões e 33 mil eleitores e de acordo com as estimativas  do Tribunal Regional Eleitoral esse número caiu em 2014 para cerca de 1 milhão e 990 mil. Uma diferença de mais de 40 mil eleitores, na maioria dos casos pessoas já falecidas. Isso deve complicar a vida de caciques da política alagoana, que com um discurso velho e promessas não cumpridas acabam fazendo com que o eleitorado busque novos nomes para representá-lo.

Há também uma expectativa de que o voto consciente cresça por conta das manifestações que ocorrem desde o ano passado em todo país. O histórico de abstenção, nulo e branco das últimas quatro eleições, tem sido de 28 a 30%. Em relação ao Quociente Eleitoral,  a recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as bancadas não vai alterar apenas o número de vagas de deputados federais e deputados estaduais, mas também os quocientes eleitorais para elegê-los.

Em Alagoas ele deverá aumentar em pelo menos 15% em relação à eleição de 2010, na qual o quociente eleitoral (QE) para disputa de uma das 9 vagas de deputado federal foi de 157.261 mil votos e para uma das 27 vagas de deputado estadual, 51,9 mil votos.

Os partidos, coligações e os próprios candidatos alagoanos terão que trabalhar para aumentar a votação em mais 13 mil votos para Câmara dos Deputados e mais de 15 mil votos para Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).O QE define os partidos e/ou coligações que têm direito a ocupar as vagas em disputa nas eleições proporcionais, que são para deputado federal, deputado estadual e vereador.

Como se sabe o valor do QE de cada disputa é determinado pela divisão do número de votos válidos apurados pela quantidade de vagas a serem preenchidas. Assim, para se conhecer o quociente eleitoral para deputado federal nas eleições de 2014, caso se confirme a redução do número de vagas em Alagoas, teremos que definir os votos válidos por 10. E para deputado estadual, o número de votos válidos por 30. 

O QE é diferente do Quociente Partidário, que dará o número de candidatos que cada partido ou coligação poderá eleger, através da divisão do número total de votos pelo QE. Para definir o quociente partidário, é feito um novo cálculo. Assim, por exemplo, um partido ou coligação que obtiver 700 mil votos na disputa para 8 vagas de deputado federal terá direito a três vagas.

Já para deputado estadual, se obtiver 1,5 milhão de votos, terá direito a 8 vagas. Assim, se a decisão do TSE for mantida, se a mobilização das bancadas federais e dos Estados prejudicados não conseguir surtir efeito para derrubá-la, os partidos terão que se preocupar e trabalhar ainda mais para lançar candidatos que sejam puxadores de votos para atingir ou superar o QE.

Quem pode sair perdendo nessa história são os partidos que tem menos candidatos. Em Alagoas, a Frente de Oposição comandada pelo senador Renan Calheiros (PMDB), aparece com 16 partidos. A expectativa para a chapa do senador Benedito de Lira (PP) é de cinco partidos. A do governador Teotonio Vilela Filho é de três a quatro. E os considerados pequenos, como PTC, PSOL, gira em torno de 32. 


CONGRESSO

O Congresso Nacional recorreu no último dia 29 ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a decisão do TSE que impôs uma redistribuição das bancadas da Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas estaduais e da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal entraram com ações separadas nas quais pedem para que a Corte conceda uma liminar para manter a atual composição das bancadas dos estados e do DF.O debate sobre o número de deputados na distribuição entre os Estados teve início em abril do ano passado quando o TSE aprovou uma resolução recalculando o tamanho das bancadas estaduais e na Câmara Federal. O tribunal levou em conta o censo do IBGE de 2010 para o redefinir a distribuição de cadeiras com base no tamanho da população de cada Estado.

 
PESQUISA

De acordo com a última pesquisa do Ibope, houve um crescimento do pré-candidato Renan Filho do PMDB e uma queda de Benedito de Lira. O que fica claro é que, como na primeira pesquisa o nome de Tavares não aparecia, a entrada dele acabou tirando uma pequena porcentagem do senador do PP.Na avaliação dos resultados da pesquisa referentes à disputa pelo Senado, a maior parte dos analistas políticos considera que Heloisa Helena do PSOL, por continuar com o discurso velho, não vem agradando aos eleitores; na última eleição, em que ela perdeu para Biu de Lira e Renan Calheiros, ficou demonstrado que ela ainda tem o discurso raivoso, e quando se parte para o lado da produtividade, mostra que ela não trouxe nada para Alagoas,  no caso nenhum beneficio. Já Fernando Collor de Mello conseguiu diminuir a alta rejeição que tinha. 


CUSTO DE CAMPANHA

Segundo informações do meio político, uma eleição de deputado estadual gira em torno de R$ 3 milhões, por conta do custo de propaganda, entre outras despesas. Já a campanha de um federal chega a ser o dobro do estadual. O que sabemos é que eles não tiram do bolso, e sim de doações. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia