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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 774 / 2014

11/06/2014 - 08:53:00

A verdade das coisas

José Geraldo da Rocha Barros Palmeira Juiz de Direito aposentado e Advogado

Pudéssemos ouvir das estrelas suas histórias, veríamos que os séculos registram com exatidão a origem dos acontecimentos do hoje. Por que desde criança fui instruído a não votar no PT? Porque sempre soube que a intransigência era o seu caráter, a violência no campo a sua bandeira, rasgar a Constituição e a lei a sua vontade, e a arbitrariedade a sua rotina. Cresci com aquilo gravado na memória, e nunca votei nele.

A intransigência de Lula quando presidente da República, e, do seu partido, contrários à conquista da aposentadoria daqueles que dedicaram uma vida inteira servindo aos seus semelhantes num trabalho árduo e que tinham um objetivo: viver o restante dos dias com dignidade, e não ser refém do Estado. 

Ao atacar sistematicamente o Judiciário, Lula e os seus seguidores, escamoteia do povo informações para justificar o seu discurso e intransigência, esquecendo-se que os cortadores de canas e metalúrgicos podem Ser Presidente da República, juiz não. Os primeiros, mesmo sem quaisquer aptidões, podem ser eleitos pelo povo, juiz não pode ser político e somente assume a judicatura se tiver aptidão e for aprovado em rigoroso concurso público.

A paralisação do judiciário, como a de qualquer funcionário público, é direito assegurado na Constituição Federal, desde que não se paralisem os serviços essenciais.

Ao invés de tentar tirar direitos, o governo deveria dedicar mais atenção à violência quase já incontrolável. Ao invés de permitir provocações com a invasão de terras produtivas, com destruição de bens, incêndio de casas e maquinários, a matança dos animais dos indefesos fazendeiros que produzem pacificamente neste país, o Governo deveria começar a reforma agrária pelas terras improdutivas dos latifundiários e da igreja que as recebeu em doação dos abastados. 

Não sou contra um metalúrgico, assumir a Presidência do Brasil, nem de um homem que vestiu macacão na fábrica, ser Presidente da Câmara dos Deputados, aliás, sinto orgulho disso; sou contra a mentira e a inversão de palavras, a acomodação política e a miséria que aumenta neste país com a morte de pessoas por falta de hospitais equipados com UTI; sou contra a omissão do Governo que facilita o abuso dos banqueiros na cobrança de juros exorbitantes; sou contra o absurdo seguro apagão, e a majoração dos tributos. Dizer que um juiz ganha mais que um Presidente da República é querer jogar o judiciário contra a sociedade.

O juiz ganha apenas o seu salário, vai ao mercado e paga as suas contas; não tem verbas de gabinete e nem verbas secretas para gastar sem prestar contas, não tem mordomias por conta da nação; não tem cozinheiros, copeiros cama e mesa, luz, água e vinho pagos pelo povo, nem dispõem de seguranças fardados ou não, e de aviões para perambular deslumbradamente pelo mundo; não usa helicópteros e veículos oficiais durante 24 horas, até mesmo para levar seu cachorrinho de estimação ao veterinário ou cabeleireiro.

Eu dispensaria o meu salário em troca da metade destas mordomias. Por isso, revolta-me o fato de o serviço de desinformação do governo gastar milhões de reais para financiar a campanha de desmoralização do judiciário, apenas para satisfazer a vontade dos poderosos empresários e banqueiros que o ajudaram na campanha. Tenho certeza absoluta que, com todo esse dinheiro esbanjado com a mídia o programa Fome Zero seria um sucesso. 

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