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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 774 / 2014

11/06/2014 - 08:29:00

La nouvelle “Prise de La Bastille”

MENDES DE BARROS

Vivendo a angústia de desacertos inimagináveis previstos durante a Copa do Mundo de Futebol a iniciar-se nos próximos dias em doze cidades do nosso querido Brasil, eis que recebo um e-mail com um conteúdo altamente grosseiro ao nosso país em matéria publicada em revista francesa conhecida como FRANCE FOOTBALL.

Li e reli, várias vezes, para encontrar uma mentira, uma má avaliação, uma interpretação equivocada ou, pelo menos, um exagero nas manifestações da matéria.Durante o exame exercitava a ideia com um elevado acervo de impropérios, que amealhei ao longo dos meus oitenta anos, para aplicar a raiva nas partes pudicas da genitora do autor quando a consciência me adverte que os justos, e os que pretender ser, jamais atingirão seu objetivo sem observar a realidade.

Isto posto, até para preservar o patriotismo ferido, consegui aceitar que a matéria, infelizmente, não define a situação política e social do meu querido Brasil, constitui-se em uma fotografia, com todos os detalhes, da situação moral, governamental, econômica, social e, mais grave ainda, política do país sede da Copa do Mundo de 2014.

Pesou mais a certeza de que ninguém melhor que um francês para analisar a situação política do Brasil quando os gauleses protagonizaram um dos maiores e educativos movimentos sociais da humanidade: A Revolução Francesa de 1789, que substituiu os princípios dos privilégios feudais, religiosos e monárquicos, que a hierarquia destes grupos acionava, pelos ideais de liberdade,  igualdade e fraternidade, no original “LIBERTÉ, ÉGALITÉ, FRATERNITÉ”, impostos pela ação popular ao derrubar o símbolo do poder monárquico, a estrutura do presídio situado no castelo da “BASTILLE”.

Bem observado, constata-se que a revolta popular foi consequência da irresponsabilidade dos monarcas, em especial Louis XVI que, sem mais receber os raios de seu antecessor Louis XIV, “LE ROI SOLEIL”, inundou o palácio de amantes, entre as quais Madame POMPADOUR e Madame DU BARRY, cortesãs de vasta experiência e assídua pratica do mister, degeneraram as relações da monarquia com a plebe, difundindo relações corruptas que levaram ao desrespeito de que se valeu MARIA ANTONIETA, esposa de LUIZ XVI, também chegada a orgias, protagonizar um dos mais conhecidos episódios a retratarem a força do povo em relação a governos, de qualquer espécie, quando, informada que o povo já não tinha o que comer, “ SE NÃO TENHEM PÃO, COMAM BRIOCHE.” Aqui, como lá, possuímos as mesmas coisas com profundas semelhanças circunstanciais e nominais, vejamos: Os reis de França, dessa época, todos se chamavam LUIZ.

Aqui temos um que também se chama LUIZ e, se o francês é chamado de “LE ROI SOLEIL”, o brasileiro também tem alcunha “LULA LE ROI AVEC NEUF DOIGT”.

Se o de lá tem Pompadour, Du Barry e Marie Antoinette, o d´aqui tem Rosemeire.Se Maria Antonieta é austríaca, posto que nasceu em Viena, onde recebeu o nome de Maria Antonia  Josepha  Johanna  von Habsburg  Lothringen, a nossa gentilíssima “REINA”, se não de nascimento, tem origem na Bulgária, de onde trouxe o VANA ROUSSEFF e aqui recebeu o delicado DILMA.O Brasil precisa de um ROBESPIERRE e uma guilhotina para que reconheçamos o que sempre defendia:“A MESMA AUTORIDADE DIVINA QUE ORDENA AOS REIS SEREM JUSTOS, PROIBE  AOS POVOS SEREM ESCRAVOS.

”A Copa será proveitosa se o eleitor brasileiro, vendo as equipes em campo com gramado de primeira qualidade, confortáveis cadeiras e camarotes, observar que há doentes sem atendimento, hospitais com pacientes em colchões nos corredores, sem médicos suficientes, sem medicamentos, sem recursos para a educação, ao máximo de permitir a desclassificação da Universidade de São Paulo-USP, a única” Padrão FIFA” do País, a segurança pública sem meios para seu mínimo atendimento, sacrificando a qualidade de seus policiais e a moral do serviço público condenada ao caos pelo desempenho de seus representantes, votar com dignidade.

Para destruir a monarquia, os franceses usaram armas, para acabar com a anarquia brasileira será suficiente, apenas, o voto.          

 O que se encontra em divergência é que em França é que DANTON, DESMOULIN, e demais líderes contra a monarquia, lutavam para derrubar a Bastilha, no Brasil a luta é para encontrarem-se companheiros para Joaquim Barbosa na luta para ampliação da PAPUDA.

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