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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 774 / 2014

11/06/2014 - 08:14:00

Gabriel Mousinho

O jogo do poder

As eleições majoritárias deste ano vão mostrar uma lavanderia capaz de assustar a mais inocente das crianças. E talvez o Tribunal Regional Eleitoral tenha de intervir no Guia Eleitoral, pelos prognósticos que os mais experientes acham que irão acontecer.Até agora não ocorreu nenhuma Convenção partidária, mas o jogo sujo pela cooptação pelo poder, já começou há algum tempo. As promessas entram e saem nos partidos, como a água da chuva que escorre pelos esgotos, sem critérios e sem destinos.Até a consolidação das alianças nas Convenções Partidárias, a população deve se preparar para assistir lances de traição, promessas que nunca serão cumpridas. É o jogo sujo que sempre acompanha as disputas eleitorais em Alagoas e no Brasil e quem for podre que se quebre, como diz o velho ditado.Este ano teremos novos episódios. De um lado um dizendo que é o novo. Do outro, o mais experiente. Resta somente à população, decidir quem será melhor para o Estado de Alagoas e consequentemente para uma população sofrida que não tem saúde, educação e tampouco segurança pública. 

Mesmo filme

O senador Benedito de Lira comentou que ficou muito satisfeito com a divulgação das pesquisas feitas pelo Ibope. Ele lembrou que nesse mesmo período, em 2010, as pesquisas lhes davam apenas 4% das intenções de voto. No final, foi o senador mais votado.


Chegando

Até o fechamento da coluna dava-se como praticamente certa uma aliança entre o PP de Biu de Lira e o DEM de José Thomaz Nonô. Uma composição forte e que deixa o PSDB à deriva, sem condições, pelo menos até o momento, de não fazer nenhum deputado federal.


Escanteio

O PT não está tão tranqüilo como andam apregoando por aí. Praticamente certo para ocupar uma vaga de vice no Chapão, a sombra de Luciano Barbosa, ex-prefeito de Arapiraca, pode mudar os rumos das conversas. Emplacando Luciano, o Chapão facilitaria a vida de outros candidatos a deputado federal. Até mesmo do Paulão. 


Sem espaço

Sem querer dar o braço a torcer, o PT já sabe que não deverá emplacar o candidato a vice do Chapão. Judson Cabral, ligadíssimo ao senador Renan Calheiros seria o nome ideal, mas preferiu continuar na Assembleia Legislativa. O nome, portanto, será o de Luciano Barbosa, numa chapa puro sangue. 

Sem alternativa

O ex-prefeito Cícero Almeida parece que agora não tem outra solução, a não ser enfrentar uma candidatura a deputado federal. Pelo menos é a exigência do PRTB nacional. Almeida deve lembrar que agora  o partido vai precisar de 200 mil votos para fazer o primeiro deputado, a não ser que o Supremo Tribunal Federal decida o contrário do Tribunal Superior Eleitoral, que destinou para Alagoas apenas oito deputados federais.


Tiro errado

Cícero Almeida pensava que seria franco atirador nessas eleições. Mas jogaram duro contra ele, inclusive o Chapão. O ex-prefeito, bom de urna, vai ter que travar uma grande batalha para superar as dificuldades.


Nas alturas

Além de estabelecer pelo menos 200 mil votos para a coligação eleger o primeiro candidato a deputado federal, também sobe de 40 para 60 mil votos para deputado estadual. Já tem gente pretendendo abandonar o barco, a não ser que o STF modifique a decisão do Tribunal Superior Eleitoral.


Indefinido

O Chapão está jogando na possibilidade do PSD ter que acompanhar a decisão do partido em nível nacional, incluindo aí Alagoas, para garantir uma aliança baseada na composição com o PT e naturalmente com o PMDB.  É uma possibilidade. Como também existe possibilidade deste processo ser barrado com uma ação judicial. Na verdade, Gilberto Kassab nunca negou que já recebeu gentilezas e apoio político do senador Renan Calheiros quando da formação do partido. 


Como fica?

Se Gilberto Kassab, presidente do PSD, for mesmo candidato a vice-governador na chapa de Geraldo Alckmim, em São Paulo, como então ficará esta aliança no Estado de Alagoas? 


Confusão

O Chapão tem anunciado que trabalha com uma coligação de pelo menos quinze partidos, mas o candidato Renan Filho afirma categoricamente que não existe compromisso de todos na participação de um eventual governo. Ou seja, todas as secretarias serão ocupadas por técnicos em cada área, independentemente das alianças. Só vendo.


Sem Copa

Enquanto muita gente se diverte com os jogos da Copa, outros não estão nem aí. Na Barra de São Miguel, por exemplo, as eleições são os temas principais. Renan Calheiros e Biu de Lira trabalham a mil por hora e Lira temo apoio do atual prefeito.


Será perseguição?

Alguns órgãos de comunicação batem sem pena no deputado Arthur Lira. Como se outros políticos não estivessem tão enrolados com problemas na Justiça como ele. Do maior, ao menor. Parece que vem muita lavagem de roupa suja por aí.


Montagem

As principais coligações, principalmente as de oposição, já estão montando equipes para o bem e para o mal. Mas os governistas também não ficam atrás.


Perguntar não ofende

Será se por trás de toda essa confusão política não existe nenhum entendimento ou acordo entre Téo Viela e Renan Calheiros com relação às eleições de outubro?


Perguntar não ofende 2

Alguém por ventura está subestimando a candidatura ao Senado federal do deputado Alexandre Toledo, que ficará no palanque de Eduardo Campos?


Ameaça verdadeira

Sem participar de entrevistas, de caminhadas e de contato com o público de uma forma geral, a  vereadora Heloísa Helena está com uma diferença de apenas 10 pontos percentuais do senador Fernando Collor. Com as chegadas de Alexandre Toledo e José Thomaz Nonô, a disputa pode ferver.


Muita ilusão

Políticos rodados ainda estão indo na conversa do que ´´eu resolvo tudo, posso interferir nos destinos de Alagoas e até mesmo em decisões de outros poderes´´. São promessas que só entram na cabeça daqueles que estão desesperados ou não conhecem com o trabalham os poderes constituídos.


Suspense até o final

Os partidos ainda apresentarão muitas surpresas até o dia das Convenções. Alguns apoios serão mantidos e traições também. É jogo da turma especializada em conquistar adesões, prometendo até mesmo o que não pode cumprir.

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