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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 774 / 2014

11/06/2014 - 08:10:00

JORGE OLIVEIRA

Alagoanos reféns do medo

Brasília - Não vamos falar de números, de estatísticas e de estudos sociólogos. Os alagoanos já estão fartos de tanto oba-oba. Eles querem, na verdade, uma ação imediata para sepultar o título nada honroso de Estado mais violento do mundo. A capital, Maceió, é a primeira em homicídios no Brasil e a quinta do planeta. Mata-se mais por lá do que em qualquer guerra viva no mundo.

Na raiz de tanta brutalidade, a precariedade da educação está em primeiro lugar. Alagoas também está entre os piores estados brasileiros onde a educação não chegou.

E o pouco que chegou foi desmontado nos últimos vinte anos por autoridades incompetentes e alheios aos problemas sociais do Estado.Quem anda por Maceió – como andei na última semana – não percebe a violência tão flagrante. Ela está localizada na periferia, nas grotas abandonadas pelo poder público.

Mas aos poucos, a violência chega também ao Centro da cidade. Assaltam restaurantes, clientes e bancos, agências dos Correios, empresas e empresários, ônibus e sequestram pessoas à luz do dia. Não tem jeito. Diariamente aparecem estirados nas ruas de três a quatro cadáveres para desespero da população, hoje refém do medo e da violência.

Acuados pela bandidagem, moradores e pequenos empresários tentam proteger suas propriedades com grades de ferro e cadeados poderosos. O alagoano está enjaulado dentro das sua própria casa.A grande tragédia é a droga, onde milhares de crianças se entregaram ao vício e à venda do crack.

É o mesmo crack que a Dilma, em seus primeiros comerciais em 2010, disse que iria combater no seu governo. Fez proselitismo com o flagelo da droga e não moveu uma palha sequer para combater o tráfico. A droga é tão letal ao ser humano que dificilmente quem entra não sai.

Crianças  drogadas perambulam pelas ruas de Maceió, pelos sinais de trânsito e vivem como zumbis pelas noites atrás de pedra de crack. Na maioria das vezes estão a serviço dos traficantes nas portas dos bares e restaurantes. O estado é de calamidade pública, mas nada disso sensibiliza os alagoanos e as autoridades que desprezam essa geração de miseráveis,  os mortos-vivos da droga.O passeio pelas ruas de Maceió não é nada agradável.

As praias bonitas da cidade – tão poluídas pelo esgoto a céu aberto – já não atraem turistas como antigamente. As calçadas da orla invariavelmente amanhecem com manchas de sangue, sinais de conflito na madrugada violenta. Mas, a população passiva, ainda não enxergou que vive enjaulada. Durante muito tempo assistiu sem reagir a essa calamidade e elegeu políticos

Contaminação

Todo o estado está contaminado pela droga. O interior ocupado pelos traficantes que ditam a regra do jogo. Em Arapiraca, por exemplo, a segunda maior cidade de Alagoas, o crack é vendido nas portas das escolas, nos cinemas, nos pontos de táxi e até em portas de shopping tudo à vista das autoridades que se sentem cada vez mais impotentes para combater o crime. Quando se pede socorro em Brasília, o Ministério da Justiça imediatamente saca da Força Nacional e manda para o estado. Coisa desnecessária e fútil. Um bando de marmanjo, vestidos como os marines americanos, que pouco ou quase nada fazem para combater o crime. É um grupo inútil para qualquer tarefa.

Frieza

Foi com muita frieza que os brasileiros assistiram o último amistoso da Seleção Brasileira apesar do esforço da Tv Globo parta motivar os torcedores. Dezenas de pessoas se aglomeraram a porta do estádio em Goiânia para protestar contra as obras superfaturadas da Copa do Mundo. O PT conseguiu o que até então nunca se imaginou no país: empurrar  o brasileiro contra a seleçãoo.

Sucateamento

Nos últimos 20 anos, a Secretaria de Educação de Alagoas serviu para tudo, menos para melhorar a educação. Virou moeda de troca para composições políticas e terminou sucateada. Secretários desqualificados e alheios a educação estiveram à frente da Pasta apenas para compor um figurino partidário.Será que o Velho Graça estava certo quando propôs resolver os problemas de Alagoas? Perguntava ele: “Por que não se inundavam Alagoas e Sergipe para criar um golfo entre Pernambuco e Bahia?”.


Moralidade

O Brasil atravessa uma de suas maiores crises moral e administrativa. Moral porque o governo perdeu o bonde da ética com a institucionalização da corrupção e  administrativa porque a presidente Dilma mostra-se incompetente para comandar um país do tamanho do Brasil que agora começa a se desmanchar com a recessão econômica.  A marolinha, que o Lula desdenhou quando foi alertado por analistas de que a crise chegaria por aqui, virou um tsunami que agora engole o dinheiro do trabalhador e paralisa as atividades industriais do país.  O pibinho do primeiro trimestre (0,2%), a redução do consumo familiar (-0,1%) desaceleração da  indústria (-0,8%), a queda nos investimentos (-2,1%), o recuo nas exportações (3,3%) e a gigantesca inadimplência  dos consumidores, estimulados pelo governo a gastar, são claros indícios de que o país entrou em estagnação econômica só vista nos piores momentos de crises como nos anos de 1990, 2002 e 2008. 

O mágico

Não estavam errados  os estudiosos que duvidavam da capacidade da Dilma de gerenciar o país. Não estavam errados também aqueles que duvidavam do despreparo e da incapacidade do Mantega, o mágico da economia, de enfrentar as intempéries do mercado internacional . O resultado chegou mais cedo do que se esperava: o Brasil caminha para o buraco e leva com ele todos aqueles que consumiram incentivados por Lula e sua tropa, liderada pelo médico Antonio Palocci & Companhia.  Endividados, muitos desses consumidores dormiram sonhando com caviar e acordaram comendo sardinha. Os juros altos e as prestações prolongadasdos carros, por exemplo, levam ao calote e a inadimplência que bate à porta de toda família enganada pelo governo petista.

Produto

Dilma foi empurrada goela adentro pelos marqueteiros e pelo ex-presidente Lula que ficou impressionado quando ele lhe apresentou um laptop, até então um objeto de origem desconhecida por ele. Nomeou-a “Mãe do PAC”  e  entregou–a nas mãos dos publicitários que se encarregaram de transformá-la em Presidente da República. Se questionada,sequer sabe das propostas apresentadas nos programas eleitorais. No meio da campanha, os brasileiros não levaram a sério as notícias de que a presidente falsificara o currículo da Unicamp e de que havia falido uma loja de R$ 1,99 que tomou conta em Porto Alegre.

 
Frieza

Entusiasmados com a Copa do Mundo e com as Olímpiadas, eventos conquistados pelos petistas para se perpetuarem no poder, os brasileiros envolveram-se numa euforia patriota extremada e agora pagam o pato da desordem econômica, da má administração e dos escândalos da corrupção que pipocam cada dia em um órgão do governo.As vésperas da Copa do Mundo o que se vê no país é um torcida inibida e envergonhada com o evento. Ninguém se atreve a se vestir de verde e amarelo, a colorir as ruas e a torcer freneticamente para a Seleção Brasileiro como ocorria em outras copas quando os jogos eram forado Brasil. O Globo publicou domingo uma pesquisa em que 39,2% dos brasileiros são contra a Copa, 45,4%  apoiam e 15,4% são indiferentes. 


Culatra

O tiro do PT saiu pela culatra. Alheia aos protestos dos gastos superfaturados com os estádios para os jogos , a presidente segue um roteiro de campanha inaugurando obras inacabadas, a exemplo do que fez com o BRT e com o Terminal 2 do Aeroporto Tom Jobim, no Rio. É o Brasil do faz-de-conta, onde apenas uma minoria se escandaliza com os gastos em obras superfaturadas dessa administração petista, caótica e incompetente. 

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