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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 773 / 2014

04/06/2014 - 11:00:00

Jorge Oliveira assina contrato para publicar dois livros em Portugal

O primeiro, “Muito Prazer, eu sou a morte,” está previsto para circular em setembro deste ano. O outro, “Máfia da Caatinga”, em março de 2015

DA REDAÇÃO

O jornalista e cineasta Jorge Oliveira assinou com a Editora Chiado, em Lisboa, contrato para publicação de dois livros inéditos: “Muito Prazer, eu sou a morte” e “Máfia das Caatingas”.  Os livros terão edição simultânea no Brasil e em Portugal. E pelo acordo entre o autor e a editora, ambos poderão também ser publicados em espanhol e inglês. “Muito prazer...tem prazo previsto para chegar às livrarias já em setembro deste ano e “Máfia das Caatingas” em março de 2015.

O contrato foi assinado na sede da editora na Avenida da Liberdade, no Centro de Lisboa, pelo autor e a diretora-editorial Martina Ricci. A Editora Chiado é uma das mais conceituadas de Portugal com representações no Brasil, na Inglaterra, na Irlanda e na Espanha. Os dois originais dos livros foram selecionados pelo conselho editorial da Chiado que recomendou a publicação imediata.


Livro e cinema

Com a publicação de “Muito Prazer, eu sou a morte” e “Máfia das Caatingas” agora são cinco os livros publicados por Jorge Oliveira. Esses dois vão completar a trilogia que começou com “Curral da Morte”, da editora Record, que teve a primeira edição esgotada rapidamente e mereceu duas páginas de resenha na revista IstoÉ. Outros livros do autor são “Eu não matei Delmiro Gouveia – o maior erro judiciário do Brasil” e “Campanha Política: como ganhar uma eleição – regras e dicas”, da editora Girafa, também com edição esgotada.  

Com exceção de Delmiro, os outros livros podem ser encomendados ainda pela internet nas livrarias e nas próprias editoras.No cinema, Jorge Oliveira dirigiu e produziu mais de dez documentários, alguns deles sobre personagens alagoanos como Floriano Peixoto, Graciliano Ramos, Manuel Fiel Filho e, agora, dedica-se à finalização de um longa-metragem sobre a psiquiatra alagoana Nise da Silveira, com previsão de exibição em setembro deste ano. Também produziu e dirigiu “O Poeta e o Capitão”, curta-metragem premiado no Festival de Cinema de Brasília. Perdão, Mister Fiel, seu último filme, ganhou 14 prêmios em festivais de cinemas no Brasil. Em janeiro do ano passado, Oliveira foi homenageado em Nova Iorque com a exibição de todos os seus documentários.


Sucesso

A vida de Jorge Oliveira é pontilhada de sucesso desde que deixou Alagoas para trabalhar como repórter no Rio de Janeiro e Brasília. De 1969 pra cá, Oliveira marcou a sua carreira pela seriedade com que exerce a profissão. Reconhecido no Brasil como um profissional respeitado e competente, Jorge Oliveira guarda na sua coleção dois prêmios Esso de Jornalismo e outro “DER de Reportagem” conquistado no jornal O Globo tão logo chegou ao Rio.


Extra - Por que os livros  publicados em Portugal?JO – Olha esses livros tinham  sido aprovados por duas editoras no Brasil, inclusive a Record que publicou “Curral da Morte”. Acontece que no calendário dessas editoras só tinha espaço para mim no final de 2015 ou início de 2016, por isso submeti meus livros a uma editora em Portugal e tive a felicidade de tê-los aprovados rapidamente com a publicação do primeiro já em setembro deste ano. É que tenho outras produções literárias e filmes em andamento e por isso preferi uma editora que me desse respostas mais rápidas para a edição desses dos livros.


Extra - O que representa pra você essa internacionalização das suas obras?JO – É o desejo de qualquer escritor ter seus livros publicados no exterior, principalmente na Europa, o berço da cultura mundial. As minhas obras publicadas no Brasil tiveram uma boa aceitação. As edições dos meus livros logo se esgotaram e evidentemente isso pesou também na avaliação do conselho editorial da Chiado, que viu nos meus originais potencial de mercado. Estou muito feliz com a expectativa de um mercado internacional e fiquei mais feliz ainda quando recebi a notícia da aprovação dos originais e da assinatura do contrato, que aconteceu rapidamente, tudo em menos de um mês.


Extra - E os livros, de que se tratam? Qual a abordagem?JO – São história passadas em Alagoas, a minha terra, onde trabalhei como repórter nos anos de 1960. Trata-se de uma trilogia que começou com Curral da Morte e termina com Muito Prazer, eu sou a mote e Máfia das Caatingas. O Muito Prazer é um livro muito instigante porque eu escrevo sobre a minha a morte, quando pistoleiros alagoanos foram contratados para me matar no Rio de Janeiro por um político da minha terra em 2004. Certamente essa história que mistura ficção com realidade chamou a atenção do conselho editorial da Chiado. Além disso, aproveito para fazer uma parte da minha biografia até os meus 36 anos de idade, contando e reconstituindo as minhas reportagens, inclusive a que me rendeu o primeiro prêmio Esso de Jornalismo com uma matéria sobre o Programa Nuclear Brasileiro. Espero agradar aos meus leitores.

A história do autor

Jorge Oliveira, jornalista, cineasta e escritor, é alagoano. Está no jornalismo desde 1964. Começou sua carreira de repórter em Maceió. Mudou-se para o Rio de Janeiro em l969, onde trabalhou nos principais jornais do país.Em O Globo, no Rio, ganhou seu primeiro prêmio, o DER de Reportagem em 1973. Em Brasília, em 1980, o Esso de Jornalismo com uma série de reportagens sobre energia nuclear publicada no Jornal de Brasília. No ano seguinte, outro Esso de Jornalismo (equipe) pelo Jornal do Brasil. 

No cinema, dirigiu vários documentários. O último, o longa-metragem Perdão, Mister Fiel, ganhou 14 prêmios. Em janeiro de 2013 foi homenageado em Nova Iorque com a exibição de seus filmes. Este ano lançou Olhar de Nise, documentário sobre a psiquiatra Nise da Silveira, criadora do Museu de Imagens do Inconsciente.É autor dos livros do Eu não Matei Delmiro Gouveia – Maior erro judiciário do Brasil; Campanha Política: como ganhar uma eleição – Regras e Dicas, editora Girafa; e Curral da Morte, editora Record, primeiro livro da trilogia que se encerra com Muito prazer, eu sou a morte e Máfia das Caatingas.

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