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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 773 / 2014

04/06/2014 - 10:22:00

Gabriel Mousinho

O jogo da eleição

Daqui pra frente salvem-se quem puder. Um verdadeiro exército de contra-informações políticas já foi instalado por alguns candidatos, prontos para plantar notícias fantasiosas no sentido de desestabilizar o adversário. Em Alagoas, já se pode perceber isso com muita frequência. E o jogo é duro, é bruto.

Mesmo com uma Copa do Mundo às portas e as Convenções Partidárias marcadas para até o final de junho, os candidatos começam a armar estratégias e formar os blocos para disputar as eleições majoritárias e proporcionais. E aí, parece, vale tudo.Os marketeiros de alguns candidatos já estudam os pontos fracos dos adversários, coletam informações, fazem coleções de vídeos na capital e no interior, preparam dossiês e se armam para a batalha no Guia Eleitoral. 

Enquanto não utilizam o tempo no horário gratuito estabelecido pela legislação eleitoral, os candidatos buscam alianças para aumentar o espaço no Guia Eleitoral e brigam nos bastidores para subir e derrubar os outros, seja de que maneira for.Pelo visto, a campanha majoritária deste ano vai ter muitos lances, naturalmente com muitas denúncias e lavagem de roupa suja.

Demanda jurídica

O avanço de alguns candidatos em partidos alheios nos conchavos feitos nas caladas da noite em Brasília, com certeza vai terminar numa pendenga no judiciário. Vale aí o jogo de interesse, independentemente de atingir pessoas. As retaliações também são esperadas, uma vez que numa batalha política desse porte, vale tudo pela obtenção do poder.


Reflexão

O governador Téo Vilela tem se preocupado e muito com o desenrolar das conversas para ampliar as alianças em favor de seu candidato ao governo, mas tem que correr que o tempo é curto. O vice José Thomaz Nonô, por exemplo, que lançou sua candidatura ao Senado, está reavaliando a situação e pode cair fora do barco. Tem até agendada uma reunião com o presidenciável Aécio Neves.


Jogo pesado

O governador Téo Vilela parece que não quer acordo com a antiga base aliada e joga duro com o que ele chama de adversários. Desta vez mandou um recado pelo secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, para que o PPS de Régios Cavalcante e o PR, de Maurício Quintela, entregassem os cargos. Uma maneira indelicada de proceder, de acordo com a nota oficial divulgada pelos sete partidos que fazem a aliança pró Biu de Lira.

Humilhação

Os partidos entenderam que a forma truculenta de Álvaro Machado como se referiu aos dois partidos que o governo queria que se aliassem ao PSDB, foi uma humilhação. Das grandes. Velhos aliados do governador, como o Biu de Lira que conseguiu praticamente viabilizar o governo tucano com centenas de milhões de recursos públicos para obras essenciais ao Estado, não conseguiram entender a forma como foram defenestrados da administração pública.


De camarote
O Chapão ficou somente assistindo de camarote a reação do grupo do Biu com relação ao governo de Téo Vilela. Alguns comentaram nos bastidores que isso já era esperado e que a retaliação era questão de tempo.


Indiferente

O senador Fernando Collor não tem tido tempo de responder notícias de que teria recebido gentilezas de quem quer que seja. Afunda o pé no acelerador, pois sabe que em tempo de campanha política, como é candidato forte ao Senado, aparece de tudo. 

Muitos boatos

O senador Biu de Lira não está com a mínima preocupação das informações que dão conta de o ex-presidente Lula estaria decepcionado com sua aliança com o PSB, de Eduardo Campos. Para ele, Lula sabe bem quem lhe apoiou todos esses anos, assim como a presidente Dilma Rousseff. Ou seja, diz ele, conversa pra boi dormir.


Bem situado

Por algumas pesquisas para consumo próprio que circulam por aí, o ex-governador Ronaldo Lessa está em situação privilegiada na sua corrida para a Câmara Federal. Lessa estaria aparecendo bem em todas as pesquisas e seria um dos candidatos mais bem votados nas próximas eleições para deputado federal.

Estratégia

Há quem diga de que o governador Téo Vilela, como estratégia e para tentar polarizar a eleição majoritária, provocou seus antigos aliados, pedindo os cargos de volta. Com isso tentaria evitar que o PP e PMDB disputassem a maior fatia eleitoral.

Coincidência?

Para quem não sabia os advogados Gustavo Delduque e Cleantho Rizzo que defendem o administrador judicial Carlos Franco, da falência da Laginha, no processo que ele responde e que está enquadrado na Lei Maria da Penha, são os mesmos que integram a equipe comandada pelo indiciado.

 
Reação

Trabalhadores do Grupo João Lyra reagiram às medidas do administrador judicial da massa falida, Carlos Franco de divulgar uma lista de quem poderia entrar no escritório central a partir da última segunda-feira. Alguns funcionários também reclamam porque não têm esperança de quando serão pagas as indenizações. Um direito líquido e certo dos trabalhadores.


Alto lá

Já está circulando à boca miúda de que a confusão ocorrida durante sessão na Câmara de Vereadores entre os irmãos Francisco Holanda e Antônio Holanda, terão desdobramentos. Ninguém sabe quando. Pela disposição dos meninos isso vai terminar numa delegacia de polícia.


Direcionado

Alguns órgãos de comunicação já estão fazendo o ´´dever de casa´´, ou seja, cumprir as ordens dos patrões. Na última semana a direção de uma emissora de rádio determinou a divulgação de hora em hora, de matéria da revista Veja, atingindo o senador Biu e seu filho Arthur Lira. É a campanha começando.


De tudo

Vai sair de tudo nessa campanha eleitoral. É esperar pra ver. E os alvos serão Fernando Collor, Biu de Lira, Renan Calheiros e Téo Vilela. E tem vaga pra mais.


Decidido

O ex-prefeito Cícero Almeida saiu do tiroteio e diz que é candidatíssimo a deputado federal pelo PRTB. Quem deve se juntar à ele nessa empreitada é o deputado estadual Antônio Albuquerque. Os dois não anunciaram em que irão votar para governador, mas com certeza não acompanharão o Chapão. Acham que foram humilhados pelas lideranças do grupo.


E haja vaga

Os maiores grupos que disputam as eleições deste ano fazem de tudo para mostrar força. Alegam, entre outras coisas, que farão quatro a cinco deputados federais. Se isso fosse verdade mesmo, Alagoas não teria somente nove cadeiras na Câmara Federal. Precisaria pelo menos de mais umas cinco ou seis.

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