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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 772 / 2014

28/05/2014 - 07:23:00

Comitê discute em Belo Horizonte situação dramática do Velho Chico

CBHSF lança campanha nacional para sensibilizar a opinião pública

DA Redação

O rio da integração nacional está agonizando. O São Francisco, o maior rio que nasce e deságua no Brasil, com uma extensão de 2.700 Km, integrando o Nordeste e Sudeste, passa por um momento dramático. É a pior estiagem em 50 anos. A crise do Velho Chico compromete a geração de energia, navegabilidade e o abastecimento de água, em toda extensão da sua bacia, que envolve mais de 500 municípios em cinco estados brasileiros e cerca de 17 milhões de pessoas. 

Todas essas questões estão na pauta da XXV Plenária Ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco/CBHSF, que acontece desde ontem e até hoje em Belo Horizonte (MG), reunindo membros e especialistas para discutir assuntos como a revitalização da bacia, usos múltiplos das águas e saneamento básico das cidades ribeirinhas. Além disso, a plenária tem como tema o Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, uma campanha idealizada pelo CBHSF envolvendo os diversos municípios da bacia para manifestações conjuntas no dia 3 de junho.

O objetivo é chamar a atenção da opinião pública nacional para toda essa problemática vivida pelo São Francisco. A reunião plenária foi aberta com uma conferência do engenheiro civil e sanitarista Gilson Queiroz sobre os desafios do Plano Nacional de Saneamento Básico (PlanSab), uma iniciativa do Ministério das Cidades que servirá como orientação para os municípios brasileiros implantarem os seus sistemas próprios.

A Bacia do Rio São Francisco abrange 504 municípios em cinco estados (Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas) e mais o Distrito Federal. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. Para tanto, o governo federal lhe conferiu atribuições normativas, deliberativas e consultivas.

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