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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 772 / 2014

28/05/2014 - 07:19:00

PEDRO OLIVEIRA

Gestão Pública competente Alagoas dá exemplo ao Brasil

Quando se trata do tema gestão pública competente e empreendedora, o estado de Alagoas tem se destacado diante das demais unidades da federação. Este fato foi comprovado durante recente encontro nacional de secretários de Administração que teve como foco principal “A modernização da gestão pública brasileira”.

Sob o comando do secretário Alexandre Lages o setor teve nos últimos uma evolução de qualidade com resultados altamente positivos o que deve ser motivo de orgulho para os alagoanos.

Os participantes da reunião nacional não apenas aplaudiram, mas também solicitaram para implantar em suas administrações alguns modelos de eficientes práticas adotadas em Alagoas, a exemplo do“Sistema de Gestão Digital da Vida Funcional” como exemplo de boas práticas do governo. O Sistema tem como principal objetivo, aperfeiçoar o fluxo processual de solicitação das aposentadorias dos servidores públicos, a fim de que os processos em questão atinjam um padrão de celeridade e de excelência.

Para chegar a este padrão de celeridade, vários desafios foram superados e reunidos numa palestra ministrada por intermédio da Mestre em Modelagem Computacional do Conhecimento, Fabiana Toledo, que participou do processo de criação do sistema desde a ideia até a implantação.

O secretário de Estado da Gestão Pública, Alexandre Lages, destacou que um dos principais impasses para a solicitação da aposentadoria do servidor era a coleta de dados, que nem sempre estavam disponíveis em um mesmo local. “Com a centralização dos dados na esfera virtual, o tempo para o procedimento de solicitação da aposentadoria está sendo reduzido. A Gestão Pública está se modernizando para dar suporte à administração e integrar soluções na esfera governamental”, disse o secretário.

A gestão do secretário Alexandre Lages ficará marcada como uma das mais profícuas da administração pública de Alagoas destacando vários aspectos positivos a exemplo da valorização da capacitação do servidor público da capital e do interior. O secretário vai encerrar sua gestão tendo realizado o maior programa de capacitação de servidores da história de Alagoas, atingindo milhares de funcionários públicos. Ponto para Alagoas do bem.

O Jogo sujo do oportunismo

Nenhuma outra atividade, como a política, no sentido da luta pelo poder, implica tanta disposição a trair aqueles que antes eram tidos como companheiros e amigos. Maquiavel colocou a traição dentro da “virtú” política, que pouco tem a ver com a moral e com o ódio. A traição pode plasmar a dialética hegeliana (só que sem a ideia de progresso) na qual se nega o anterior: não se trai para ser igual ao traído. Isso explica que alguém que estava aliado e sendo beneficiado por seu aliado de ontem acabe sendo muito diferente ao chegar à cúspide. Para ser traidor deve se ter resistência. As traições ocorrem dentro de uma mesma família (política).Não se trata de se passar ao inimigo, mas de trair o amigo, o companheiro, e o sistema que lhe deu guarida durante anos, sustentando sua fome de poder e sua ganancia por cargos. 

Quem é capaz de trairé capaz de roubar

Há muito ouço a frase “quem mente rouba” e se assim levarmos ao pé da letra a maioria dos políticos está inserida neste contexto. Mas também acho que a traição não fica nada a dever ao “mentir” ou “roubar”. Fico pasmo e o eleitor comum deve ficar sem entender o jogo sujo e deprimente armado na política, principalmente nesta fase de composições e alianças de partidos para disputar a eleição.Chega a ser asqueroso o comportamento de certos políticos cujo objetivo está apenas em “sobreviver” a qualquer custo, mesmo que tenha que vender a alma ao diabo e a própria mãe para alcançar seus objetivos..São esses oportunistas que mandam o interesse público às favas e usam os votos dos incautos ou dos “burros” apenas como instrumentos para alcançar seus inconfessáveis objetivos.


Há quem confunda traiçãocom “habilidade”

Assistindo a um determinado clássico do cinema “A Rainha Margot”, há uma cena na qual Catarina de Médici diz ao futuro rei da França, Henrique de Navarra: “Que é traição? A habilidade de se adaptar aos acontecimentos”. O ardil tinha por intenção transformar o erro em virtude para justificar a falta de princípios no ambiente sórdido da corte francesa no ano de 1572, quando as disputas sem limites pelo poder e a desmesurada ambição da nobreza fizeram dessa trama, baseada em fatos reais, símbolo perfeito do vale tudo para se dar bem.Assim também é na realidade política brasileira. Muitos dos traidores ainda se arvoram de “astutos” e donos da “habilidade” de saber montar com competência o xadrez eleitoral, mas com um único objetivo: se dar bem.

Por que Eduardo Campos e o PSB traíram Lula e Dilma?

O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos, durante seu governo foi um dos aliados mais prestigiados pela dupla Lula/Dilma. Ninguém pode deixar de reconhecer que sua administração deve muito ao apoio e as verbas generosas do governo petista que ele e o seu PSB resolveram trair. Chegou ao absurdo de no final de seu mandato inaugurar obras totalmente bancadas pela União, sem ao menos convidar alguém do governo para o ato. Fez pior: ao entregar um conjunto de casas do Programa Minha Casa Minha Vida fez críticas ao governo federal que construiu a obra. Chamo a isto falta de caráter no duro. Campos e o seu partido oportunista sugaram nas tetas do Planalto durante longo e farto tempo, até que a “mosca azul” pousou em sua careca  trazendo o devaneio de ganhar mais poderes caso pudesse ganhar a eleição. Se perder não tem problema, pois há a possibilidade de se juntar intencionalmente ao provável vencedor de um segundo turno e continuar “mamando” até a próxima traição.


Nós também temos osnossos traidores

Na política local a coisa não poderia ser diferente, muito pelo contrário, pelo perfil de nossos políticos tende a ser até pior no quesito traição. Não dá para citar todos, pois a lista é grande, mas vamos ficar com mais “notáveis”. Benedito de Lira, Alexandre Toledo, Givaldo Carimbão e Regis Cavalcante, cada um em sua devida proporção se aproveitou o quanto pode do governo de Teotônio Vilela. Foram úteis ao projeto do governador? Só quem pode responder é ele mesmo e ao seu estilo ele não o fará. Uma coisa porém é certa: todos se aproveitaram das benesses e dos encantos que a embriaguez do poder lhes proporcionou. Fim de governo? É cada um cuidar de sua sobrevivência e garantir a permanência no poder por mais alguns anos, não importando ai esse negócio de ética, compromisso e até gratidão. Seguem, com precisão e astúcia, as palavras de Catarina de Médici “Traição é a habilidade de se adaptar aos acontecimentos”. É assim o político brasileiro e os nossos não poderiam fugir à regra. Trabalham com eficiência para cuidar dos próprios interesses e não estão dando a mínima para o interesse público e para um monte de idiotas que lhes dão votos e os mantêm no poder. É uma pena que seja assim.

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