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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 772 / 2014

28/05/2014 - 06:47:00

Gabriel Mousinho

Versões diferentes

No jogo político e faltando poucos meses para as eleições de outubro, as informações na mídia são trabalhadas, em alguns órgãos de comunicação, da maneira que lhes interessam. Foi o caso da entrevista coletiva concedida pelo deputado Antônio Albuquerque na semana passada, quando em alguns momentos foi duro nas colocações, mas não refletiram em alguns setores da imprensa, talvez pela conveniência política de alguns grupos.

Albuquerque não gostou da palavra depuração usada pela direção do PMDB, para não querer sua aliança com o Chapão.E a conversa, durante a entrevista, foi engrossando paulatinamente. Albuquerque revidou, pediu que lhes respeitassem e mandou um recado curto e grosso para quem tentou jogá-lo ou jogá-los contra a opinião pública.

O que vimos no outro dia em jornais, emissoras de rádios, sites e outros sistema de imprensa, foi à entrevista ser deturpada, ou trabalhada da maneira que quiseram, talvez para não atingir políticos que bateram de frente com AA e outros filiados ao PRTB e ao PMN.Isso mostra o cuidado que a sociedade alagoana terá que ter daqui pra frente, fazendo análises cuidadosas das informações e separando o joio do trigo.

Pra onde vai o PT?

Ninguém sabe até agora para onde vai o PT, mesmo que um dos seus dirigentes, Joaquim Brito, tenha participado alegremente do lançamento da pré-candidatura de Renan Filho ao Governo. Mesmo com aliança do PMDB com o PT em nível nacional, o Chapão por aqui ainda não bateu o martelo sobre a presença do PT na vice de Renan Filho. E tem uma razão para desconfiar: o nome de Rosinha da Adefal, do PTdoB, cresce a cada momento para integrar a chapa comandada pelos peemedebistas.


Vale tudo

Além da guerra política travada por lideranças para ampliar as alianças com vistas às eleições de outubro, alguns ´´caciques´´ vão mais longe: tentam pressionar jornalistas e donos de órgãos de comunicações para afastar profissionais que não rezam na sua cartilha. 


Precipitação

 Uma falha nos âmbitos administrativos da Justiça deixou o deputado federal Arthur Lira em maus lençóis, além de atingir o profissiona-lismo de um dos mais conceituados advogados alagoanos, Fábio Ferrario. Na informação pública dava-se como praticamente certa a inelegibilidade de Arthur porque não teria recorrido da sentença em tempo hábil. Lamentável. Fábio Ferrario, como todo mundo conhece, pela sua proficiência, mostrou que não era ele que estava errado, mas sim a própria Varia Cível  representada pelo eficiente magistrado, Alberto Jorge. Mas enquanto a situação não foi reparada, perdas irreparáveis para o advogado e consequentemente o deputado Arthur Lira. Que isso não volte a se repetir. 

Pavio curto

O deputado João Lyra deu o tom da campanha que começa aqui em Alagoas, por ocasião do lançamento da pré-candidatura ao governo do senador Biu de Lira. O discurso foi duro, direcionado, talvez aborrecido com os últimos acontecimentos envolvendo o PSD, partido que preside em Alagoas.


Brincadeira

A infidelidade partidária corre solta em Alagoas e parece que existe uma total indiferença, tanto pelos partidos, como pela própria Justiça Eleitoral, que acho deveria ser provocada pelos setores jurídicos das agremiações. Deputados fazem o que querem. Estão em um partido, mas publicamente anunciam apoio a outros. Uma zorra.


Empurrando

O PMDB está entre a cruz e a espada pra indicar o seu vice na chapa de Renan Filho. Se de um lado o PT pressiona, assim como também o PTdoB, candidatos sugerem que Luciano Barbosa, ex-prefeito de Arapiraca seria o vice ideal. Se isso acontecer, com certeza se concretizará o jogo político de Arapiraca, através da prefeita Célia Rocha, marchar com candidatos já prontos para entrar em cena.


Situação ruim

Há quem diga que Arapiraca passa por um caos administrativo e a prefeita Célia Rocha não iria transferir votos como nas eleições passadas. Teria herdado grande problemas da administração de Luciano Barbosa, virtual candidato a deputado federal ou mesmo a vice-governador. A crise é grande e a população de Arapiraca tem cobrado muito de Célia. O campo está bem minado na campanha que se inicia.


Baixando a lenha

O ex-prefeito Cícero Almeida tem voltado ao noticiário utilizando a sua metralhadora giratória. Na última terça-feira tascou o pau nos empresários alagoanos, especialmente os que trabalham com o transporte público, salvo algumas raras exceções, disse ele. Almeida disse que deixou tudo pronto para a licitação do transporte coletivo, mas os empresários, ´´que mandam em tudo´´, empurraram com a barriga. O ex-prefeito disse até que muitos utilizam medidas extremas e escusas. 

Aposta

O governador Téo Vilela tem apostado que irá até o final de junho trazer para seu grupo partidos fundamentais para lhe dar oxigênio para as eleições de outubro. Vilela tem conversado com Givaldo Carimbão, faz gentilezas a Maurício Quintela e ronda o PSD de João Lyra. Uma forma de garantir espaço no Guia Eleitoral, trazer esperanças para a eleição de pelo menos um deputado federal e chegar forte com outras alianças no segundo turno.


Pode compor

Sentindo que pode não avançar muito, fala-se nos bastidores de que Eduardo Tavares, o candidato tucano, seria um ótimo vice para o senador Biu de Lira. Poderia definir a eleição logo no primeiro turno.


Bastidores

Ninguém sabe o que se passa nas cabeças de Téo Vilela e Renan Calheiros, embora o ti-ti-ti político nos encontros sociais em Maceió e no interior do Estado, deixem no ar muitas interrogações. Mas será mesmo que por baixo dos panos exista algum compromisso com relação às eleições deste ano? Se alguém conversa com Vilela, acha que não. Mas em política tudo pode. 

Vai decidir

Não seja novidade dentro dos próximos dias o governador Téo Vilela, aproveitando os sete meses que faltam de seu mandato, mudar a feição do seu secretariado. Ele tem dito e repetido de que precisa de oxigênio e deixa implícito que pode substituir secretários se isso puder auxiliar o seu candidato Eduardo Tavares.


Para onde vai Almeida?

Detentor de uma grande fatia do eleitorado, o ex-prefeito Cícero Almeida tem se reservado para dizer quem vai apoiar nas eleições majoritárias. Sabe que tem voto, principalmente na periferia da cidade e agora só quer dar o tiro certo. Conhece bem os candidatos e olha com certa desconfiança o Chapão, que tirou do circuito o PRTB.


Collor presente

Aliado de primeira hora, o deputado Francisco Tenório, que deverá se candidatar a uma vaga na Assembleia Legislativa, conta com o apoio incondicional do senador Fernando Collor. Aliás, um dos poucos políticos que esteve sempre presente na vida de Tenório quando ele passou dificuldades com a Justiça anos atrás. 


Musculatura

O pré-lançamento da candidatura de Biu de Lira, no Centro de Convenções, mostrou que o pepista não está pra brincadeira. Levou centenas de lideranças políticas, além dos partidos que farão alianças para as eleições de outubro. Deu uma demons-tração de que está preparado para enfrentar Renan Filho, candidato do Chapão.

Rejeição

Pesquisas que circulam por aí mostram que a rejeição de alguns políticos chega à estratosfera. E o pior é que está migrando meteoricamente para candidatos majoritários. Ou mudam de rota, ou devem chegar aos frangalhos nas urnas no dia 5 de outubro.

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