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Edição nº 771 / 2014

26/05/2014 - 10:38:00

Na Câmara, Renan e Biu brigam por cargos e poder na Mesa Diretora

Eleições estão marcadas para o dia 23, mas liristas manobram para esvaziar chapa de calheiristas

O mês das convenções - junho - ainda não chegou, mas a disputa por espaço eleitoral entre os grupos do deputado federal Renan Filho (PMDB) e o senador Benedito de Lira (PP) põe em conflito o baixo clero. É assim na Câmara de Vereadores da capital. Onze vereadores marcaram para o dia 23 as eleições para a Mesa Diretora da Câmara.

Querem eleger Kelman Vieira, do PMDB, ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Seria uma vantagem a Biu de Lira. Mas Biu articula o controle do Legislativo mirim com Chico Filho, do PP, atual presidente. Ele marcou para o dia 29 de dezembro as eleições à Mesa Diretora. 

Os calheiristas temem que, se Biu ganhar a disputa ao Governo em outubro, exista distribuição de cargos na Câmara, Chico Filho mude o regimento e possa ser candidato à reeleição. Hipótese hoje improvável, porque o regimento da Casa não permite a reeleição de vereadores aos mesmos cargos na Mesa. Só se houver rodízio. Uma brecha imoral, mas amparada pela lei.Para mudar o regimento, seria necessária a maioria da Casa de Mário Guimarães.

Chico Filho só tem cinco vereadores: Zé Marcio (futuro Sudene, do PROS), Fátima Santiago (PP), Guilherme Soares (PROS), Silvânia Barbosa (PPS) e pastor Marcelo Gouveia (PRB). Onze deles são a “oposição chiquista”: Kelman, Galba Netto (PMDB), Wilson Júnior (PDT), Dudu Ronalsa (PSDB), Simone Andrade (PTB), Maria Aparecida (vulgo Luiz Pedro, PRTB), Davi Davino (PP), Antônio Hollanda (PMDB), Sílvio Camelo (PV), Silvânio Barbosa (PSB) e Eduardo Canuto (PV).

Cléber Costa (PT), Heloísa Helena (PSOL), pastor João Luiz (DEM) e Tereza Nelma (PSDB) não decidiram suas posições. Nesta disputa há acusações de todos os lados. Há vereadores que garantem ter informações que podem “derrubar” o mandato de Chico Filho. Seriam casos de corrupção na Mesa? A resposta dos vereadores anti-chiquistas é o silêncio.

“O Chico não cumpre acordos. Quando um vereador tem 19 votos na eleição à presidente da Câmara [ao todo são 21], imagine a quantidade de promessas? Foram cargos de todos os tipos”, disse um vereador “anti-chiquista”.“Tem uma parte boa. O grupo é calheirista e se conta com a hipótese do Biu ganhar a eleição não tem confiança [no grupo]. A possibilidade do Biu ganhar a eleição é real”, ironiza Chico.A Câmara de Vereadores é uma máquina de fazer dinheiro. Tem orçamento de R$ 50,2 milhões, uma mina nas eleições. E não são poucas as suspeitas do uso abusivo deste dinheiro.

Ano passado, o Ministério Público de Contas detectou que de 2010 a 2012 a Câmara gastou R$ 20 milhões a mais do permitido pela própria lei. Em 2013, o orçamento do Legislativo Municipal deveria ficar em R$ 43 milhões. Não foi assim.Entre os vereadores, não é difícil ouvir que há funcionários com altos salários e que abrem mão de parte deste dinheiro para entregar ao vereador-indicador do cargo.

Esquema semelhante foi detectado na Assembleia Legislativa e está sendo apurado pelo Ministério Público Estadual. Não é difícil fazer uma ponte: há vereadores em Maceió fazendo “caixinha” para a campanha eleitoral. Do contrário, não precisariam do dinheiro de assessores.


Biu e seu plano de Governo

Enquanto a crise na Câmara não se resolve, o senador Benedito de Lira investe em seu plano de Governo, como faz Renan Filho. E se desgarra do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB)- apesar de manter cargos no Executivo.No semiárido, ele quer água potável para todas as famílias e cultivares adaptados pela Embrapa Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Quer ainda ampliar o Canal do Sertão. Promete implantar a escola em tempo integral no ensino básico, com meio milhão de crianças, sendo servidas com merenda “de boa qualidade”, conforme seu plano.

Os trabalhadores das usinas - que perderam seus empregos por causa da crise do açúcar - terão, no Governo de Benedito, políticas públicas para criar outras oportunidades de trabalho.Vai ainda implantar o segundo Veículo Leve sobre Trilhos, federalizar a AL 101 Norte . “O processo encontra-se na Casa Civil da Presidência da República à espera de definição. Federalizar é essencial devido a importância estratégica da costa norte para o turismo brasileiro”, diz, em seu plano.


No PRTB...

Expurgado da Frente de Oposição, o PRTB deve discutir, nacionalmente, nos dias 17 ou 22, o futuro do partido em São Paulo. Antes, o deputado Antônio Albuquerque decide se disputa a estadual ou federal. E Cícero Almeida entra na campanha com promessa de dinheiro. É que o Tribunal de Justiça negou recurso do ex-sub-secretário de Educação e Esportes, Jorge VI, e ele terá de pagar multa de R$ 40 mil ao ex-prefeito. Ainda cabe recurso na ação.Segundo a ação, Jorge VI- durante um ciclo de entrevistas a meios de comunicação em 2007 - agrediu “a sua honra, imagem e bom nome”, neste caso, de Cícero Almeida, “fazendo menção a fatos da sua vida privada e da sua mais profunda intimidade”, diz a ação.Eis as acusações:

“É podre o programa”; “Ridiculariza os gays”; “subia em cima do cadáver e tirava proveito disso”; “Cícero Almeida é um farsante”; “Saddam Almeida”; “O prefeito lava dinheiro”; “O prefeito é ingrato”; “…Gravaram o CD dele, as faixas do CD e cobraram superfaturado no cachê do São João”; “Gravou o CD com corrupção”; “Mentiroso”; “Todo dinheiro que seu Cícero pega, ele compra carro usado”; “Empresas laranja”; “Testa de ferro”;

“Cícero tem comprado muitos terrenos e muitos apartamentos em Maceió no nome de terceiros”; “Transferiu um apartamento para o nome de um menor de idade”; “Tem muita coisa escondida”; “Espalhando bens no nome de várias pessoas e enricando ilicitamente”; “Desmascarar o farsante Cícero Almeida, o impostor, impostor!”.Em primeira instância, o juizo havia atendido ao pedido do ex-prefeito pela indenização. Segundo Jorge VI - também no processo - “nada mais fez que dar uma resposta a altura, defendendo-se da pecha de viado (bicha) que lhe foi atirada pelo apelado”.

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