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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 771 / 2014

26/05/2014 - 10:14:00

Prédio do IML em Palmeira dos Índios continua abandonado pelo governo

Iniciado há nove anos no governo Lessa o “elefante branco” continua cercado por matos e sucatas de carros num descaso total

GeovanBenjoino Jornalista, escritor e acadêmico de Direito [email protected]

Iniciado há nove anos no Governo Ronaldo Lessa e literalmente abandonado pelo Governo Teotônio Vilela, que sequer acrescentou um tijolo na obra, o prédio inacabado que deveria sediar o Instituto de Medicina Legal (IML) de Palmeira dos Índios continua “elefante branco”, ou seja, ignorado e sem nenhuma função prática cercado por matos e sucatas de carros jogados no final da obra.“Isso é uma vergonha, um desrespeito à Palmeira dos Índios – terceiro colégio eleitoral de Alagoas”, enfatiza indignado o líder comunitário e empresário Abraão do BMG.

“O governo estadual foi incapaz durante dois mandatos concluir o restante do IML, que é uma obra pequena fisicamente, mas relevante sob o ponto de vista social e também financeiro, já que muitas vezes familiares do morto precisam se deslocar até ao IML de Arapiraca”, ressalta o representante do setor bancário acrescentando: “É lamentável, profundamente decepcionante a indiferença do Governo do PSDB perante uma causa tão importante para o povo de Palmeira dos Índios e região”.

O líder comunitário disse que a falta de determinação e incompetência política são os fatores responsáveis pelo abandono do prédio do IML palmeirense.“Não tenho dúvida de que a inexistência de vontade e a incapacidade política impediram o término do IML de Palmeira dos Índios, pois não existe justificativa para tamanho descaso”, ressalta Abraão do BMG.

Inconformado com a negligência governamental Abraão do BMG questiona intrigado: “Qual o motivo ou o mistério que emperrou o prédio do IML? Por que o Governo Vilela nunca botou uma colher de cimento na obra? Por que o governo é omisso? Até quando nós palmeirenses teremos que levar os nossos mortos para outra cidade distante 42 km se temos um prédio quase pronto para tal? Será que Palmeira dos Índios não merece um IML?”.Abraão do BMG disse ainda que até por questão de gratidão o governador Teotônio Vilela deveria concluir ou construir um IML; afinal ele recebeu milhares de votos do eleitorado de Palmeira dos Índios.

“O governador deve satisfação à Palmeira dos Índios, pois ele foi eleito para governar o Estado inteiro e não discriminar município usando dois pesos e duas medidas. Além disso, ele foi expressivamente votado pelo eleitorado palmeirense que depositou nas urnas a certeza de que ele atenderia as reivindicações locais”, enfatiza.

Para o empresário o Ministério Público deve cobrar a retomada da obra, uma vez que o prédio pertence ao Governo do Estado, além de ser um direito da população e, como tal, é prerrogativa da Justiça zelar pela coisa pública.

“O MP tem autoridadeconstitucional e legal de fiscalizar e exigir a conclusão de qualquer obra pública, inclusive do inacabado IML de Palmeira dos Índios”, ressalta Abraão do BMG.

Parque de rodeioQuanto ao Parque de Rodeio construído em Palmeira dos índios pelo então Governo Geraldo Bulhões e ainda hoje transformado em outro elefante branco, Abraão do BMG também chama a atenção do Governo Teotônio Vilela pela postura omissiva diante de mais uma obra estadual na Terra Xukuru-Kariri.“O Parque de Rodeio poderia ter uma função pública importantíssima, mas continua, a exemplo do IML, entregue às baratas e à própria sorte”, alfineta Abraão do BMG.

“Esse parque outra vergonha cuja nódoa atinge Palmeira dos Índios imerecidamente”, ressalta.Abraão do BMG não se conforma com o descaso imposto ao Parque de Rodeio que poderia ser um cartão postal e sediar eventos regionais atraindo turistas e gerando renda para o município. O parque está em avançado processo de deterioração e se algo não for realizado o patrimônio público será destruído literalmente, inclusive o projeto de resgatar uma das maiores manifestações culturais do Brasil, que é a vaquejada, presente apenas no imaginário popular do palmeirense.

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