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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 771 / 2014

21/05/2014 - 22:07:00

Garrote e dois cúmplices são condenados por assassinato, mas ficarão em liberdade

Juiz diz para Antônio Garrote da Silva Filho, Paulo José Leite Teixeira e Juliano Ribeiro que o crime não compensa

João Mousinho [email protected]

O juiz John Silas condenou os réus Antônio Garrote da Silva Filho, Paulo José Leite Teixeira  e Juliano Ribeiro pela execução do estudante Diego de Santana Florêncio, em junho de 2007, na cidade de Palmeira dos Índios. A pena base foi aplicada pelo magistrado para os assassinos, mas os três irão recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) em liberdade. Antônio Garrote da Silva Filho e Paulo José Leite Teixeira deverão cumprir pena de 14 anos e 3 meses cada um.

Juliano Ribeiro autor dos disparos, foi condenado a 19 anos, 9 meses e 15 dias. Mesmo com todas as evidências determinantes para condenação o juiz afirmou que: “Vocês (réus) poderão recorrer em liberdade já que não houve nenhum fato novo, mas espero que não pratiquem nenhum outro delito”.

A promotora de Justiça do caso, Martha Bueno, destacou que foi um ato muito grave a sustentação de álibis falsos. Martha lamentou o assassinato e disse que era mais um caso de “bárbaro assassinato em Alagoas”. Os advogados Genir Medeiros Campos Júnior e José Fragoso participaram do julgamento como assistentes de acusação.

“Os réus criaram falsos álibis para esconder que tinham cometido o crime e que somente em abril de 2008, com o resultado das interceptações telefônicas, quando a polícia descobriu que os celulares de todos os suspeitos estavam em Palmeira dos Índios, foi que eles afirmaram que criaram o álibi por medo”, destacou Fragoso. O Extra entrou em contato com a mãe de Diego, Leoneide Florêncio, 24 horas após a decisão da justiça que manteve os matadores do seu filho fora das grades.

“A justiça foi feita no sentido de eles serem condenados, por outro lado, não entendi porque eles ficaram soltos”. A mãe de Diego afirmou, ainda, que iria conversar com o advogado da família para saber maiores detalhes da decisão judicial. No momento da leitura da sentença John Silas afirmou: “Que essa conduta sirva de exemplo para que outros vejam que o crime não compensa. Vocês poderão recorrer em liberdade já que não houve nenhum fato novo, mas espero que não pratiquem nenhum outro delito”.


O caso 

Diego Florêncio foi assassinado em 23 junho de 2007. O pai dele atendia no Hospital de Palmeira dos Índios. Recebeu um chamado: um jovem entrava no hospital em estado grave. Ao se aproximar, viu que era o próprio filho. O pai desmaiou. Diego havia sido atingido por doze tiros. A mãe de Diego, Leoneide Florêncio, foi a única a ser punida. Além de perder o filho, teve mais dois parentes assassinados em circunstâncias misteriosas e ainda foi processada pelos Garrote.

No momento que o estudante retornava para casa, por volta das 3 horas da madrugada a vítima foi atingida por 12 tiros de pistola. De acordo com o Ministério Público, o crime foi planejado e executado pelos três réus, depois de desavença registrada entre a vítima e acusados, horas antes do assassinato, num estabelecimento comercial da região.

 
Em família 

Antônio Garrote é filho da ex-prefeita de Estrela de Alagoas e irmão de Arlindo Garrote  atual prefeito do município. Arlindo e mais cinco ex-secretários municipais foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por sete crimes previstos no Código Penal Brasileiro, dentre eles, peculato, falsidade de documento público e formação de quadrilha. O prefeito também é acusado de ser o líder de uma organização criminosa que desviou quase R$ 1 milhão dos cofres públicos.

 Ângela Garrote já foi presa por acusações referentes a fraudes em processos licitatórios para obras de ampliação e melhoramento da infraestrutura da rede viária e das secretarias municipais de Saúde, Agricultura, Abastecimento e de Desenvolvimento Econômico. 

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