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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 771 / 2014

21/05/2014 - 22:02:00

PEDRO OLIVEIRA

Não façam o que eu fiz

Com toda convicção pode se assegurar que Ronaldo Lessa foi um dos piores governadores de Alagoas nos últimos tempos. Eleito em um primeiro mandato graças a uma situação circunstancial que lhe beneficiou e reeleito pelo uso da máquina e também a grande rejeição do adversário, fez governos medíocres, recheados de denúncias de corrupção. Foi arrogante, prepotente e desrespeitoso com qualquer pessoa ou instituição que contrariasse suas sandices e desequilíbrio emocional.

Saiu do governo carregado de processos de improbidade administrativa com origem na Policia Federal, Ministério Público Federal e também no estadual e ações movidas contra ele por magistrados atingidos em suas honras e no mister de suas funções  pela irresponsabilidade de seu temperamento descontrolado. Pagou e ainda está pagando por suas aleivosias.

Dele se afastaram os mais fiéis amigos e correligionários, foi condenado em diversas ações judiciais e o pior: também condenado nas urnas. Foi a sua própria história que o derrotou em três eleições seguidas. Perdeu em 2006 para o Senado para Fernando Collor que fez apenas 15 dias de campanha, em 2010 levou uma surra de Teotônio Vilela para o governo e em 2012 se a Justiça não interrompe sua falida candidatura teria sido derrotado com grande margem pelo vitorioso Rui Palmeira para a Prefeitura de Maceió. É um fracassado.

Vem agora, sem nenhuma autoridade para tal, opinar sobre o perfil para o próximo governador de Alagoas: “Os oito anos de atraso quando Alagoas perdeu o bonde do desenvolvimento no que diz respeito ao cenário econômico. Não acompanhamos o crescimento da região Nordeste. Não fizemos o dever de casa e estamos pagando caro por isso até agora.

Provavelmente, vamos arcar por mais alguns anos com essa situação. Sem produzir receita, não há emprego e não há renda”. Vemos ai duas situações: o cara enlouqueceu de vez ou está fazendo uma autoanálise de suas catastróficas administrações.

O governador Teotônio Vilela herdou um estado desacreditado no Brasil e no exterior, escolas destruídas, a saúde mergulhada em um caos, os indicadores sociais os piores do país, o setor de segurança sem nenhum investimento capaz de melhorar a condição das famílias  na capital a  no interior. Os índices hoje são favoráveis nos setores de segurança. Educação e saúde? Evidentemente que não, porém muita coisa mudou para melhor.

Basta citar o incremento socioeconômico com a implantação de mais de 100 novos empreendimentos empresariais que foram conquistados porque o empresariado nacional e internacional começou a acreditar em uma nova Alagoas, sem burocracias, sem subterfúgios, com incentivos reais e sem propinas.Pelo visto o senhor Ronaldo Lessa não aprendeu. E por não aprender pode caminhar para mais uma derrota nas urnas sepultando de vez sua vazia e inócua história política. 

Líder de nada

Esta semana questionei um importante personagem da Frente de Oposição sobre a esdrúxula posição de “coordenador geral” ocupada pelo ex-governador Ronaldo Lessa em momento tão importante e decisivo do jogo político alagoano diante de sua notória incapacidade para exercer tal função.. Ai recebi a resposta à minha observação: “ Pedro , você conhece o jogo político, as armações e os afagos de egos. Mandam e tomam as decisões no Chapão Renan Calheiros e Fernando Collor, além de um ou outro com mais ou menos expressão. Quanto a Lessa a gente finge que ele é coordenador e ele acredita. Fala , mas não manda em nada. É como a rainha da Inglaterra. Para todos o importante é o tempo do PDT no Horário Eleitoral”.   Pronto, agora está explicado.


Bem articulado

O deputado Renan Filho, após o anúncio de sua pré-candidatura ao governo, meteu o pé na estrada e não perdeu tempo. Lotou sua agenda de encontros com setores da sociedade civil com qual tem conversado e mostrado suas metas e propósitos se sair vitorioso das urnas. A todos tem impressionado sua desenvoltura e capacidade de articulação. Começa bem sua caminhada para uma guerra que se anuncia como das mais renhidas da história política alagoana.Tem escola, adquiriu experiência e também tem destino e vocação política. Está pronto para o jogo.

Mídia negativa

Não desejo aqui fazer nenhum juízo de valor ou acusar ou defender nenhum dos personagens até porque pouco os conheço. Registro apenas esta semana mais uma “mídia negativa” para se juntar a tantas já sofridas por nós alagoanos. O ex-ministro Ciro Gomes, um nome de expressão nacional mesmo na polêmica, desbancou em cima do deputado alagoano Givaldo Carimbão e chamou de corrupto  outro alagoano, Marcos Fireman, suposto pretendente a ocupar importante cargo no governo petista por indicação precipitada do parlamentar, que já havia convidado pelo menos três pessoas para o mesmo cargo e estas não aceitaram por não acreditar em seu poder.Há uma briga em Brasília envolvendo a vontade de Carimbão, os desejos por um cargo de Fireman e o protesto dos Gomes ( Ciro e Cid) . Não importa quem vença, Alagoas ficou mal na fita.


Político, mas do bem

Quem pensava  que o procurador Eduardo Tavares, pré-candidato ao governo, iria se conformar em ser apresentado aos alagoanos apenas  como um técnico e gestor responsável e empreendedor, como um cidadão ilibado e de ficha limpa, enganou-se redondamente. Eduardo tem sangue político no seu DNA, foi vereador em sua cidade natal e sempre esteve envolvido com a política até chegar a sua honrosa e brilhante carreira no Ministério Público. Tem circulado pelo interior e por Maceió com postura de “gente grande”. É o novo, mas dá sinais que “sabe o caminho das pedras” e tem surpreendido alguns e assustado outros.

Um ministro falastrão e uma copa desastrosa 

A menos 30 dias do início da Copa do Mundo, o irresponsável ministro do Esporte, Aldo Rebelo, (infelizmente alagoano radicado em São Paulo) afirmou  que “prevalecerá o ambiente de festa e de confraternização durante o torneio e que manifestações violentas serão casos isolados”. “Manifestações, se houver, serão atos isolados. Acho que o país está preparado porque a legislação brasileira protege as manifestações pacíficas e coíbe as manifestações violentas. Acho que não tenha tanta gente interessada em que a Copa seja tumultuada por manifestações violentas. Eu creio que estamos preparados, que a segurança pública vai funcionar. Aldo Rebelo é uma figura desprezível a serviço das migalhas que os petistas lhe oferecem. Como o farsante Lula culpa a imprensa brasileira pelo fracasso pré-anunciado da Copa e diz: “uma parte da mídia brasileira faz campanha contra a Copa e uma parte da imprensa do mundo repercute isto”. É sempre assim: o governo faz suas trapalhadas e culpa a imprensa. Há a real expectativa desta Copa do Mundo ser considerada uma das mais desorganizadas do planeta (segundo a própria FIFA). Sem aeroportos, hotéis, estradas, portos e principalmente segurança, fato que tem sido destaque na imprensa internacional que não está mentindo, mas apenas prevenindo seus concidadãos.

 Fujam: a PF vem ai

O serviço reservado da coluna apurou que a Polícia Federal deverá deflagrar uma nova fase de Operações antes das eleições em todo o país e Alagoas é um dos “preferidos”. Segundo a mesma fonte a operação ainda não tem nome , mas  grande número de mandados de prisão e busca já estariam  expedidos. Tudo está sendo guardado em segredo absoluto para não vazar e apenas a cúpula e alguns especialistas da PF tratam do assunto. Políticos (claro) administradores públicos e empresários fazem parte da longa lista de “agraciados”. Pelo tamanho das ações planejadas bem que poderia ser chamada “Operação Purificação”. Fica a sugestão.Logo após a “Copa do Caos” a madeira vai cantar. Quem for podre que trate de fugir.

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