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Edição nº 771 / 2014

21/05/2014 - 21:55:00

Como fazer?

JORGE MORAIS jornalista

Em apenas alguns dias, já começamos a sentir o desespero do novo secretário de Defesa Social, Dr. Diógenes Tenório, ao assumir uma responsabilidade como essa de tentar diminuir, porque acabar ninguém acaba, essa onda de violência que tomou conta do país e, neste caso, o Estado de Alagoas.

Além do tempo curtíssimo que tem pela frente – dezembro -, o secretário conta com uma estrutura física ruim das delegacias, equipamentos menos possantes em relação ao usado pelo crime organizado, e um número exageradamente pequeno de homens e mulheres à sua disposição para o trabalho preventivo, de enfrentamento ao tráfico de drogas, e ainda, oferecer segurança à sociedade.Segundo levantamento feito pelos últimos secretários que passaram pela pasta, no governo de Geraldo Bulhões, a Polícia Militar tinha um contingente de quase 12 mil pessoas, uma população menor, e situações menos complicadas em elação ao crime organizado e o combate às drogas. Na verdade, eram mais problemas pontuais e de cunho político.

Mas, talvez, esse histórico lá de trás esteja refletindo agora, sem que se tirem as responsabilidades do presente.Hoje, são 7 mil policiais para garantir a ordem pública em todo o estado; realizar o trabalho internamente; atender a pedidos de licença por doença ou não; férias; além da disponibilidade aos poderes constituídos de gente para o setor de segurança desses órgãos. Recentemente, o Governo do Estado nomeou mil homens e, ao mesmo tempo, quase 300 deixaram as nossas policias e alguns estão aguardando o mesmo caminho.Conversando com o Dr. Diógenes Tenório você já sente uma aflição muito grande.

Enxerga, também, a vontade do secretário em querer resolver, pelo menos, parte dos problemas, como descobre nele uma coragem pessoal impressionante em dizer as coisas, em fazer cobranças, e a tentativa de formar um grupo confiável para dar prosseguimento aos projetos que pretende implantar para Alagoas, neste curto tempo.

Como em qualquer lugar, seja nas repartições públicas civis ou militares, tem quem goste de trabalhar e tem os que apenas estão deixando o tempo passar. Na iniciativa privada também tem disso, mas a caneta funciona com mais rapidez e com o peso da autoridade de quem dirige.

Diferentemente do gestor público, que encontra uma série de obstáculos até se chegar a uma decisão mais drástica, por mais que ele tente e queira fazer.

De uma coisa tenho certeza absoluta, o Dr. Diógenes Tenório está carregado de boas intenções; sabe das dificuldades e dos problemas que tem para enfrentar; do grupo de trabalho que é pequeno; do pouco desejo das pessoas em ajudar, mas garante que está preparado para enfrentar tudo isso e muito mais. O que não vai admitir é o envolvimento político no seu trabalho e na vida da própria Secretaria, que acredito se encontrar assim pela ingerência dos políticos ao longo dos anos, e isso já foi dito ao próprio governador Teotônio Vilela.

Acho que o setor de segurança pública estava precisando de um homem como ele. Independente de todos aqueles que já passaram pelo cargo, devemos entender que esse é um ano complicado, um ano de eleição, onde todo mundo quer ganhar, onde as pessoas não se respeitam e se acham donas da vida e do voto dos outros.

Perder é uma palavra que não existe num processo eleitoral. Por isso, essa ganância tão grande na busca pelo voto, com um ambiente nem sempre agradável para se conviver.Se o tempo é curto; se não existe boa vontade; se tem quem não quer colaborar; pelo menos temos a certeza de que existe um homem certo e no lugar certo, mesmo que isso lhe traga problemas e preocupações.

No passado, se o secretário era um militar, causava ciúmes na civil. E se era civil, levava ciúmes aos militares. Hoje, pelo menos, é a justiça quem está com o poder e, doa a quem doer ou chore quem chorar, é de justiça que queremos e de segurança que precisamos.

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