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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 771 / 2014

20/05/2014 - 19:50:00

O casório do colesterol com a diabete

José Arnaldo Lisboa Martins

COLESTEROL, sempre foi um cara problemático, tanto para os seus pais, como para os seus familiares e amigos. Teve um comportamento rebelde e uma vida tumultuada, devido as drogas, bebidas e arruaças. Por causa disso, já chamavam-no de MAU COLESTEROL. Num certo dia, ele foi ao Médico Dr. HEMOGRAMA, que o aconselhou a fazer um EXAME DE SANGUE, para saber como estavam as suas ARTÉRIAS, se cheias ou não, de PLAQUETAS DE GORDURA.

No consultório, ele conheceu a DONA GLICOSE que estava acompanhada da sua filha, a jovem DIABETE. Elas estavam levando o resultado de um EXAME DE URINA pedido pelo Médico e, antes de serem atendidas, conversaram bastante com o COLESTEROL, quando disseram que o exame havia detectado uma elevada dosagem de ACÚCAR NO SANGUE. Falaram nos elevados preços dos Planos de Saúde e dos medicamentos. DONA GLICOSE notou que COLESTEROL olhava muito para sua filha DIABETE e, para descontrair o papo, disse que a DIABETE lhe dava muito trabalho e que, por isso, era tida como um verdadeiro “diabinho de saias”, daí seu nome ser DIABETE. Informou ser casada com o Senador TRIGLICÉRIO do PSA.

COLESTEROL falou das suas aventuras e dos vexames que já deu à sua família. Anotaram seus, respectivos, telefones e, enquanto não eram atendidas pelo Médico, DONA GLICOSE não hesitou em convidar COLESTEROL para um jantar em sua mansão. Acertaram do dia, antes que a atendente mandasse COLESTEROL entrar. Numa sexta-feira, COLESTEROL chegou no seu carrão, cumprimentou suas novas amigas e o papo recomeçou. DIABETE, pediu para que seu novo paquera falasse mais sobre ele. COLESTEROL disse que a sua família é dona de supermercados, frigoríficos, restaurantes e lanchonetes. Confessou ter tido uma juventude de rebeldia, a ponto de haver levado várias pessoas aos hospitais e, até à morte.

Falou nos seusirmãos INFARTO e no MIOCÁRDIO, dizendo que eles, também, foram rebeldes, a ponto de nunca se preocuparem com o excesso de alimentos GORDUROSOS que deixam as VEIAS E VASOS OBSTRUÍDOS.DIABETE, disse que a sua família é dona de usinas de ACÚCAR  e fábrica de DOCES, BOMBONS, BALAS E CHOCOLATES.

Contou que aos 15 anos havia se drogado e provocado  uma grande confusão numa das boates de Maceió, com pessoas feridas, a ponto de ter sido necessária uma amputação  de uma perna e um braço, de uma das vítimas. Também, na confusão, uma jovem perdeu a visão e, por isso eu fui processada, porém, tão cheguei a ser presa. O processo está parado !Depois dos acontecimentos citados, COLESTEROL e DIABETE se apaixonaram, marcaram noivado e meses depois casaram-se, evitando um casamento festivo.

Convidaram o  Bispo Dom HEMOGRAMA para celebrar as núpcias na igrejinha de Riacho DOCE, uma das lindas praias de Maceió. Na homilia, o Bispo deu conselhos para que o casal evitasse fazer novos males aos seus semelhantes. Todos os presentes sorriram, com a indireta do Senhor Bispo. Foram padrinhos o antipático Dr. REGIME e a sua esposa DONA DIETA.

A igrejinha foi ornamentada pela DONA INSULINA. Após o casamento, foi servido um jantarcom PRATOS GORDUROSOS, FRITURAS, MAIONESES e vários DOCES, TORTAS E GELÉIAS, mas, DIABETE só pensava na Lua de MEL no Rio de Janeiro, onde visitaram o PÃO DE ACÚCAR e, depois foram para São Paulo, para uma visita rápida às indústrias de LINGUIÇAS, CONSERVAS, PRESUNTOS, SALSICHAS E MORTADELAS, da família do COLESTEROL. 

Atualmente, eles estão residindo na COBERTURA de um edifício, em Maceió e já estão com quatro filhos: HEMATRÓCRITO, o NITRITO, e duas garotas, a HEMOGLOBINA e a caçula BILIRRUBINA. O interessante é que herdaram dos pais, o gosto por OVOS, MANTEIGA, DOCES E TORTAS. Comem de tudo, bebem, fumam e levam a vida sem EXERCÍCIOS FÍSICOS. Não deixam, aos domingos, os seus almoços com CAMARÃO, SIRI, SURURU, CALDEIRADA E MAÇUNIN.

 Seu Médico, sempre aconselham-nos para evitar uma VIDA SEDENTÁRIA, para que tenham uma VIDA SAUDÁVEL. Inclusive, ele sempre diz que: “Muitas pessoas passam a metade da vida prejudicando a saúde e a outra metade, tentando curar-se”.    

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