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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 770 / 2014

14/05/2014 - 11:04:00

Construção de hospital em Paulo Jacinto já dura quase dois anos

Unidade mista de saúde foi orçada em R$ 6.245.481,89, mas serviços estão praticamente paralisados

Maria Salésia [email protected]

Dia 19 de junho de 2010 o hospital do município de Paulo Jacinto, e praticamente metade da cidade, foi engolido pela fúria das águas do Rio Paraíba do Meio.

Quatro anos depois, a nova sede da unidade mista de saúde ainda encontra-se em fase de conclusão e os trabalhos continuam a passo de tartaruga. No local da obra, orçada em R$ 6.245.481,89, apenas um carro de mão, uma escada de madeira reforçada com pedaços de corda,  betoneira,  caixa dágua, alguns tijolos e um cenário de abandono e risco. 

Falta praticamente todo o acabamento do prédio e para complicar a situação não existe qualquer elemento de proteção. Os tapumes caíram e o espaço fica livre para animais e crianças circularem a qualquer hora. Uma pedra enorme,  ainda da época da terraplanagem,  continua  no mesmo  lugar.

Após a pouca chuva que caiu na região, é visível que o  aterro da parte de trás da edificação apresenta estrutura fragilizada, o que preocupa moradores da área que temem desabamento.

Outro dado que chama a atenção e deixa a população indignada é que o número de operários foi reduzido em quase 90%, o que leva a crer que irá demandar mais tempo para conclusão dos serviços.Na realidade, Paulo Jacinto, um dos municípios de Alagoas que mais sofreu com as enchentes de 2010, ainda sofre com a lentidão nas obras de Reconstrução, especialmente a unidade de saúde. Enquanto a população não recebe o novo empreendimento, o hospital do município funciona de forma precária, pois parte do prédio foi levado pela enchente, reduzindo assim as  condições de trabalho.

Outro agravante é que funcionários e pacientes correm risco ao permanecerem em um local que não oferece qualquer segurança.Localizada no Conjunto Residencial Santa Inês, parte alta do município onde foi erguida uma verdadeira cidade, a nova unidade de saúde contrasta com a paisagem local. Casas novas, quadra de esporte e uma escola se misturam ao amontoado de mato e resto de entulho que estão ao redor do futuro hospital. 

Um cidadão que mora vizinho à obra e não quis se identificar informou que há algumas semanas os trabalhos foram reduzidos, ficando apenas cerca de 10 funcionários na construção. Segundo ele, o espaço está entregue às baratas e pela lentidão nos serviços a população vai esperar muito tempo para utilizar o empreendimento.“É triste e ao mesmo tempo revoltante ver um prédio tão grande aí paralisado enquanto o nosso hospital foi reduzido a algumas salas porque a enchente levou parte do prédio. Se houvesse boa vontade ele já estava funcionando há muito tempo”, critica o morador.


Setor de engenharia garante que obra está 90% concluída

A nova unidade de saúde de Paulo Jacinto possui dimensões impressionantes, com salas grandes e espaçosas. A proposta é oferecer estrutura melhor e mais conforto para profissionais e usuários. No entanto, a demora na entrega do prédio tem indignado a população que teme que a obra seja mais um elefante branco da engenharia brasileira. A placa em frente a  construção declara valor a ser gasto, mas não diz qual o início dos trabalhos e nem prazo de conclusão.

Mas se depender do setor de engenharia da Secretaria de Saúde do Estado (Sesau), responsável pela obra, a unidade de saúde será entregue no início do segundo semestre desse ano. Segundo a assessoria de comunicação do órgão, o setor de engenharia informou que há celeridade nos trabalhos, pois 90% da obra foi concluída e a previsão é que o hospital seja entregue 

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