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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 770 / 2014

14/05/2014 - 10:46:00

PEDRO OLIVEIRA

A barbárie que nos ronda

A falta de políticas públicas no país voltadas para a educação, saúde, cidadania e segurança estão levando a sociedade para temerosos e imprevisíveis caminhos.. Os valores sociais vão se deteriorando a cada dia e a falta de credibilidade nas instituições estão levando as pessoas a tomarem posições  nada convencionais e mais perto do irracional. O não confiar na Justiça e no aparato de Segurança Pública tem provocado o equivocado e perigoso ato de “justiça com as próprias mãos”. A pergunta: até onde esta tragédia anunciada irá nos levar?Ao som de gritos de “queremos justiça”, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi enterrada no Cemitério Jardim da Paz, no Guarujá, litoral de São Paulo.

Fabiane foi linchada por moradores do bairro Morrinhos, após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças para ritual de magia negra cujo retrato falado estava sendo divulgado na internet. Cerca de 300 pessoas foram ao cemitério prestar uma última homenagem a Fabiane. O grupo cantou ao menos três vezes um dos cantos religiosos preferidos da dona de casa, que diz “meu advogado mora lá no céu. Verdadeiro e justo ele é sempre fiel. Meu advogado é Jesus!”.

Amigos da dona de casa descreveram Fabiane como uma mulher dedicada à família e à igreja. Frequentadora da Igreja São João Batista, no mesmo bairro onde ocorreu o linchamento, ela foi espancada enquanto segurava uma bíblia, onde guardava fotos das duas filhas - uma de 12 e outra de 1 ano.Amigos acreditam que as agressões começaram depois que Fabiane entregou uma banana que havia acabado de comprar para uma criança que estava na calçada.

O ato teria sido mal interpretado por transeuntes. Especialistas dizem que o linchamento da dona de casa Fabiane é resultado da falência do sistema de segurança pública e da falta de credibilidade de parte da população na Justiça. - Há uma falta de confiança na polícia e na Justiça, principalmente. Essas pessoas, então, resolvem fazer uma suposta justiça num julgamento sumário, na base do ‘ouvi dizer’. Não há o direito de defesa. Se parte direto para o justiçamento. Também não há lei, nesse caso, onde é instalada uma verdadeira barbárie, com justiceiros tão criminosos quanto os que eles dizem estar combatendo.

Recentemente durante comentário no “SBT Brasil”, a apresentadora Rachel Sheherazade disse que a ação de “justiceiros”, que prenderam um suposto assaltante a um poste na zona sul do Rio, era “compreensível”. A declaração culminou com a revolta de políticos, artistas, internautas, pessoas que defendem os direitos humanos e jornalistas.Um deles foi Ricardo Boechat. Ele disse que a opinião dela é uma “bosta”, mas que tem o direito de se expressar. Em seu programa na rádio Bandnews FM, ele ainda a chamou de “fascista”. Já jornalistas como César Filho e José Luiz Datena a defenderam.Não pretendo buscar culpados, mas o fato nos  assusta e nos leva a temer o amanhã com tanta violência e a barbárie que nos ronda.

Por que Dilma mente?

A presidente da República, infelizmente, mente aos brasileiros no momento em que diz que o reajuste de 10% no Bolsa Família permite que a remuneração alcance aquele patamar mínimo estabelecido pela ONU de 1,25 dólares por dia, com uma renda mínima para se estar acima da linha da pobreza. Para que isso fosse verdade, o reajuste teria que chegar a R$ 83 e não a R$ 77 como ela falsamente anunciou. Na verdade, o que estamos assistindo é a presidente que acha que a crise da Petrobras é responsabilidade da oposição e não daqueles que a transformaram em um grande balcão de negócios suspeitos. Infelizmente, a presidente fala que vai dialogar com os trabalhadores e eu não a vejo aqui hoje ou não tenho notícias dela em qualquer evento dos trabalhadores. Acho sim que é uma presidente que está acuada pelas pressões internas e, infelizmente, pelos atos do seu governo que levaram ao recrudescimento da inflação, isso sim, algo perverso com a classe trabalhadora. Certamente, uma orientação do seu marqueteiro e é um discurso mais uma vez extremamente marqueteiro querendo se apropriar de um sentimento que é extremamente amplo na sociedade brasileira que quer mudanças. Mas é preciso que ela saiba que esta mudança, que este sentimento de mudança da grande maioria da população, não inclui a permanência da presidente da República no governo (Aécio Neves).


O mesmo DNA, meu camarada

Não duvido da capacidade e da experiência do jovem deputado Renan Filho, pré-candidato da oposição ao governo do Estado. Tem tido uma trajetória com saltos largos. É um politico articulado, carismático e cumpre com competência o seu mandato de deputado federal. Se está pronto para governar Alagoas, só o tempo e as urnas dirão. Achei apenas desnecessário que o senador Renan Calheiros, pai, destacasse em seu discurso que “a escolha do nome do deputado não tem nenhuma ligação com parentesco”. Um ato falho que não convence ninguém. O grande e imbatível candidato ao governo seria o próprio senador, que por conveniências políticas abdicou da candidatura e fez a indicação. Não tivesse seu sangue e o de dona Verônica nas veias, jamais teria sido o escolhido, mesmo sendo um nome eleitoralmente potencial. 


Os excluídos e marcados

Não é possível que os integrantes do PRTB e PMN, expulsos da Frente de Oposição, com a motivação de “depuração”, tenham saído sem um grande constrangimento após a medida que os deixa em situação de muita dificuldade no jogo eleitoral que se inicia. A  referência mais amena ouvida na reunião do chapão com relação aos excluídos foi de “impuros”. Outros colocavam: “o palanque não vai suportar o peso das consciências”, ou “ com esse time os  adversários terão munição para uma guerra de cem anos”.A verdade é que os nomes expulsos “pelos maus costumes” e “fichas sujas” ,segundo os lideres da oposição, carregarão essa marca onde quer que estejam, o que pesará muito para atrapalhar suas eleições.

Jogo feito. Cartas na mesa

Está praticamente montado o cenário das eleições para governador de Alagoas. Com o lançamento das pré-candidaturas de Eduardo Tavares, Renan Filho e Benedito de Lira não há muito mais o que discutir a não ser a composição  para o companheiro de chapa de cada um ( vice) e a definição do quadro para a disputa do Senado. Estão em cena os três protagonistas de um dos maiores embates políticos de nossa história recente. Os que aparecerem daqui pra frente serão apenas coadjuvantes, sem nenhuma expressão na disputa eleitoral. Ai estão três candidaturas de peso e medida e qualquer tentativa de dizer quem vai levar não passará de especulação antecipada e precipitada.  As três “seleções” vão entrar em campo como se fossem para uma guerra, mas tudo só acontece depois da Copa do Mundo de Futebol. A dos votos terá que esperar mais um pouco.

Enquanto isto a preparação: marqueteiros em ação em busca de formar a mais “vendável” imagem do candidato; articulações de bastidores na busca de fortificar as coligações, os cálculos contados e recontados dos preciosos minutos de televisão; a preparação dos “arquivos da maldade” com a vida pregressa, os pecados e os “deslizes” de cada um e o principal: a contabilidade financeira em busca de juntar milhões (lícitos e ilícitos) para torrar no pleito que será um dos mais caros também da nossa história eleitoral.Estão aí para apreciação do eleitorado os três nomes dentre os quais sairá o sucessor de Teotônio Vilela Filho. Eduardo Tavares, Renan Filho e Benedito de Lira.

Que cada um apresente seu currículo eleitoral, seu passado e o que tem para oferecer para a Alagoas do futuro. Que se faça uma campanha limpa (se é possível), voltada para propostas de desenvolvimento e que gere confiança no eleitorado tão descrente dos nossos políticos e suas falácias.As pesquisas (muitas) dão sinais que o eleitor está levando mais a sério o seu papel e isto pode fazer a diferença. As redes sociais têm contribuído para maior conscientização do voto e vão ter papel decisivo no próximo pleito, não se tenha dúvidas. Há um evidente clamor por mudanças, mas não de “faz de conta”. Aquele que tiver a capacidade de passar para o eleitor a real possibilidade de que a coisa vai mudar, sairá na frente. Esse é hoje nosso quadro sucessório eleitoral. O resto ainda é muito cedo para previsões. O jogo está feito. As cartas estão na mesa. Ganhará quem melhor jogar.

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