Acompanhe nas redes sociais:

24 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 770 / 2014

14/05/2014 - 10:31:00

Sopa de aquário

Eduardo Davino Ex-presidente do Sindipetro AL/SE cassado pelo golpe de 1964

Sem fazer apologia ao sistema político chinês o ex-presidente Luiz Inácio da Silva exibiu, sem querer, a sua face antidemocrática, fundamentalista e hipócrita ao afirmar que sindicatos e Congresso Nacional são obstáculos: “A China não tem sindicatos reivindicando salários. A China não tem Congresso Nacional votando. A China não tem o tanto de obstáculos que nós temos aqui”.      Antidemocrático, fundamentalista e hipócrita na medida em que revela intolerância ao poder partilhado, prega com veemência e não acredita em sua própria pregação.

Em verdade a República Popular da China não tem sindicatos livres, não tem salário mínimo nacional, em média são cinco dólares mensais mas tem, sim, pena de morte para ladrões transitados em julgado da marca dos cúmplices do Lula, a exemplo do Dirceu, Genoíno, Delúbio e Marcos Valério.

Acaso a homilia lulista fosse minimamente honesta acerca das “virtudes” da China, Cuba, Venezuela, seria uma ameaça real para capitalistas dotados com extraordinária “competência animal”, urdidos nos bastidores governamentais, a exemplo do fenomenal pimpolho Fábio Luiz Lula da Silva, do “Rockefeller tupiniqim” Eike Fuhrken Batista da Silva, do bilionário Alberto Youssef, o menino prodígio que vendia salgados pelas ruas de Londrina e do senador alagoano que cria bois de ouro.

 Esse discurso embusteiro é antigo, próprio de um sindicalismo pelego, oportunista e sem caráter que obtinha aumento salarial conforme a pauta estipulada pela ANFAVEA e pelo governo dos generais, visto que, na época os preços dos automóveis eram cipados, tabelados pelo governo militar para um consumidor disposto ainda a pagar ágio pelas carroças fabricadas nas multinacionais do ABC Paulista. O preço dos automóveis, enfim, rebocava sobre as costas dos brasileiros o lucro das montadoras e a folha salarial dos metalúrgicos que ainda recebiam adjutórios do orçamento federal.  

 Lulistas aloprados, alcaguetes do DOPS, de nádegas desde sempre acomodadas nas poltronas dos arranha-céus da avenida paulista, mantêm o presidencialismo de colisão com prepotência cega; fizeram a cabeça da presidente Dilma que nomeou e repentinamente exonerou todo um ministério por fundadas suspeitas de corrupção; endividaram em montantes insuportáveis a Petrobras e a Eletrobrás; causaram uma  asfixia financeira que precipitou a venda, por preço vil, para empresas europeias, com substancial participação  acionária de americanos e, para a estatal chinesa, a jazida petrolífera do pré-sal; edificaram uma monumentalidade de ativos podres no BNDES a exemplo dos estádios da copa do mundo amortizáveis financeiramente nos “próximos” 1400 anos; mantêm o longevo e criativo ministro Mantega que combate a inflação maquiando as contas nacionais e utiliza os recursos de sustentabilidade do setor energético e, de mais a mais, praticam um sem número de outras malfeitorias desestruturantes do Brasil sob o argumento simplista de um efêmero bem estar social sem dizerem, contudo, como a fatura, em breve, será paga pelo povo brasileiro.

O ex-presidente Luiz Inácio da Silva e os lulistas não foram humildes para compreenderem a sábia e objetiva lição ofertada pelo ex-presidente da Polônia, sindicalista sincero, culto e patriótico Lech Walesa que, percebendo o assanhamento acomunistado do Lula, alertava o então presidente do Brasil para o fato de ser relativamente simples transformar um estado capitalista, com economia sólida em um estado comunista, basta dividir o que se tem.

Muito difícil e penoso é fazer o contrário, com a economia aos escombros e a escassez própria dos acomunistamentos de ocasião – a Venezuela é exemplo - voltar ao crescimento econômico. “Fazer um sopa com um aquário é simples, basta por o aquário com os peixes no fogo e a sopa logo estará pronta. Fazer depois a sopa e voltar a ser aquário, com os peixes vivos, é que é muito complicado...

” Encerro, saudando apenas aos que têm vergonha na cara para manifestar repúdio à prática lulista que defende e sustenta o roubo na Petrobras, Correios, Eletrobrás, DNIT, Banco do Brasil e em outras propriedades do povo brasileiro sob uma falsa retórica de não privatizar, mas, desde sempre privatizando de modo dissimulado, à socapa, sem admitir que as estatizações e as privatizações não são, necessariamente, abjetas.

As privatizações ou estatizações são sórdidas na exata medida do safadismo e da incompetência. Enfim, sórdida de fato é falta de caráter do lulismo, facção petista ultracorrupta, uma coalizão infeliz com Paulo Maluf, Sarney, Jader Barbalho, André Vargas e, representando o Estado de Alagoas, o famoso senador dos bois de ouro, dentre outros do espécime. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia