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Edição nº 770 / 2014

14/05/2014 - 10:25:00

Maceió, o trânsito e seus problemas

Sebastião Palmeira*

Tornou-se uma aventura dirigir em Maceió. Nossas ruas estreitas e mal projetadas ficaram pequenas para o número excessivo de carros financiados em suaves e ínfimas prestações mensais pelos bancos e financeiras.  Isso gerou uma avalanche de automóveis circulando pela cidade, causando atropelamentos, acidentes e colisões as mais diversas. Além do excesso de carros, acrescenta-se a grande quantidade de motos, igualmente financiadas em módicas prestações mensais. Como se não bastassem tantos veículos em circulação, os seus condutores são ousados, atrevidos, mal educados e agressivos. Não há solidariedade no trânsito, ninguém respeita ninguém, qualquer coisa é motivo de briga e agressão verbal e pessoal.

Sinto saudade de Maceió do passado, quando dirigir era prazeroso e divertido. Era uma verdadeira terapia passear de carro pelas bucólicas ruas da nossa cidade. As pessoas de menor poder aquisitivo circulavam de ônibus em agradáveis passeios, indo até a praia da Sereia. Hoje andar de ônibus, tornou-se um inferno, um suplício; só os miseráveis submetem-se a esse martírio. A evolução e o progresso só serviram para piorar a nossa qualidade de vida.Os motoqueiros são verdadeiros malabaristas, desafiando a tudo e a todos.

Em sua maioria são inconseqüentes, tendo o número de acidentes com motos aumentado assustadoramente, vez que os condutores de automóveis não respeitam ou fazem pouco caso deles que ousam competir com os mesmos.Os motoristas não respeitam as faixas destinadas aos pedestres e passam em alta velocidade. Na Avenida Silvio Viana, em Ponta Verde, em frente à barraca Pedra Virada, existe uma faixa destinada aos pedestres. Essa faixa é passagem obrigatória para as pessoas que moram nos edifícios defronte à referida barraca e à banca de revistas “Versalles” e fazem caminhadas no calçadão.

Essas pessoas correm risco de morte. Já presenciei um idoso  ser atropelado naquela faixa, ficando em uma poça de sangue, enquanto aguardávamos  a chegada do SAMU. A vítima tinha saído da barraca e ia apanhar seu carro, estacionado do outro lado. Foi chocante! Não esquecerei jamais aquela cena!A prefeitura de Maceió deve instalar, com urgência, naquele local, um semáforo igual ao que fica em frente ao hotel Ponta Verde, onde o pedestre aciona o botão e o sinal fecha para os carros, enquanto as pessoas atravessam a faixa com segurança.Esse local a que me refiro é interditado aos domingos pela Prefeitura para o lazer das crianças e de seus pais. É um local agradabilíssimo.

Entretanto, além da falta do semáforo, há outra aberração. Existe entre os edifícios Sirius e Versalles uma “boca de lobo” sempre transbordando água contaminada com fezes e urina. Um verdadeiro atentado à saúde das crianças que brincam naquele local e aos moradores que ficam enojados com a fedentina insuportável.  Essa boca de lobo fica exatamente no cruzamento da Rua Cláudio Ramos com Avenida Silvio Viana.

 É uma vergonha e decepcionante para os turistas que nos visitam e ficam horrorizados com tamanha podridão. O saneamento feito naquela região foi de  péssima qualidade, não funciona e as águas contaminadas retornam para os ralos dos apartamentos mais baixos sendo, por conseguinte, mais um engodo praticado pela  CASAL e pelas empresas responsáveis por tamanha falta de vergonha.

A CASAL que deveria cuidar dos esgotos, dos quais cobra e recebe taxas embutidas nas contas da água,  nada faz, é um órgão inoperante e falido! Eis, portanto, a razão de tantas doenças na Capital. Maceió, outrora conhecida como Paraíso das Águas, tornou-se o paraíso da dengue, que continua fazendo vítimas e matando pessoas, notadamente crianças e idosos.

Vale ressaltar que o IPTU cobrado aos moradores da Ponta Verde é altíssimo, sem se falar dos caríssimos condomínios que são cobrados aos condôminos daquela região. E por falar em dengue, perguntar-se-ia: onde estão os carros “fumacê” que circulavam em Maceió para enfrentar e combater essa famigerada doença provocada pelo mosquito Aedes Aegypti, erradicado há mais de cem anos, no Rio de Janeiro, pelo grande e saudoso brasileiro, o sanitarista Osvaldo Cruz.

Isso é uma vergonha! Uma falta de administradores capazes e honestos.Além desses problemas, a  Avenida Silvio Viana e a pista que fica entre os coqueiros e edifícios viraram pista de corrida para carros e motos que passam em altíssimas velocidades após as 22h. E mais das vezes durante o dia. Com a palavra o DETRAN e a SMTT.  

*É Advogado, Procurador do Estado e Diretor Geral da SEUNE

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