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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 770 / 2014

13/05/2014 - 17:54:00

Gabriel Mousinho

Começa a guerra eleitoral

Todas as coligações apresentaram seus candidatos ao Governo. Começou com o PMDB de Renan Filho, o PSDB de Eduardo Tavares e o PP de Biu de Lira. Esses, com reais chances de ganhar as eleições de outubro.Mas tudo não são flores neste início de batalha, que deverá se estender até o dia 30 de junho, prazo final para as Convenções partidárias e definição de alianças e candidaturas. A partir agora, é o salve-se quem puder.Para obter espaços no Guia Eleitoral e ter tempo suficiente para apresentar projeto de governo, se defender e consequentemente atacar, os partidos lutam para ampliar as composições políticas. Nos bastidores infernizam a vida de candidatos, criam dificuldades para os diretórios regionais e utilizam de todos os meios para garantir minutos suficientes para ficar bem colocado no Guia Eleitoral.Até junho o risco de traições é grande. Propostas de toda a ordem irão aparecer e quem for mais esperto, administrará esta onda que tende a aumentar a cada dia que passa. A guerra para as eleições majoritárias de outubro já começou. Quem for podre que se quebre.

Acreditando

Mesmo não sendo do ramo, o candidato do governo, Eduardo Tavares, tem transitado bem em algumas pesquisas eleitorais. Tem a seu favor sua conduta por onde passou e a habilidade de ter conseguido harmonizar o Ministério Público, que comandou  durante quatro anos. O governador trabalha por ele e acredita em sua eleição, mas sabe que encontrará páreo duro pela frente.


Defenestrado

Ninguém sabe até agora o que o PRTB vai fazer após o  PMDB rejeitar seu apoio. Estão fora do contexto do bloco de oposição, João Beltrão, Antônio Albuquerque, Cícero Ferro e por tabela o ex-prefeito Cícero Almeida. O deputado Francisco Tenório também é expurgado da aliança.


Troco

Mesmo que ninguém acredite, porque podem ter jogado para a plateia, o PRTB dar o troco nos próximos dias, fazendo alianças com outros candidatos ao governo. Muitos não esperavam a decisão do PMDB, que optou por não se aliar a candidatos com pendências na Justiça. O partido achava que o palanque ficava pesado demais.


Ele ficou

O filho de João Beltrão, Marx Beltrão, como é dos quadros do PMDB, vai ficar por lá mesmo, independentemente de seu pai ter sido rejeitado pela cúpula do partido que indicou o candidato a governador.

Infidelidade

Ninguém sabe se os partidos irão tomar algumas providências, mas a infidelidade partidária é feita às claras. Prefeitos de um partido apóiam candidatos de outros, dirigentes fazem a mesma coisa e parece que todos zombam da legislação eleitoral.

Dificuldades

Se o PSDB não ampliar as alianças partidárias terá séria dificuldade de eleger Pedro Vilela, que era pule de dez meses atrás. O partido, se ficar por aí somente com o DEM, pode não atingir o coeficiente eleitoral suficiente para eleger um deputado federal.


Vai pra luta

O vice-governador José Thomaz Nonô já decidiu que disputará o Senado da República, enfrentando Fernando Collor e Alexandre Toledo, se não mudar de opinião até as convenções partidárias marcadas para o próximo mês.


Assediado

O deputado federal João Lyra que bateu o martelo para apoiar o senador Biu de Lira para o governo, começou a ser assediado por outras legendas. O governador queria contar com seu apoio, mas Lyra fez uma visita ao Chefe do Executivo e disse que tinha compromisso anterior com o Biu. Vilela deve tentar agora convencer Givaldo Carimbão para participar de sua aliança.


Decisão

Se fosse pela vontade do governador Téo Vilela, seu candidato seria o Biu. Mas a pressão de Aécio Neves e de Fernando Henrique Cardoso para montar um palanque em Alagoas, fez Téo mudar de rumo. Se ganhar a eleição, tudo bem. Se perder deverá se juntar a Biu de Lira em um eventual segundo turno. 

Vice só depois

Nenhum dos candidatos ao governo quis anunciar o nome do vice-governador. Acham que a escolha deverá ficar mais pra frente, onde também serão escolhidos os suplentes das chapas majoritárias.


Vale tudo

Nos bastidores da política alagoana vale tudo. Até falar na mãe. O jogo sujo já começou, com fritura de candidatos e presidentes de partidos. A coisa deve se agravar à medida que se aproximam as convenções partidárias.


Última salvação

Desiludidos com a Justiça, lideranças da antiga Ceal terminaram procurando o senador Renan Calheiros para intermediar uma conversa sobre o pagamento do Plano Bresser com o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. A reunião vai acontecer na segunda-feira e o advogado Josenal Fragoso espera que o governo apresente uma proposta. A ação na Justiça já durante 25 anos e muitos da Ceal já morreram.


Absurdo

O Plano Bresser foi ganho pelos servidores da antiga Ceal em todas as instâncias, inclusive no Supremo Tribunal Federal. Mas emperrou no Tribunal do Trabalho. Uma injustiça e um descaso.


Aliança do PP

Na última segunda-feira o PP reuniu líderes de partidos políticos no Hotel Ponta Verde e anunciou a pré-candidatura de Biu de Lira ao governo e de Alexandre Toledo para o Senado. Estiveram presentes os deputados Maurício Quintela, do PR e João Lyra, do PSD, Kátia Born e Alberto Sextafeira, pelo PSB, Rogério, pelo PSL, Régis Cavalcante, do PPS, JHC e João Caldas, pelo Solidariedade. Juntos eles terão aproximadamente oito minutos de televisão no Guia Eleitora, podendo ampliar dependendo de novas alianças.


 Beneficiada

Com quatro candidatos ao Senado, a situação de Heloísa Helena fica bem melhor no quadro eleitoral, aliado ao seu desempenho em pesquisas feitas recentemente. Helô, como é chamada carinhosamente, manterá os votos de esquerda e roubará eleitores de várias tendências, como de Alexandre Toledo, José Thomaz Nonô e Fernando Collor.


Com a bola toda

O ex-governador Ronaldo Lessa foi um dos mais prestigiados durante o encontro do PMDB que indicou Renan Filho como candidato ao governo. O próprio senador Renan levou a comunicação da decisão do partido para Lessa, que coordenará o Chapão. Já a indicação de Collor para o Senado pareceu ser muito discreta.


A câmara desaba

O teto da Câmara de Vereadores de Maceió não resistiu a uma chuvinha mais forte. Praticamente desabou. Prédio velho, sem a manutenção devida, é um risco para os vereadores, servidores e a população.

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