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Edição nº 769 / 2014

07/05/2014 - 19:17:00

Collor, Renan e Biu miram controle de R$ 9,8 bilhões para chegar às urnas

Senadores querem mostrar poder em Alagoas e Brasília; mais de mil obras estão na lista

Odilon Rios Repórter

Três grupos diferentes e na frente deles uma fortuna R$ 9,8 bilhões a serem gastos até o final do ano- apenas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC-2. Três nomes divergentes em muitos momentos- tentam firmar o próprio espaço político nas eleições de outubro e mostrar, em Brasília, que possuem vez, voto e poder em Alagoas.

O PAC-2 significa as digitais da era Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, nomes fundamentais na política nacional e que serão ostensivamente usados nos palanques locais, mesmo que ambos passem longe do segundo menor Estado do Brasil. Mas, o uso e o abuso do nome dos dois garante, é o que diz a mais recente pesquisa Ibope (divulgada mês passado no Estado) mais votos a qualquer candidato. Lula, por exemplo, é capaz de mudar a ideia de metade dos votantes. Basta pôr a mão no ombro de alguém.

E o PAC-2 tem uma carteira de obras extraordinária. Atualmente, 1.139 empreendimentos, indo do Água e Luz para todos até Minha Casa, Minha Vida. Apenas no Minha Casa são 50 empreendimentos, incluindo o Vale do Reginaldo, além de projetos em Arapiraca, Boca da Mata, Cajueiro, Campo Alegre, Capela, Coruripe, Delmiro Gouveia, Jequiá da Praia, Ibateguara... uma lista interminável de cidades.

Visita obrigatória dos candidatos que carregam Lula e Dilma na língua.Em Água e Luz, são 24 empreendimentos, metade deles de olho no petróleo e gás natural. A maioria deles, a bacia de pré-sal entre Alagoas e Sergipe, ainda adormecida, apesar de descoberta pela Petrobrás, que hoje prioriza a exploração em águas profundas na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

Disputa palmo a palmo

Obras disputadas centímetro a centímetro, tijolo a tijolo. Não por acaso, o senador Benedito de Lira (PP) virou dono do Ministério da Integração Nacional. Indicou Gilberto Occhi, ex-superintendente da Caixa Econômica Federal em Alagoas, também bastante ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). 

Na sede da CEF alagoana, ambos tomavam cafezinho. Conversavam a portas fechadas. Mas, Occhi, agora, foi indicado por Biu de Lira ao Ministério da Integração Nacional.E Biu não perde tempo. Em abril, levou o prefeito Rui Palmeira (PSDB) ao ministro. Mostrou seu poder de fogo: R$ 29,2 milhões de conjuntos habitacionais: pavimentação e drenagem pluvial do Gama Lins (R$ 4,2 milhões); residencial Jardim Planalto, no Santos Dumont (R$ 2 milhões). 

No Salvador Lira, a drenagem pluvial da Bacia do Marituba e pavimentação de diversas ruas: R$ 16 milhões; mais R$ 7 milhões para pavimentação e drenagem na Comunidade Nuporanga no Bairro Santa Lucia; outros R$ 57 milhões em obras no trânsito. E pavimentação completa do Clima Bom e Jardim Petrópolis: R$ 35 milhões. 

“O ministro Gilberto Occhi informou que os projetos serão submetidos à análise dos órgãos técnicos do Ministério das Cidades. Como sempre faz, o senador Benedito de Lira vai acompanhar cada passo das demandas do interesse de Alagoas”, diz texto da assessoria de Biu.O senador Fernando Collor (PTB) fará, em maio, uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado na Assembleia Legislativa. Já apresentou requerimento pedindo diligências sobre as obras federais em execução no Estado.

Canal do Sertão, das rodovias BR-101, da BR-316 (no trecho compreendido entre Inajá-Carié) e da BR-416 (no trecho entre Ibateguara e Colônia Leopoldina) estão na lista. Collor é presidente da Comissão. Ao entregar máquinas e equipamentos- obtidos através de emendas parlamentares dele e que vão auxiliar a execução do PAC2- também fez questão de mostrar seu carimbo político: ““Essa entrega é fruto do meu trabalho e, sobretudo, da preocupação do governo federal com Alagoas.

Tudo isso só foi possível, também, por causa do empenho da prefeita Célia Rocha. Sinto-me recompensado ao ver a alegria que essas máquinas trazem para as famílias”. Citou, ainda,  a prefeita de Arapiraca aposta para atrair votos no interior. 

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