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Edição nº 769 / 2014

07/05/2014 - 19:15:00

Renan lidera alocação de recursos para Alagoas

Odilon Rios especial para o EXTRA

Há ainda o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), dono da vida e da morte (política) de muitos. Esta semana, mostrou poder no Senado ao instalar a CPI da Petrobrás, sob fogo cruzado da oposição. Será uma investigação mista- envolve as denúncias na maior estatal brasileira, mas também as obras do metrô paulista (coração do tucanato nacional) e do porto de Suape (em Pernambuco, sob domínio de Eduardo Campos).

Mesmo desafiando o Judiciário, Renan vira o fiador do Palácio do Planalto- claro, de olho nas eleições.E Renan-pai é o mais famoso dos três senadores, ao mostrar obras de engenharia no Estado: do Canal do Sertão ao Bolsa Família, passando pelas casas da Reconstrução. O presidente do Senado aparece em todas.

E quer o deputado federal Renan Filho (PMDB) sendo tão onipresente quanto ele. Ponta de lança dos Calheiros, Renan Filho aparece lado a lado a defensores públicos, família, integrantes de partidos, evangélicos. No encontro da oposição, em Penedo, há duas semanas, impressionou prefeitos e empresários.

Em uma visita a Braskem, mostrou dominar macroeconomia. Quer ser a sombra do pai e ao mesmo tempo vida própria. Embarca nas obras federais para evitar que a dança do Biu possa fazer chover na sua horta politica e estragar a sua eleição ao Governo- ou jogar água no chope na comemoração.

No próximo dia 16, Renan Filho quer lançar seu plano de Governo. É um diagnóstico sobre todo o Estado- oferecendo alternativas. Algumas delas esquecidas – voluntariamente- pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB): a escola em tempo integral. “Renan Filho vai bancar a escola em tempo integral”, disse um integrante do QG da oposição.


Desenvoltura

Fato mesmo é que tanto Renans, Collor e Biu de Lira terão de mostrar desenvoltura com o Palácio do Planalto guiando as obras federais. No período da Copa, a prioridade vai para as cidades-sede. Sob saraivada de críticas, a União quer impressionar a Fifa, turistas e garantir votos dos brasileiros- e claro uma final, no Maracanã.

Quem sabe um Brasil e Uruguai, para retirar o trauma da Copa de 50?Alagoas está fora da lista da Copa do Mundo. E os senadores, sem a bola nos pés, apostam na maior obra hídrica de Alagoas: o Canal do Sertão, um projeto faraônico pelo tempo (22 anos) e tamanho (28 cidades). Somente este ano, o Canal recebeu R$ 4,1 milhões. 46% dele foi concluído.

O Água para Todos? Quase um milhão de reais, para comunidades ribeirinhas ao São Francisco.Não só os tijolos, mas pessoas são o público-alvo. Alguns com potencial de financiar campanhas: produtores de cana, usineiros. Segue a lista da procura. Quem tem pouco a mostrar transforma o pouco em muito. O deputado federal Alexandre Toledo (PSDB) procura os pequenos produtores, apontando alguns benefícios para eles.

E o procurador de Justiça Eduardo Tavares- sem obras- vai a Penedo esta semana tentar convencer Alexandre a virar seu vice. E se os senadores mostram pessoas, Tavares tem as suas. Ganhou, na semana passada, o apoio da presidente da Associação dos Promotores de Alagoas (Ampal), Adilza Freitas, na disputa ao Governo de Alagoas. Nas redes sociais, Tavares mostra estar lado a lado não só do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), mas de integrantes do Ministério Público, como o procurador-Geral de Justiça, Sérgio Jucá, e o presidente do Conselho Estadual de Segurança, juiz Maurício Brêda.

“Estimado amigo você é um exemplo de gestor que o estado espera e a sociedade exige. Com despreendimento, dedicação, zelo e de forma destemida assume desafios que surgem no seu caminho. E como não é covarde, sacrifica a vida pessoal e enfrenta cada batalha como se fosse a única. Deus ilumine seu caminho!”, assinou Adilza, pelo Facebook.

Eduardo Tavares é tratado como elemento novo na campanha, com capacidade de enfrentar o chapão. Uma ideia do governador- com 30 anos de política nas costas, uma não-eleição este ano ao Senado e muito mistério a esconder: um novo contra velhos.Vilela põe o dedo na boca e, com o braço levantado, sente a direção do vento. Será a vitória? A oposição aposta, apenas, em um segundo turno que tenta evitar a todo custo.

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