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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 769 / 2014

07/05/2014 - 16:53:00

Gabriel Mousinho

O vice e a artimanha política

O leitor pode esperar mais notícias sobre os voos do vice-governador José Thomaz Nonô com relação às eleições de outubro. Para quem o conhece, esta história de apoiar Eduardo Tavares e receber com muita tranquilidade um balão do governador Téo Vilela não vai ficar assim. Ele, mais do que ninguém, sabe que a candidatura de Tavares é, no quadro atual, uma aventura, já que ele não tem bagagem política suficiente para disputar, logo de cara, uma eleição majoritária, mesmo que seja apoiado por Vilela.Nonô é político velho, matreiro, experiente e não daria um tiro no pé se aceitasse compor o seu DEM com o PSDB e disputar a eleição para senador, enfrentando ninguém menos do que Fernando Collor e Heloísa Helena. Ele sabe perfeitamente que a coligação tem que ter musculatura política, alianças fortes, redutos definidos e, a esta altura do campeonato, é muito difícil de montar uma composição capaz de disputar uma eleição de igual para igual, como no caso Renan Filho e Benedito de Lira.Como a política é dinâmica e Nonô tem a esperteza e agilidade de um felino, novos lances deverão ser conhecidos até as datas das convenções. Afinal de contas o vice-governador não quer apenas ser um figurante importante nas eleições de outubro. Ele quer, sim, ganhar as eleições. 

O dia D

No próximo dia 5 o PMDB deverá anunciar o nome do seu candidato a governador, no caso Renan Filho e disso o partido não abre mão. Quem quiser vir a reboque para o bloco de oposição esta é a hora, mas não espere novos voos, já que o PMDB reina absoluto nesse Chapão.


Jogo de cintura

Os dirigentes partidários que irão compor com o PMDB de Renan Calheiros devem ter muito jogo de cintura e ficar conscientes sobre quem manda no pedaço. O que Renan quiser será para ser feito, se não, é bom procurar outro lugar para se abrigar. É assim em Alagoas com o PMDB, é assim em Brasília, tanto no Senado como na Câmara dos Deputados.


Alerta geral

Nos bastidores do PMDB já se fala na possibilidade de o médico José Wanderley Neto ser o candidato ao Senado, o que afastaria do bloco o senador Fernando Collor, que tem participado dos encontros do Chapão, ninguém sabe se convidado mesmo. A expectativa é geral.

Palanque pesado

Há quem diga que muitas divergências irão ocorrer a partir da decisão das alianças nas convenções partidárias. Renan Filho leia-se Renan Pai, vai ter que transitar muito bem entre Cícero Almeida, Fernando Collor, Ronaldo Lessa, Paulão e outros tantos que se dizem oposição, até mesmo Givaldo Carimbão que parece já definiu sua situação política depois de dar voos rasantes em conversas com outros partidos. É uma coligação para dar dor de cabeça.


Palanque pesado 2

Quem não está gostando nada do que falam em palanque pesado com Renan Calheiros é o senador Fernando Collor. Com grande poder de fogo, Collor pode ser uma pedra no sapato de qualquer aliado que possa querer se meter na sua caminhada para continuar no Senado.

Complicação

Se for mesmo comprovado que cerca de dezessete partidos irão participar do bloco de oposição, é de se imaginar o tamanho do problema que os seus líderes terão que administrar durante a campanha política. 


Primeiro problema

O PT não está vendo com bons olhos rumores sobre a chapa majoritária do bloco de oposição. Falam que o PMDB quer emplacar Luciano Barbosa como vice, para dar oportunidade mais segura a Givaldo Carimbão, que fez um acordo para permanecer no grupo e indicar cargos no governo federal. O Partido dos Trabalhadores quer o cargo de vice de Renan Filho. Se não conseguir vai dar zoada.


Sem dúvidas

O governador Téo Vilela apresentou um tucano, no caso Eduardo Tavares, para ser o candidato do governo. Mas, de pronto, sabe que não deverá contar com o prefeito Rui Palmeira que, mesmo proibido pela legislação eleitoral por fazer parte do PSDB de participar de comícios, fará campanha para Benedito de Lira, a exemplo do vice Marcelo Palmeira, que tem estado presente em todas as ações da prefeitura em Maceió. Um desfalque e tanto para as pretensões de Eduardo Tavares.

Deu errado

Os mais íntimos amigos do governador Téo Vilela analisam sua decisão de lançar Eduardo Tavares como candidato como precipitada, inconsequente, primária e isolamento das principais lideranças de Alagoas. Eles analisam que, com esta conduta, Téo sepulta definitivamente suas pretensões futuras na política alagoana.


Boa sorte, Diógenes

Numa tentativa desesperada de acertar os ponteiros na segurança pública, o governador Téo Vilela joga sua última cartada, com a indicação do juiz Diógenes Tenório, um exemplo de magistrado, de pessoa, de pai de família, de cidadão. É pena que seja por pouco tempo, já que se está praticamente no final do governo. Diógenes, pelo menos, se não diminuir o índice de violência que cresce a cada dia, vai poder preparar uma equipe que deverá ser de muita utilidade no próximo governo.


Arredios

Nos encontros semanais em Maceió, prefeitos de várias regiões de Alagoas comentam sobre a indicação de um membro do Ministério Público como candidato ao governo de Alagoas. Muitos deles fogem do MP como o diabo foge da cruz.


Negócio fechado

A indicação do vereador Zé Márcio para a superintendência da Sudene é, nada mais, nada menos, do que uma troca de apoio entre o PROS e o PMDB. Givaldo Carimbão, devagarinho, emplaca seus aliados, tanto na Sudene como na Codevasf.


Sempre em alta

Mais uma vez o deputado federal Givaldo Carimbão deve contar com o apoio da igreja católica na renovação do seu mandato ou como candidato a vice-governador nas próximas eleições. Tem trânsito livre na área e se ainda não celebrou missa é porque não tem habilidade para tal. Carimbão é fogo.


Com quem ficar?

A pergunta que circula nos meios políticos é com quem o governador Téo Vilela vai ficar no segundo turno das eleições, já que só um milagre faria Eduardo Tavares chegar lá. Muitos acham que a figura de Téo está muito desgastada, mas governador é governador. Outros acreditam que com mais alguns meses de governo Vilela não teria mais poder para tentar convencer lideranças a apoiar outro candidato.


Liberou geral

Comenta-se nos bastidores que o governador Téo Vilela liberou todos os seus secretários para votar em quem quiser nas eleições de outubro. Ou seja, deixa claro que não irá se empenhar por nenhuma candidatura e muito menos do seu indicado, Eduardo Tavares.

Problema para o Chapão

Inclinados a participarem do Chapão, João Beltrão, Cícero Ferro, Cícero Almeida e Antônio Albuquerque, todos do PRTB, parecem não encontrar boa guarida com o time de Renan Calheiros. Poderia a oposição ser alvo de ataques do candidato do governo, Eduardo Tavares, justamente daqueles que foram indiciados em vários processos pelo Ministério Público. O Chapão parece que quer eles longe do palanque.

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