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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 769 / 2014

07/05/2014 - 14:22:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Investindo seu dinheiro

Com a alta da Taxa Selic (entre bancos)  e da própria inflação, a caderneta de poupança vem perdendo para os demais fundos do mercado financeiro. Mas é ainda uma segurança para quem  tem pouco dinheiro disponível, e quer ter algum ganho. De janeiro a março, a diferença entre aplicações e resgates (a chamada captação líquida) foi de 49% inferior à registrada no mesmo período do ano passado. No atual panorama macroeconômico, o retorno da poupança tende a empatar ou até a ficar abaixo da inflação, que será de 6,5%.Caso o cenário se mantenha, haverá perdas do poder de compra dessas aplicações. Quem investiu qualquer quantia na poupança em janeiro, por exemplo, já está perdendo. No acumulado de 2014, a caderneta rendeu 1,73% ante uma inflação de 2,17%. Isso ocorre porque as regras da poupança mudaram desde 2012. Nos últimos 12 meses, a Selic subiu 3,5 pontos  para 11% ao ano, o que ajuda a aumentar um pouco o rendimento da TR. Assim os fundos DI com taxa de administração de até 1% já superam os rendimentos da caderneta de poupança. 


Opções

A dica da coluna é diversificar, aplicando seu dinheiro  comparando liquidez e rentabilidade. No primeiro caso, a caderneta de poupança, que tem liquidez imediata (pode ser sacada a qualquer dia), e no segundo o rendimento maior, mas com prazo fixo para saque. Mas para o pequeno investidor, a dica é mesmo a poupança, porque na verdade é um fundo de reserva financeira para ser usado quando tiver uma emergência. 


Pobreza

Mais do que um investimento, a poupança é uma proteção contra a pobreza, pois mesmo rendendo menos do que as demais aplicações, tem a garantia da liquidez e o dinheiro pode ser sacado quando tiver uma necessidade qualquer. É anda uma porta de entrada no mercado financeiro. JurosAs taxas de juros vão continuar subindo, para frear o consumo. Como esse ano é de muito gasto,devido a Copa do Mundo, o governo quer reduzir o consumo puxando o juro para cima, encarecendo a compra a prazo, cheque especial e cartão de crédito parcelado. Evite isso e só compre à vista. 


Pesquisando

Continuo batendo na mesma tecla: pesquise muito antes de comprar e jamais faça a opção por compras de longo prazo. Os juros são exorbitantes, triplicando o valor. Caso atrase a prestação, vai pagar mais juros e  multas. 


Negociando

Se você está mesmo “com a corda no pescoço”, com uma dívida que não consgue quitar, procure o credor e negocie esse débito. Provalvelmente vai conseguir redução de juros e multas ou até mesmo a isenção total. Mas pague. E jure nunca mais se endividar. Nada mais constrangedor do que receber cobranças constantes e ter o nome sujo no cadastro do serviço de proteção ao crédito. 

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