Acompanhe nas redes sociais:

19 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 768 / 2014

29/04/2014 - 11:38:00

Vilela embaralha sucessão estadual

Governador tucano repete sua administração e o processo de escolha de candidatos confirma a divisão dentro do governo

DA Redação

O governo Téo Vilela termina como começou, dividido em fatias de poder. Foram oito anos de uma administração sem um comando claro, com muitos secretários fazendo uma gestão paralela, com alguns deles prestando contas diretamente a quem os indicou politicamente para o cargo. Sem um projeto para o Estado, os oito anos do governo tucano terminam com um saldo mais que negativo nas pastas da Educação, Saúde e Segurança.

Sem avançar nas áreas sociais, Alagoas foi, mais uma vez, campeã na mídia nacional em manchetes negativas e o governo alagoano um dos piores avaliados em todas as pesquisas de opinião.No ano da sucessão estadual, o governo Téo Vilela repete sua administração e o processo de escolha de candidatos confirma a divisão dentro do governo.

A confusão foi geral e quase todos ficaram insatisfeitos. O primeiro e mais destacado caso foi o do vice-governador José Thomaz Nonô, que, depois de apresentar ideias para o Estado, foi afastado da disputa por duas razões simples. Primeiro, ele não era confiável para a maioria dos secretários e aliados, por seu estilo personalista que sempre fez questão de mostrar nos momentos difíceis do governo.

O segundo motivo foi que Téo Vilela, receoso do resultado da disputa à única vaga para o Senado, pelo alto grau de rejeição de seu nome, especialmente na capital, desistiu de candidatar-se. Depois de consultar o círculo mais próximo, o governador fez o anúncio que inviabilizou a presença de Nonô na chefia do governo.

Nesta operação para esvaziar o vice trabalharam quase todos os secretários de Estado. Nonô já anunciou seu apoio a alguns candidatos a deputado, mas se sente livre para não fazer a campanha majoritária.


Rasteira nos aliados

Outros dois ex-secretários de Estado, Marcos Firemann, da Infraestrutura, e Luiz Otávio Gomes, do Planejamento e Desenvolvimento, que também são adversários políticos públicos, ficaram como pré-candidatos e nutriram por um bom tempo a ilusão de serem apoiados por Téo Vilela. Marcos Firemann foi tesoureiro das campanhas anteriores e é o presidente do PSDB de Maceió. Muito pouco cacife para um candidato majoritário que nunca disputou uma vaga sequer na Câmara de Maceió.

Desconhecido do grande público, de perfil tímido, atuando mais nos bastidores, Firemann se lançou candidato sem apoio real da base política do governo, ligando seu nome às obras federais como o Canal do Sertão e o programa Minha Casa Minha Vida. Acreditou na orientação do governador de “correr o Estado” para angariar apoios e foi surpreendido pelo lançamento inesperado de Eduardo Tavares como candidato da base governista.

Por seu lado, Luiz Otávio Gomes cresceu internamente no governo pelo fato de suas duas secretarias, Planejamento e Desenvolvimento, terem apresentado alguns projetos, como a vinda de algumas indústrias. Em contraste com as secretarias da área social, especialmente Educação, Saúde e a de segurança, Luiz Otávio sempre mostrava boas notícias que eram aproveitadas pela mídia governamental.

Foi manchete permanente no Diário Oficial com seus anúncios de novos projetos que teriam gerado mais de 100 mil empregos, número desmentido pela oposição.

Estimulado por alguns amigos, afastou-se do governo anunciando sua candidatura, mas, considerado antipático pelos que fazem o governo e distante do mundo político, Luiz Otávio não somou pontos na sua indicação. Foi descartado sem muitas explicações pelo governador e ficou a ver navios.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia