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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 768 / 2014

29/04/2014 - 11:36:00

Biu de Lira foi descartado

DA Redação

Um terceiro nome que poderia ter o apoio no Palácio dos Martírios seria Benedito de Lira. O senador que apoiou Téo Vilela na última eleição e participa do governo tucano com três secretarias de Estado, sendo uma delas a estratégica Secretaria de Educação, sempre atuou de forma autônoma, cuidando mais de seus negócios no governo do que da defesa dos tucanos. A razão de ter sido descartado não seria a falta de votos, na medida em que Biu de Lira derrotou Heloísa Helena numa eleição surpreendente, quando partiu de índices baixos de aceitação chegando a ter mais votos que o atual presidente do Senado, Renan Calheiros.

Biu de Lira foi recusado por uma questão nacional. Ele faz parte da base política da presidente Dilma Rousseff. Em Alagoas, o senador é um dos articuladores das obras federais vinculadas ao Ministério das Cidades, se assume como porta voz do governo federal e fará campanha pela reeleição da atual presidente. Esse foi um dos temas tratados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao visitar Maceió no começo do ano.O senador Biu de Lira, no entanto, apoiado nas pesquisas que lhe dão o segundo lugar, deve manter a candidatura e buscar apoios tanto nos partidos de oposição como nos insatisfeitos com as decisões de Téo Vilela.

O problema está nas defecções dos aliados que vêm sofrendo desde que tiveram negado o apoio do Palácio dos Martírios, uma decisão que abalou o “grupo do Biu”.

A maior delas foi a do deputado federal Givaldo Carimbão, que decidiu apoiar a frente de oposição, mesmo mantendo seu espaço no governo tucano. É incerto mesmo o apoio de pequenas legendas como PSD, PSL, PEN e do PR, do deputado Maurício Quintella. Alguns desses partidos estão sendo “convidados” a apoiar Eduardo Tavares, numa tentativa do PSDB de aumentar as chances de seus candidatos proporcionais e, também, evitar uma possível votação “nanica” para o candidato tucano.Para Biu de Lira e seu grupo, há outro fator importante nesta eleição, que é o favoritismo de Dilma Rousseff.

Como, por enquanto, o candidato tucano Aécio Neves não alça voo nem mesmo o governador alagoano mostra entusiasmo pelo seu nome. As pesquisas para presidente em Alagoas revelam o mesmo percentual de outros estados nordestinos, com Dilma sempre liderando com mais de 60% dos votos.

E isso tem influência nas eleições locais e faz o senador calcular suas posições.Outro candidato da base governista é o usineiro Alexandre Toledo, ex-deputado do PSDB, colocado no PSB na última hora como forma de garantir palanque para Eduardo Campos e somar votos para um provável segundo turno contra o candidato do PMDB. Mesmo assim, anda insatisfeito com a falta de apoio a sua chapa.

O nome do PSol ao governo deverá ser Mário Agra, ex-secretário de Agricultura e presidente do diretório regional. Na pesquisa, Agra, que foi candidato na última eleição, ficou como o terceiro colocado e, com o apoio de Heloísa Helena deverá carrear os votos de protesto que sempre marcaram as eleições em Alagoas. 

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