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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 768 / 2014

29/04/2014 - 09:35:00

A corrupção nos governos militares

RONALD SANTOS BARATA

Tem havido algumas manifestações pedindo a volta dos militares ao poder, para deter a corrupção. São pessoas assustadas (com muitas razões) com a corrupção nos governos civis eleitos.

Esperam que os militares acabem com essa miserável prática, que não é somente dos políticos, pois os grandes empresários são os maiores corruptores. Aliás, não só os grandes.O fantasma do anticomunisco, que alguns querem ressuscitar não cola, pois não nenhum partido comunista no governo.

O PT, que não fez sequer uma reforma, já renunciou à sua aura de ético e de esquerda. Pela experiência que tive com os petistas no Movimento Sindical, posso afirmar que é um misto de organização política e criminosa. O PCdoB, de comunista tem apenas o nome e seu oportunismo e carreirismo já o colocou no limbo dos demais partidos fisiológicos.

A ética é a principal questão de princípio de uma organização de esquerda, o que não ocorre em nenhum partido da base governamental.  Não deve haver tolerância com corrupção, seja ela de farda, de terno, de macacão ou de saia.  Todas nós sabemos da corrupção em associações, sindicatos, ONGS, igrejas, condomínios residenciais.

Abominável. Porém, alguns aprendizes de udenismo, não devem ter conhecimento dos grandes golpes contra o erário nos governos da ditadura. Não vou falar dos governos Collor, FHC, LULA e DILMA, cujo comportamento antiético já foi muito badalado. E deve ser cada vez mais mostrado.

Mas, querer idear uma aura de probos, honestos, éticos aos governos da ditadura é, no mínimo, grande heresia. Gostam de se enganar apenas porque o principal pretexto alardeado para o golpe era o combate à corrupção e extirpar o comunismo. Era palavra de ordem, que perdurou durante toda a ditadura.

Mas era pura falácia, protegida pela férrea censura aos meios de comunicação, a entidades associativas e ao Parlamento. Jornalista que ousasse denunciar sofria graves consequências. Parlamentar que usasse a tribuna para isso, era sumariamente cassado, além de outras punições.

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