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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 768 / 2014

29/04/2014 - 09:06:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Controle seus impulsos

Muitas pessoas são acometidas pelo impulso incontrolável de comprar. Adquirem vários produtos, geralmente inúteis, independentemente de terem ou não dinheiro suficiente para esses gastos. Isso,  nada mais é do que compulsão ao consumo, afeta o equilíbrio financeiro não apenas da própria pessoa, mas também daqueles com quem convive. Nesses casos, pode se considerar um problema que requer a ajuda de um psicoterapeuta, já que que tem esse sintoma, e não consegue dominá-lo, dificilmente conseguirá mudar de hábito. Quando alguém age dominado por esse tipo de impulso, comprar não é sinônimo de prestígio e demonstração de poder. É uma maneira de afastar de si sensações e sentimentos ruins, que nem sabe definir muito bem. Entretanto, o alívio obtido fazendo compras é passageiro. Funciona como uma droga, que precisa ser utilizada para proporcionar sensações momentâneas de prazer - e o ato de comprar, normalmente, tem mais valor do que o objeto adquirido.


O perfil

Quem compra compulsivamente, constuma estourar o limite do cheque especial e do cartão de crédito em compras supérfluas, mesmo quando já tem dívidas; corre para comprar alguma coisa quando se sente desanimada ou cansada, justificando-se  com um “eu mereço” ou “desde a semana passada não olho para uma vitrine”. E mais: compra vários presentes, sem saber para quem vai dar; adquire mercadorias só porque estão em liquidação, mas não precisa ou nem usa nada parecido com o que comprou.Mais desculpasA pessoa compulsiva costuma mentir para os outros (principalmente para o cônjuge) sobre o valor real de seus gastos, assim como faz verdadeiros malabarismos com as contas paa acomodar os gastos ou, então, contrai dívidas desnecessárias. E ainda: enquanto não efetiva a compra, seja de que produto for, sente-se ansiosa e irritada. No ato da compra, experimente um grande prazer. Depois, não são raras as vezes em que se condena como se tivesse cometido um ato proibido. 


O que fazer

Se você se identifica com várias dessas situações descritas acima, está na hora de rever suas necessidades e valores para não se tornar dependente do ato de comprar - a compulsão, como já dito, é como droga. Mas se já se reconhece na maioria das situações, provavelmente precisará de ajuda profissional para cuidar desse problema.


Dicas

Veja algumas dicas importantes para evitar tudo isso:a) - Evite passear em shoppings ou locais com grande concentração de lojas. Tente ficar longe, inclusive de sites de compras pela Internet e dos canais dedicados a vendas; b) - Pense, de forma objetiva, na utilidade de todos os presentes que costuma dar. Provavelmente eles não fazem muita diferença para as pessoas que os recebem, mas no fim do mês, inevitavelmente pesarão no seu bolso; c) - Reduza o número de cartões de crédito. Certamente um cartão é mais do que sufiiente para a possibilidade de gasto de qualquer pessoa. Se conseguir, quebre-os e cancele-os junto à aministradora (do contrário continuará pagando anuidade); d) Ao sair para as compras (as essenciais), faça uma lista e atente ao que realmente precisa (avalie cada ítem para não criar falsas necessidades). Assim você se defende dos estímulos permanentes em supermercados, lojas ou qualquer estabelecimento comercial. 

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