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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 767 / 2014

23/04/2014 - 09:21:00

Sindicalista denuncia violência em Palmeira dos Índios

José Maria Melo da Costa diz que omissão do poder público estimula a criminalidade e aumenta o número de homicídios

Geovan Benjoino [email protected]

Outrora cidade pacata, onde as famílias podiam dormir com as portas abertas, Palmeira dos Índios tornou-se uma cidade violenta superando proporcionalmente outras de estados com histórico de homicídios, furtos, roubos e tráfico de entorpecentes.Todos os dias em Palmeira dos Índios são registrados crimes os mais variados.

O uso do crack virou epidemia, a exemplo dos grandes centros urbanos.“A violência em Palmeira dos Índios desafia a prefeitura, o Estado e o Governo Federal tornando a população refém do medo e dos traumas”, enfatiza José Maria Melo da Costa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do município.

“O poder público não pode vacilar diante da marginalidade. A falta de segurança predominante em nossa cidade deve ser combatida com rigor”, diz.Apesar de lembrar que segurança pública é responsabilidade de todos como ressalta a Constituição Brasileira em seu artigo 144, o sindicalista patronal disse que a prefeitura deve fazer sua parte empreendendo ações que contribuam para redução da violência em Palmeira dos Índios.

“A prefeitura não deve cruzar os braços e ficar de camarote esperando o Estado e o Governo da União fazerem alguma coisa. A gestão municipal tem também responsabilidade diante de um problema que aflige a todos, que é a insegurança”, salienta José Maria sugerindo à municipalidade a transferência de parte do dinheiro destinado ao CSE à aplicação de medidas na prevenção e combate à violência. “O volume de recursos financeiros destinados ao tricolor palmeirense teria mais utilidade se fosse investido em segurança pública. A população agradeceria”, disse.

De cidade do amor à cidade da criminalidade, Palmeira dos Índios está se tornando uma cidade deserta a partir das 21h00 por causa da insegurança generalizada. Com medo da marginalidade as famílias evitam sair às ruas a partir desse horário. Geralmente só transita pelas ruas a partir das 21h00 quem estuda, trabalha ou precisa por motivos de doença deslocar-se até ao hospital Regional Santa Rita.Em alguns lugares predomina toque de recolher decretado por traficantes de entorpecentes.

Os bairros de maior incidência criminal são os seguintes: Baixada Fluminense, Alto do Cruzeiro, Vila João XXIII, Xukurus, Cafurna e Vila Maria. No centro são registrados com frequências furtos e assaltos geralmente pelo dia. “Os marginais estão cada vez mais ousados praticando ilícitos até vizinho da delegacia de polícia, como o assalto ao caixa eletrônico do Banco do Brasil, no Hospital Regional Santa Rita”, ressaltou a professora aposentada Marinalva Brandão Ferreira. 

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