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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 767 / 2014

23/04/2014 - 09:12:00

Telexfree é pirâmide, diz investigação nos EUA

Governo de Massachusetts obriga empresa a cessar atividades no Estado e a ressarcir investidores

DA Redação

A Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou US$ 1 bilhão em todo o mundo, concluiu uma investigação realizada por um órgão do governo de Massachusetts, onde fica a sede da empresa. A autoridade determinou o fim das atividades do negócio no Estado e a restituir os investidores.

 “Apresentada como uma mudança de paradigma nas telecomunicações e em anúncios, a Telexfree é meramente uma pirâmide e um esquema Ponzi [um tipo de pirâmide financeira] que tem como alvo a trabalhadora comunidade brasileiro-americana”, informa o documento divulgado nesta terça-feira (15) pelo governo do Estado.

O esquema permitiu que o grupo, criado pelo brasileiro Carlos Wanzeler e pelo americano James Matthew Merrill,  arrecadasse mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo  “muitas vezes ganhos e economias honestas de brasileiro-americanos e outros grupos minoritários.”Segundo a investigação, o financiamento do esquema Telexfree vem do recrutamento de mais gente para a rede – como num clássico sistema de pirâmide financeira – e não da venda de pacotes de telefonia VoIP, como sempre defenderam seus representantes.

Ao testemunhar à CVM de Massachusetts,  Merrrill, presidente da empresa, admitiu ter pouco conhecimento sobre o sistema VoIP e nunca ter atuado no ramo das telecomunicações.

O anúncio foi feito apenas dois dias depois de três empresas do grupo Telexfree apresentarem pedidos de recuperação à Justiça americana. As solicitações ainda não foram apreciadas.Os responsáveis pela Telexfree ainda não responderam ao pedido de comentário feito pela reportagem.

 No Brasil, o negócio é acusada de ser, possivelmente, a maior pirâmide financeira da História do País, tendo captado recursos de pelo menos 1 milhão de pessoas até junho de 2013, quando suas atividades foram bloqueadas. Mesmo após esse bloqueio, determinado a pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC), residentes no Brasil puderam continuar a entrar para o esquema.

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