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Edição nº 767 / 2014

23/04/2014 - 08:50:00

Uma sociedade esperançosa

JORGE MORAIS jornalista

Há um pouco mais de três anos, o Centro Universitário CESMAC se preparou para ofertar o curso de Medicina, em Maceió. A montagem do curso começou com a instalação de laboratórios; aquisição de livros; sala de aula; biotério; centro cirúrgico para aulas práticas; convênios para estágios com as Secretarias de Saúde da Capital e do Estado; estágios e residência médica, que nesse caso, foi assinado com a Santa Casa de Misericórdia, um hospital-escola que atendia as exigências do MEC; contratação de professores e da coordenação do curso.

Depois de todas essas providências, o CESMAC recebeu a visita dos avaliadores do MEC, que no resultado final deram a nota 4, numa progressão de 1 a 5. O documento com o resultado dessa avaliação foi encaminhado ao Conselho Nacional de Educação e também ao de Saúde, recebendo aprovação, sem restrição, para instalação do curso de Medicina, do Centro Universitário CESMAC.

No dia 14 de março, o Diário Oficial da União trouxe a publicação da portaria do MEC autorizando o curso de Medicina, que, em maio, estará sendo ofertado o vestibular para as primeiras 100 vagas liberadas/anualmente, o que representa um marco na história dessa Instituição de educação, fundada há 40 anos, pelo Padre Teófanes.

Permita-me neste espaço, escrever sobre uma situação que eu conheço. Fiz esse histórico para dizer que, a sociedade alagoana clamava por esse momento, e, ele, finalmente chegou.

Independente da necessidade gritante da falta de médicos; da exportação de médicos cubanos para o Brasil; o Estado de Alagoas possui um déficit muito grande em relação a sua população. Provavelmente, o estado tenha o menor número de médicos no atendimento proporcional ao seu número de habitantes, do país.

Em Alagoas, o Programa Mais Médicos, já recebeu 130 profissionais cubanos, distribuídos em 54 municípios, para atender a uma população estimada em 451.950 habitantes.

O resultado disso é que, cada médico contratado, vai atender a 3.476 pessoa/mês. Em 2013, o estado tinha um médico para cada mil habitantes. Em Alagoas, são 2.848 médicos pelo CNES/SUS para uma população de 3.165.472 pessoas.

Diante desses números impressionantes, o curso de Medicina que será ofertado pelo CESMAC, e que poderia ser qualquer outra entidade de educação superior e o acréscimo no número de vagas para o curso da Universidade Federal de Alagoas, só vem reforçar o interesse, o desejo e a necessidade de um sonho da sociedade alagoano em querer mais vagas para Alagoas.Mas, a ansiedade é muito grande, traduzida nos altos custos do curso.

Você sabe quanto representa colocar um filho (a) para fazer Medicina fora do Estado de Alagoas? Além da mensalidade com a duração do curso, é necessário manter o aluno com hospedagem, alimentação, transporte e as necessidades do dia-a-dia.

Segundo informações de quem passa por essa realidade, o investimento é algo em torno de 10 mil reais. Por isso, essa euforia da sociedade alagoana em poder contar com a possibilidade de mais um curso de Medicina – com 100 vagas – e novas vagas na instituição federal, em Alagoas.

A responsabilidade que tem o CESMAC daqui para frente é muito grande. Seus dirigentes, comandados pelo reitor João Sampaio e pelo vice-reitor Douglas Apratto Tenório, sabem disso. Permita-me mais uma vez afirmar, a marca CESMAC é a mais conhecida e conceituada no Estado de Alagoas.

Sua história na educação superior se confunde com a própria historia do estado, e os alagoanos já fazem parte dela, que durante esses 40 anos, contaram com uma formação acadêmica qualificada e uma especialização profissional a altura de seus desejos.Por isso, está credenciado a alcançar esse novo objetivo que é o curso de Medicina.

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