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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 767 / 2014

23/04/2014 - 07:53:00

A política e a igreja

O Chapão fez uma reunião robusta na semana passada, em Penedo e mostrou, aparentemente, que está unido.Mas a surpresa geral foi à presença na mesa principal do Bispo Dom Valério, que se mostrava bem à vontade no encontro eminentemente político, onde se discutia qual o candidato ao governo a ser lançado nos próximos dias pelo PMDB.Dom Valério não deu explicações porque estava ali, mas deixou a impressão que a Igreja, pelo menos em Penedo, vai entrar na campanha política que escolherá o futuro governador de Alagoas. Se ele tem o direito de participar de qualquer ato público não se discute, mas numa reunião onde a oposição articula candidaturas é, no mínimo, estranho.O arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, deve, de pronto, orientar seus pastores de como se conduzir em campanhas políticas, para não deixar a Igreja em saia justa, defendendo interesses políticos e com isso desagradando milhares de fiéis que podem estar do outro lado da moeda.A participação de Dom Valério, que deve ter avaliado sua participação no encontro do Chapão, foi, pelo menos, muito infeliz.

Surpresa

Depois de jurar fidelidade ao senador Benedito de Lira, eis que, de surpresa, o deputado federal Givaldo Carimbão aparece todo prosa no encontro do Chapão, em Penedo. Discursou, se colocou à disposição de Renan Calheiros, presidente do PMDB regional e transitou com muita tranquilidade no evento.


Será o vice?

Pessoas muito ligadas ao deputado Renan Filho, quase certo como candidato do PMDB ao governo, dizem que Givaldo Carimbão pode sair dos braços de Biu de Lira e aceitar a possível candidatura de vice na chapa de Renan. Pelo menos era a conversa de bastidores durante o encontro em Penedo.


Rota de colisão

Não dá mais para esconder o desconforto entre o vice José Thomaz Nonô e o governador Téo Vilela depois de uma conversa ríspida no Palácio dos Martírios. Destituído de algumas funções no governo por Téo, Nonô procura alternativas para as eleições de outubro e pode participar de uma ampla aliança. Não quer mesmo é conversa com Vilela.


Teimoso

Pessoas próximas ao governador confidenciam que Téo é cabeça dura e acha que só ele está com a verdade. A não ser que tenha outro plano em mente e frite Eduardo Tavares até a convenção do PSDB.

Em maio

Até o final do mês ou nos primeiros dias de maio o Chapão vai anunciar sua chapa majoritária. A surpresa fica apenas por conta do candidato a vice-governador. No mais, deve ser mesmo Renan Filho e Fernando Collor para o Senado.

Sem ibope

Se depender dos trabalhadores avulsos do Porto de Maceió, Rosiana Beltrão não será eleita nem vereadora de Pariconha. Os trabalhadores, segundo alguns dirigentes sindicais, foram muito prejudicados durante sua gestão. Disse um, que ela prometeu e não cumpriu e as empresas instaladas no Porto não deram nenhuma chance para os avulsos. Como a administração ficou em casa, de mãe para filho, os avulsos não esperam grande coisa do novo administrador Djalma Siqueira.


De volta

Mais de uma semana fora de Maceió, o senador Benedito de Lira volta com todo gás para intensificar sua campanha rumo ao governo do Estado. Não deu importância ao evento de Penedo e admitiu que isso faz parte do jogo e naturalmente da oposição. Aliás, depois da decisão do governador Téo Vilela ninguém sabe mais quem é governo ou oposição.


Doação de campanha

As denúncias de que a Jaraguá Equipamentos Industrias instalada no Porto de Maceió contribuiu com 200 mil reais para a campanha tucana, em Alagoas, levantou outra lebre com empresas de grande porte também instaladas no Porto. Parece que a Polícia Federal vai investigar isso a fundo e fiscalizar se algumas candidaturas não receberão também alguns ´´incentivos´´ nessa campanha de 2014.


Coisa de louco

Na segunda-feira centenas de servidores da Assembleia Legislativa foram surpreendidos com uma portaria que colocaria todos, no caso os ociosos, à disposição do governo do Estado. A portaria assinada pelo presidente Fernando Toledo ganhou corpo nos meios de comunicação, mas, à tarde, o próprio Toledo disse que iria anular a portaria, como se não soubesse, mesmo por ele assinada, que ela estava em vigor. 

Covardia

A invasão à residência da vereadora Heloísa Helena por quatro bandidos encapuzados, mostram como anda a situação de segurança em Alagoas. Os marginais ainda machucaram o filho de Heloísa num ato covarde, como tantos outros que acontecem no nosso pobre Estado. E olhem que Heloísa mora num condomínio fechado, imagine as milhares de famílias que não têm essa possibilidade.

Semana quente

Teve de tudo na semana passada. Denúncias sobre corrupção na Petrobras, prisão de doleiro, instalação de CPI, denúncia de Veja contra o senador Fernando Collor e traições políticas. Depois da semana santa parece que a coisa vai piorar.


Decisão da Justiça

Durante a semana foram anunciadas demissões em massa da Laginha Agro-industrial, uma medida adotada pelos administradores nomeados pela Justiça, tendo à frente Ademar Fiel. O empresário João Lyra tem colaborado para que os trabalhos sejam desenvolvidos, mas não cabe a ele a decisão de demitir nem admitir colaboradores. Lyra busca na Justiça o remédio jurídico necessário para restabelecer de fato sua presidência no Grupo que construiu ao longo de sessenta anos.


Decisão da Justiça 2

O Grupo João Lyra aguarda ainda decisão do Tribunal de Justiça de embargos e recurso especial impetrados pelo seu setor jurídico, que deverá enviado para o STJ, em Brasília. Caberá ao presidente do TJ decidir sobre a suspensão do decreto de falência ou a remessa do recurso para a capital federal.


Alto lá

Amigos do governador Téo Vilela estão lhe alertando que não se pode brincar com os sentimentos alheios. Primeiro ele fez isso com a velha amiga Solange Jurema, que passou um vexame na eleição para prefeito de Maceió. Agora, deu corda a Eduardo Tavares e deixou o Procurador de Justiça numa camisa de sete varas. Não consegue avançar em composições políticas e poderá ser um desastre nas urnas.


De sobra

Pelo andar da carruagem não vai faltar pretendentes para o cargo de vice na chapa de Renan Filho, ou pai, nem tampouco para candidatos a deputado fe-deral, a começar do ex-governador Ronaldo Lessa. Além dele, tem Luciano Barbosa, Cícero Almeida, cujo partido deverá se coligar com o PMDB e Marx Beltrão. Uma chapa parada dura e que com certeza alguém vai sobrar.


Mais tranquilo

O ex-prefeito Cícero Almeida, que participou ativamente do encontro em Penedo, parece que voltou a fazer as pazes com membros do Chapão.  Já os senadores Renan Calheiros e Fernando Collor comandaram o evento.

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