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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 766 / 2014

15/04/2014 - 21:48:00

Eduardo Tavares: de vereador em Traipu ao anseio de governar Alagoas

Secretário meteórico é o escolhido do ninho tucano para pré-candidatura ao Palácio dos Palmares

João Mousinho [email protected]

O ex-procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, aceitou o desafio feito pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) de representar o tucanato na manutenção do poder em Alagoas. O meteórico secretário de Defesa Social aceitou a tarefa e vai para o páreo, onde deve enfrentar políticos profissionais, como é o caso dos senadores Benedito de Lira (PP) e Renan Calheiros (PMDB). Durante entrevista coletiva, essa semana, Tavares negou ter assumido a Secretaria de Defesa Social como uma estratégia para ganhar notoriedade, pois segundo ele já é conhecido do grande público devido suas ações na época que comandou o Ministério Público Estadual. Tavares autorizou inúmeras ações contra políticos acusados de improbidade e crimes de mando. 

A reportagem do jornal Extra questionou Tavares sobre o desejo de comandar Alagoas e sobre o início da sua vida política, que pouca gente conhece. “Eu sempre estive presente na política, minha família é política e eu acredito que me dou bem com todos os políticos do Estado, mas o que eu quero é o apoio do povo; vou na casa das pessoas, olhar no olho, para apresentar o meu projeto”. O ex-secretário ainda falou do início da sua carreira política como vereador em Traipu, aos 18 anos. “A política corre nas minhas veias, mas ainda jovem passei no concurso do Ministério Público e tive que optar por outra carreira.

Sei que o desafio é grande, mas estou pronto para encarar”, finalizou. 
 Palaque para Aécio A escolha de Téo Vilela por um candidato tucano para sucedê-lo foi uma imposição da Executiva Nacional, pois um palanque com Benedito de Lira e Alexandre Toledo (PSB) na disputa ao governo seria inviável para o presidenciável Aécio Neves. O PP é da base aliada do governo Dilma e o PSB tem uma candidatura presidencial independente com o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. 

O governador ainda fez questão de revelar que vinha mantendo contatos constantes com Aécio Neves para discutir a sucessão em Alagoas. “Nos últimos dias estive pelo menos umas 15 vezes ao telefone com Aécio.

Sou um homem de partido e vamos construir uma estrutura para Aécio fazer uma bela campanha em Alagoas”. O presidente estadual do PSDB em Alagoas, Pedro Vilela, foi questionado sobre a possibilidade de uma chapa tucana puro sangue. “Hoje tudo é possível, mas estamos dialogando com outras siglas. Essa possibilidade não está descartada. Vamos deixar essa decisão mais pra frente”, colocou Pedro. 


 O racha e a frustração 

A disputa interna do PSDB sobre a indicação de Téo Vilela para saber quem seria o pré-candidato ao governo estava polarizada entre os ex-secretários Marcos Fireman e Luiz Otávio Gomes.  A decisão de indicar Eduardo Tavares colocou panos quentes no racha que a sigla vivenciava. Vilela ainda fez questão de afirmar que o “grupo” tinha como pré-candidato ao governo o prefeito Rui Palmeira. “O Rui era o candidato ideal, mas ele tem o compromisso de ficar na prefeitura de Maceió até o último dia do seu mandato”, contou o governador.

 Quem já havia montando escritório e uma estrutura com inúmeros assessores e vinha visitando vários municípios de Alagoas foi Marcos Fireman, que apostava na sua indicação ao governo. Vilela disse que ele ficou “frustrado” ao saber que não seria o candidato ao governo pela sigla tucana. 


Quem sai Além de Tavares, que deixou a Secretaria de Defesa Social, Jorge VI deixa de ser secretário adjunto do Esporte; Rodrigo Cunha se afasta da superintendência do Procon; e Pedro Vilela sai da Secretaria de Esporte de Maceió. Todos saem dos cargos para disputar cargos eletivos. Em janeiro desse ano também deixaram o governo; na Secretaria de Articulação Política, Rogério Teófilo; na Secretaria de Planejamento, Luiz Otávio Gomes; Secretaria de Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional; Alberto Sextafeira e na Secretaria da Pesca e Agricultura, Régis Cavalcante. 

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