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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 766 / 2014

15/04/2014 - 21:11:00

Empresa Tenasa dá calote em terceirizados da Petrobras em Alagoas

Pagamento de salários, encargos sociais, como FGTS e INSS não são realizados há 2 meses

João Mousinho [email protected]

“A Tenasa através da sua Diretoria busca influenciar os seus colaboradores, no sentido de mantê-los motivados, visando assegurar adequado nível de relacionamento (harmonia, entendimento, compromisso, confiança e abertura) na busca dos objetivos organizacionais”, é o que a empresa localizada na Bahia que presta serviço para Petrobras afirma em seu portal, uma realidade não vista em seu dia-a-dia. 

Mais de 500 funcionários terceirizados da estatal de petróleo estão sem receber seus salários, além dos pagamentos de encargos sociais, como FGTS e INSS; que se tornaram uma verdadeira caixa preta devido ao disse me disse da empresa, que, segundo funcionários, não age de forma transparente.

“Infelizmente, desde que a terceirização tomou conta da Petrobras como parte da política de redução de custos e privatização da companhia, os trabalhadores sofrem com o completo descaso e abandono, além da retirada de direitos”, é o que afirma o informativo do Sindipetro AL/SE de número 681.

A Tenasa foi criada em 2001 e desde então não para de lesar funcionários, tamanho o número de ações judiciais que tramitam contra a empresa. A empresa atua nos ramos de serviços auxiliares de transportes aéreos e transportes rodoviários, limpeza e conservação, Manutenção Industrial/Predial e Engenharia (Cívil, Agrônoma, Química, Elétrico-Eletrônica, Mecatrônica, Segurança e Ambiental).Até aqui os trabalhadores terceirizados da Petrobras pela Tenasa entram com um pedido de liminar para garantir que funcionários recebam os devidos salários atrasados e demais verbas indenizatórias.

Vale ressaltar que a Tenasa possui contratos com os estados do Rio Grande do Norte e no Espírito Santo.E mesmo com toda a inoperância, evidenciada pelos servidores e sindicalistas do petróleo, a Tenasa ainda possui um contrato com a presidência da Petrobras. O discurso oficial da empresa, que age de forma ilegal, vai de encontro ao que vem ocorrendo: “Mais que uma empresa, a Tenasa é uma estrutura inquieta e inteligente que tem no sistema de gestão um dos seus principais diferenciais.

Através de um sistema aberto e horizontalizado, é possível identificar novas lideranças e talentos, incentivando a participação dos colaboradores em todos os níveis da empresa”.Para o Sindipetro, essa situação que os trabalhadores da Tenasa enfrentam é consequência de uma prática comum adotada pelas empresas terceirizadas. Os trabalhadores das sondas em Carmópolis, que prestam serviço para a Empercom, outra contratada, também estão em greve por motivos parecidos.

No último dia 18 de março os trabalhadores da Tenasa em Alagoas e Sergipe cruzaram os braços em retaliação aos maus tratos.  A reportagem do Jornal Extra apurou que as contas da empresa “caloteira” estão bloqueadas até que o pagamento de encargos sociais e salários sejam realizados. 

Ação judicial movida pelos trabalhadores lesados cobra celeridade na efetivação dos pagamentos. Sabe-se também que a Tenasa foi desligada da Petrobras Alagoas e uma nova terceirizada assumiu seu posto, onde a contratação de pessoal está sendo realizada. No próximo dia 27 de maio haverá uma audiência na Justiça entre os trabalhadores e o representante legal da Tenasa; um acordo pode ser firmado na data. 

A reportagem do jornal Extra entrou em contato por quatro dias consecutivos com a direção da Tenasa para saber a motivação das irregularidades cometidas, mas não obteve êxito até o fechamento da edição. Os questionamentos também foram encaminhados através da página oficial da Tenasa, na internet, e mesmo assim não houve retorno por parte da empresa.  

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