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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 766 / 2014

15/04/2014 - 10:31:00

Amenidades

Alari Romariz Torres aposentada da ALE

Precisamos aliviar os leitores de tantas informações tristes na vida política de Alagoas. Tentaremos fazer um passeio por nossa cidade, Maceió, mostrando às autoridades algumas falhas que detectamos na nossa capital.     

Normalmente, passamos pela Casa Vieira, em Mangabeiras, e lá está o caminhão do lixo recolhendo o material da loja entre 08 e 09 horas da manhã; tudo bem, não fosse o grande engarrafamento causado pelo enorme veículo. Os carros vão tendo que desviar do caminhão numa via de duas pistas e aí o problema cresce por mais de 10 minutos. Sugestão: por que não recolher o lixo antes das 7 da manhã como se faz nas grandes cidades?   

 A Prefeitura fiscaliza os idosos que estacionam em vagas específicas, mas não diversifica os locais em que os cartões devem ser solicitados. Podem ser descentralizados e várias equipes deveriam ser colocadas em alguns supermercados da cidade. Fica muito ruim para os velhinhos irem lá em cima, no Tabuleiro das Martins, providenciar o documento. Sugestão: não acho necessária tal fiscalização; ou você é velho ou não é; é só verificar nos carros se o motorista é idoso ou se é jogada dos mais novos...   

 E o Salgadinho, caro Prefeito?     

Vários políticos já passaram pela Prefeitura de Maceió nesses 20 anos e ninguém resolveu o caso. Perdemos nossa linda praia no centro da cidade.   

 É voz corrente que veio até verba para o Salgadinho em anos anteriores, mas o lixo continua rolando pelo leito do riacho e a faixa preta invadindo a praia da Avenida.   

 Hoje, o Salgadinho é um caso que requer solução, pois se tornou um problema crônico de mais de vinte anos. Sugestão: rápidos estudos e urgente solução, pois Maceió não merece tão negro cartão postal.   

 Moramos em Paripueira e passamos sempre por Riacho Doce. É incrível o mau cheiro que sentimos. O odor vem dos dejetos do Conjunto Benedito Bentes  lançados no riacho que dá nome ao bairro. Certamente a estação de tratamento de lá não está dando conta do recado. Alô, alô, CASAL. É uma pena um povoado de belas casas, bares e restaurantes, além da população local, ser vítima de tão grave problema.        

 E nossas praças? Em frente à Assembléia Legislativa e à Catedral Metropolitana existe um antigo logradouro: a Praça Pedro II, muito bonita.     Pois bem, é lá que determinadas pessoas escolheram como sanitário preferido. Pela manhã, para caminhar pela Praça da Catedral, temos medo de pisar em fezes; o mau cheiro é enorme. Tudo isso acontece no centro da cidade, numa das praças mais antigas de Maceió. Sugestão: equipes de limpeza nas praças da cidade.   

 Mas o que mais apavora a população de Maceió e de Alagoas é a violência. Não se pode ficar em casa, não de pode sair de casa. O medo de assalto está sempre presente.     

Em Paripueira, primeira cidade ao Norte de Maceió, a situação é assustadora. A droga corre solta, casas são assaltadas, de dia e de noite, e nada acontece.   

 Fomos vítimas de assalto em nossa casa no mês de novembro. Até hoje, abril, ninguém foi preso, a polícia nada achou, nem nos comunicou nada.   

 Uma pizzaria no centro da cidade foi assaltada, todos os clientes, apavorados, entregaram tudo e ninguém foi preso. Os ladrões estão livres, leves e soltos.     

Se recebo algum convite para festas a noite, não posso ir. Tenho medo de ser assaltada.     

Em Maceió nem se fala! A imprensa, diariamente, expõe casos de mortes, carros e motos roubados, assaltos e muito outros fatos. Tenho até pena de donos de bares, restaurantes, mercadinhos e lojas. Vai chegar a um ponto em que tudo estará fechado!   

 Não sou especialista em violência, mas é assustador o clima reinante em nossa cidade, em nosso estado. As autoridades se sucedem na Secretaria de Defesa Social e não resolvem nada. Chego a ter saudades da época do Coronel Amaral!!!     

Se partirmos para o assunto saúde, está tudo muito pior. Postos, Hospitais, Maternidades, não dão conta do apelo feito pela população. A Santa Mônica, eternamente em reparos, virou notícias de jornais. O SUS, nem se fala; as filas se sucedem.     

E a educação? Escolas em obras, outras fechadas, falta de professores. No meu tempo, ensino público era nota 10. Hoje quase chega a 0.     Amigos queridos, quis falar de amenidades e não consegui. Quem sabe com a ajuda de Deus, falarei em outras ocasiões....

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