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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 766 / 2014

15/04/2014 - 09:33:00

Gabriel Mousinho

A trama de Vilela

Os aliados de primeira hora do governador Teotônio Vilela até que respeitam sua decisão de apresentar um nome do PSDB para disputar a sua sucessão. Só não aceitam é que esta arrumação tenha começado em setembro do ano passado, um mês antes do prazo eleitoral para filiação partidária.

Ou seja, Téo Vilela já tinha tudo planejado mas, mesmo assim, dava sequência ao seu projeto de fritar aliados, dando-lhes corda e batendo palmas publicamente para todos eles.Os aliados, que talvez não o sejam agora, se sentiram traídos, ludibriados, ao acreditar que o governador jogava limpo e que no momento certo anunciaria em quem apoiar para o governo de Alagoas nas eleições de outubro. O nome de Eduardo Tavares, filiado ao PSDB exatamente um mês antes do prazo fatal, já dava a entender que ele poderia sair candidato nas próximas eleições, mas nunca ao cargo de governador. 

Téo Vilela maquinou, trabalhou Eduardo Tavares e assumiu um compromisso com ele, surpreendendo todo o mundo político alagoano. Ele sabe, todavia, que dificilmente Tavares chegará ao segundo turno, já que praticamente estão certos os nomes de Benedito de Lira e Renan Filho como candidatos.

O que Vilela vai querer depois, ninguém sabe. Aliás, de sua cabeça pode sair outras coisas, como, por exemplo, se aliar a Renan Calheiros para o embate final.O governador continua surpreendendo, mesmo que as decisões, no momento, lhes sejam desfavoráveis no campo político. Mas governador é governador. E ele tem a caneta na mão.

Juiz nota 10

Quem conhece o juiz Diógenes Tenório, como conhecemos há dezenas de anos, não se têm dúvida de que foi uma escolha acertada do governador Téo Vilela para a pasta da Defesa Social. Aliás, um momento de rara lucidez administrativa do governador. Diógenes, pode não resolver o problema da segurança em Alagoas, mesmo porque não terá muito tempo, mas é, de certo, um magistrado da mais alta respeitabilidade, honestidade, honradez, trabalhador e profundo conhecedor da área que ocupará daqui pra frente. Boa, governador. Assim é que se faz.


Negociações difíceis

Todo candidato tem que negociar. Sejam com dinheiro, cargos, facilidades ou outros compromissos depois da vitória. Oriundo do Ministério Público, Eduardo Tavares, mantendo o seu comportamento de homem da lei, com certeza terá muitas dificuldades de fazer negociações. Ou não?

Ausentes

Até integrantes do próprio PSDB não foram à entrevista coletiva. A diretoria executiva preferiu não dar o aval a Vilela sobre a candidatura de Eduardo Tavares. Marco Fireman, que se considera traído, Luiz Otávio Gomes e outros nem passaram pela praia de Pajuçara. Um desprestígio para o próprio governador, presidente de honra do partido.

Atordoado

O Procurador de Justiça, Eduardo Tavares, agora o homem forte do governador Téo Vilela, com uma história de respeitabilidade, vai entrar numa seara que não conhece, mesmo que lhes dêem toda informação. Pelo menos ele deve saber como é difícil conseguir votos. E não apenas pelos bonitos olhos do candidato. O jogo, como todos sabem, é pesado, é bruto.


Sem compromisso

O vice José Thomaz Nonô não esperou muito tempo. Teve uma conversa séria com o governador e disse que seu compromisso com ele havia acabado. Ou seja, Nonô está procurando um porto seguro para atracar.


Rota mantida

O PT cada vez mais se aproxima do PMDB de Renan Calheiros e do PP de Benedito de Lira. O anúncio da candidatura de Eduardo Tavares que fará palanque para Aécio Neves afastou de vez qualquer possibilidade de alianças para as eleições de outubro. Renan e Biu são eleitores de carteirinha da presidente Dilma Rousseff.


Lero-lero

Téo Vilela não está nem aí para quem possa pensar que ele deu o passo errado anunciando Eduardo Tavares como seu candidato ao governo. Acredita que ele é o cara, tem poder e ganhará de novo as eleições, como fez nos últimos oito anos.


Cérebro da trama

Nos corredores do Palácio dos Martírios circula a notícia de que o nome de Eduardo Tavares foi bastante pensado e induzido pelo atual secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, a eminência parda do governo. Vilela tem em seu secretário uma das maiores cabeças pensantes do governo e que tem derrubado desafetos quando desejou.

Frustração

O presidente municipal do PSDB, Marco Fireman, não deve ter ficado satisfeito com a decisão do governador em preteri-lo e favor do Procurador de Justiça, Eduardo Tavares Mendes. Téo até que estimulou Fireman a ir à luta, mas, como é do seu feitio, deu uma virada de mesa e criou um problema dentro do próprio PSDB.


Preocupação

Integrantes do próprio PSDB observam a candidatura de Eduardo Tavares com certa prudência. De pronto, ficam assustados com um governo, no caso de sua eleição, oriundo do MP, que tem trazido dores de cabeça para as prefeituras alagoanas.


Mais força

Numa eventualidade de Tavares, remota, diga-se de passagem, ser o futuro governador, o Ministério Público sairia fortalecido e pronto para não ter orçamento reduzido. Além disso, os prefeitos que se cuidem.


Vontade própria

Bem que o governador Téo Vilela insistiu, mas esbarrou na vontade própria do prefeito Rui Palmeira que, além de grato, sabe que Biu de Lira seria a melhor opção para sucedê-lo. Téo tem encontrado dificuldades para emplacar Eduardo Tavares.


Haja candidato

A eleição para o governo do Estado é de segundo turno. Pelo menos cinco ou seis candidatos devem participar das eleições. A princípio, Biu de Lira, Renan pai ou Renan filho, Alexandre Toledo, José Thomaz Nonô, Eduardo Tavares e outros. Ao final, juntam-se os cacos para saber quem é o governador por mais quatro anos.


Inexpressivo

A entrevista coletiva convocada pelo governador Téo Vilela surpreendeu a todos que compareceram.  Na mesa principal, além de Vilela, Pedro Vilela, Rogério Teófilo, Eduardo Tavares e Claudionor Araújo. Além desses não se viu nenhum político com poder de fogo para as próximas eleições.


Perguntar não ofende

Eduardo Tavares fez mesmo certo em aceitar essa difícil missão?

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