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Edição nº 765 / 2014

09/04/2014 - 11:55:00

Antes aliados, Ferro e Garrote podem cortar relações por vaga na Assembleia

Ex- deputado e ex-prefeita de Estrela de Alagoas almejam entrar na Casa de Tavares Bastos, o que pode gerar atrito entre ambos que sempre foram unidos nas eleições

Carlos Victor Costa Repórter

A seis meses das eleições, as disputas pelos redutos eleitorais  já estão acontecendo em Alagoas, especificamente nas regiões do Agreste e Sertão. Mas o que de fato chama a atenção é o possível rompimento entre dois antigos aliados tanto na política como em acusações de envolvimentos em corrupções e assassinatos. Em várias eleições passadas o ex-deputado estadual Cícero Ferro (PRTB) apoiava Ângela Garrote (PP) para a prefeitura de Estrela de Alagoas e, seguindo o acordo entre ambos, ela se tornava cabo eleitoral para que ele se mantivesse na Assembleia Legislativa.  

De acordo com o blog do jornalista Ricardo Mota , a ex-prefeita estaria com pretensão de se candidatar a deputada estadual, o que estaria gerando um problema já que Cícero Ferro também pensa em voltar a ocupar uma vaga na Casa de Tavares Bastos. Garrote estaria analisando o convite do PP do senador Benedito de Lira para disputar vaga na Assembleia Legislativa de Alagoas na eleição do ano que vem.


O jornal Extra levantou algumas questões envolvendo Cícero Ferro e Ângela Garrote, que não apresentam um bom histórico para a política alagoana. Caso o rompimento venha a ocorrer, pelo histórico de ambos, as eleições deste ano irão pegar fogo.


INVESTIGADOS POR ASSASSINATOS 

Em 2010, o ex-deputado e a ex-prefeita foram investigados pela Polícia Civil,  pelo suposto envolvimento no assassinato do ex-vereador por Palmeira dos Índios, Manoel Marques Luz, 52 anos, executado, no dia 1º de dezembro daquele ano, com quatro tiros de pistola 380, na porta da sua residência. Segundo a  direção da Polícia Civil na época, Cícero Ferro e Ângela Garrote foram citados pelos familiares do ex-vereador como os mandantes do crime.

O assassinato de Manoel Marques teria ocorrido, segundo os seus parentes, devido a sua decisão de denunciar os quatro autores da morte do seu sobrinho, o estudante universitário Diego Santana de Florêncio, 23 anos, executado a tiros de pistola 380, no dia 23 de junho de 2007, no centro de Palmeira dos Ìndios.

Manoel teria sido assassinado  pelo fato de a família do estudante  ter denunciado o filho da ex-prefeita Ângela Garrote, Antonio Garrote da Silva Filho, o ‘Toninho Garrote’ de ser um dos responsáveis pelo crime.

Ele chegou a cumprir um período de 30 dias de prisão, mas atualmente está em liberdade e aguarda o julgamento em liberdade.No mesmo ano, o Ministério Público Estadual denunciou o ex-deputado ao Tribunal de Justiça, pelo crime de homicídio qualificado, apontado como mandante intelectual da morte do primo e fazendeiro Jacó Cardoso Ferro.

O assassinato foi cometido em janeiro de 2005 em trecho da rodovia BR 316 situado no município de Estrela de Alagoas. Jacó Ferro era secretário de administração da prefeitura de Minador do Negrão, cidade sertaneja, e foi alvejado por disparos de pistola 380 dentro do seu carro.

Além da acusação de autoria intelectual do crime, Cícero Ferro foi denunciado por tentativa de homicídio, já que a vítima estava acompanhada de dois amigos que sobreviveram ao atentado. Ferro ainda é acusado de ser o autor intelectual da morte do vereador Fernando Aldo, de Delmiro Gouveia, assassinado em 2007.

Já Garrote além de ter sido investigada pela morte do ex-vereador, foi presa também, na Operação Mascoth da Polícia Federal, quando foi acusada de usar recursos, originários do FNDE para o pagamento de compras pessoais, para cachorro.

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