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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 765 / 2014

09/04/2014 - 11:40:00

Sindicato dos Professores do Estado denuncia faculdades

Eduardo Vasconcelos levou o caso de superlotação em sala de aula para o Procon

João Mousinho [email protected]

O vice-presidente do Sindicato dos professores do Estado de Alagoas (Sinpro/AL), Eduardo Vasconcelos, em conjunto com os membros da diretoria da instituição denunciou ao Procon o “abarrotamento” nas salas de aula com a quantidade excessiva de alunos.  

Segundo Eduardo, a forma que os centros superiores de ensino vêm agindo é prejudicial para o aprendizado dos alunos.Para o dirigente do Sinpro: “Na busca de aumentar seus lucros, as IES (Instituições de Ensino Superior) colocam em sala de aula até 80 alunos por turma.

Isso diminui substancialmente a qualidade de ensino, como também, a saúde do profissional docente”.Devido a tantos problemas detectados para alunos e professores, a diretoria do Sinpro solicitou ao superintendente do Proncon, Rodrigo Cunha, a fiscalização por parte do órgão de defesa do consumidor para por fim as irregularidades que vem sendo cometidas.

“Os alunos como “consumidores de educação” estão sendo visivelmente lesados. O órgão competente pode atestar isso facilmente em poucas inspeções”, colocou Eduardo.O educador afirma que a mercantilizarão da educação é a principal causadora dessa ânsia desenfreada pelo lucro, em detrimento da qualidade do ensino.

“Aumenta o número de alunos para aumentar o lucro. Hoje, com a abertura ao capital estrangeiro em áreas estratégicas como a educação, investidores de todo o mundo investem na educação privada no Brasil, sem preocupação com o desenvolvimento nacional”, expôs.  

Há dois anos o Sinpro realiza a campanha “Professor Legal” que visa moralizar a condição de trabalho dos educadores e regulamentar vencimentos dignos e a formalização profissional. As sugestões para essa readequação, no modelo privado de educação, é proposta pelo professor Eduardo Vasconcelos em parceria com os membros do Sinpro/AL. Em recentes levantamentos realizados pelo sindicalista foi detectado a evasão dos professores da rede privada de educação devido à falta de estrutura. 

Eduardo revelou em recente entrevista ao jornal Extra que a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino afirmou em estudo, que a saúde dos trabalhadores de educação no setor privado de ensino está cada vez mais ameaçada sobre impacto direto, em relação ao acúmulo de funções e aumento na jornada de trabalho.

A amostra relata que os principais motivos da falta de saúde: excesso de atividades, pressão de chefias e colegas de trabalho, assédio moral no trabalho, relação com chefias, colegas professores, pais e alunos.  No mesmo estudo, 78% dos professores dizem que sentem esgotados e sob pressão mais que o habitual.

Os números revelam que 41% dos educadores alegam sentir irritação frequente. Veja a maioria dos problemas relatados pelos professores durante a pesquisa da Confederação: dores 71%, problemas de sono 59%, rouquidão e perda de voz 49%, problemas alérgicos 47%, tendinites e problemas de articulação 44%, enxaquecas 33%, gastrites 27%, obesidade 23%, hipertensão 19% e por último cânceres 2%.

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