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Edição nº 765 / 2014

09/04/2014 - 10:15:00

Curso sofre com sucateamento e descaso

Da Redação

A situação do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas é constrangedora, na última avaliação do MEC, teve uma das piores médias de sua existência, nota 2. Quase fecha. Como se isso não bastasse o prédio onde funciona o curso é a imagem do abandono, praça mal cuidada, laboratórios sucateados, rede elétrica improvisada e pasmem.

Os programas didáticos são piratas, sem manutenção alguma. O bebedouro que serve mais de 500 alunos, não funciona desde o ano passado. Mas o pior está nos instrumentos de trabalho dos estudantes, os computadores, todos eles cheios de vírus, programas piratas e sem internet. Os equipamentos não passam de aparelhos decorativos. Na semana passada uma queda de energia danificou o sistema de ar-condicionado que atende três laboratórios .

Um deles é o de Telejornalismo, onde os formandos tiveram que assistira aula ministrada pelo professor e jornalista Arnaldo Ferreira no corredor do bloco de comunicação, devido o calor no local. No laboratório de rádio, equipamentos velhos e ultrapassados complicam o andamento da aula. O coordenador do curso, professor Amilton Gláucio, frequentemente é obrigado a fazer justificativas aos estudantes, onde várias vezes já ameaçou entregar o cargo, por falta de estrutura.

O reitor Eurico Lobo garante que tudo está bem e em ordem na universidade, nega a falta de recursos pra investimentos de outros cursos, mas há muito tempo não visita os prédios em crise. Curiosamente a vice-reitora, Doutora Rachel Rocha é formada em Comunicação, a filha dela é aluna regulamente matriculada também no curso de comunicação, mas o problema é que ninguém consegue entender a falta de prestígio dispensado ao curso “nota 2”. 


BRIGA INTERNA

Como se isso não bastasse o cenário político interno no curso vive um dos seus momentos dramáticos, professores se aglutinam em dois grupos e travam uma guerra surda na disputa de poder. Os discentes mais antigos já estão desistindo da batalha de ver o curso crescer e estão requerendo a aposentadoria.

Os que ainda não fizeramtrocaram a sala de aula por cargos públicos  no governo estadual e municipal. Entre os alunos a apatia é generalizada, por conta da greve dos servidores, a dos professores pode acontecer a qualquer momento. O caso parece um labirinto, mas não é diferente do que ocorre em outros Estados, onde o ensino público federal se encontra em visível sucateamento.

O Governo Dilma e os reitores precisam explicar a comunidade universitária quem fiscaliza milhões de reais do contribuinte brasileiro que desaparecem na caótica conjuntura do ensino público. A reportagem tentou ouvir alguns alunos, que preferiram não se manifestar por medo de perseguição dentro da universidade. A coordenação do curso também foi procurada, mas não se obteve êxito. 


SUMIDO

O reitor da universidade, Eurico Lobo também foi procurado pela reportagem, mas até o fechamento da matéria não foi encontrado. 

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